Altas diluições dinamizadas no manejo de colônias de abelhas apis mellifera l.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Esteves, Maiara Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000vw8z
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23228
Resumo: O drástico aumento na mortandade de abelhas, nos últimos anos, teve impactos diretos na produção de mel a nível mundial. Reflexos estão sendo sentidos, também, na produção vegetal, onde a apicultura contribui com a polinização e seus efeitos diretos na produtividade e diversidade vegetal. Nesse cenário, sugere-se que preparados em altas diluições dinamizadas poderiam contribuir no fortalecimento de colônias de abelhas Apis mellifera L. e subsequente melhoria do desempenho apícola catarinense. O presente trabalho de dissertação compõe-se em duas partes: (a) revisão sistemática na busca de estudos e pesquisas em terapias não residuais para apicultura e (b) pesquisação com apicultores catarinenses pelo uso de preparados em altas diluições dinamizadas no manejo de colmeias apícolas. A revisão foi realizada em dez bases de dados. Trabalho a campo foi conduzido em apiários localizados em cinco regiões de Santa Catarina: Ouro Verde/Oeste, Bela Vista do Toldo/Planalto Norte, Bocaina do Sul/Planalto Sul, Blumenau/Litoral Norte e Içara/Litoral Sul. O estudo teve apoio dos extensionistas municipais da Epagri, de pesquisadores das Estações Experimentais da Epagri de Caçador e Videira, do Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal da Estação Experimental da EPAGRI de Lages e do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal /CAV-UDESC. O estudo, a campo, consistiu de quatro etapas: (1) Em cada apiário, no mínimo quatro colmeias de livre escolha do apicultor/extensionista que apresentassem problemas semelhantes de produtividade, defensividade, comportamento higiênico e infestação por varoa. Para cada colmeia, procedeu-se anamnese pela totalidade sintomática com auxílio de questionário previamente estabelecido; (2) A escolha do melhor preparado homeopático seguiu a metodologia da repertorização em base a um conjunto de sintomas que pudesse caracterizar fielmente o núcleo do enfermo, de forma independente em cada apiário, considerando as quatro colmeias conjuntas no equivalente gênio epidêmico; (3) Foram marcadas, aleatoriamente, duas para serem tratadas como homeopatia e duas sem aplicação para permitir análise por contrastes. A aplicação do preparado homeopático e avaliação de atributos de defensividade, produtividade e automanutenção foram realizadas mensalmente nos cinco apiários; (4) Dados foram registrados em planilha física e após entrada em drive para posterior sistematização, analise e consolidação dos resultados. Os resultados obtidos na revisão sistemática, após seleção dos filtros possibilitou indicar 14 artigos para análise detalhada. Em 10 dos 14 estudos selecionados, relatavam que efeitos dos experimentos foram significativos em face aos objetivos apontados, em pelo menos um dos tratamentos utilizados. Na pesquisa a campo, houve variação nas respostas das colmeias à aplicação das homeopatias, não seguindo um padrão que pudesse indicar o melhor preparado para ser aplicado genericamente e desse modo foram descritos no formato estudo de caso (EC), individualizadas por apiário/região. EC1: três tratamentos: Calcarea phosphorica, Belladonna e placebo. Ambas homeopatias tem alto potencial para aumento na produção de mel. EC2: dois tratamentos: Nux vomica e placebo. Considerando a produção de mel, o placebo superou o tratamento homeopático. EC3: Phosphorus e placebo. A homeopatia Phospohorus mostrou-se com potencial na revitalização de colmeias. EC4: dois tratamentos: Lycopodium e 2 placebo. Considerando a produção de mel, ambos tratamentos não puderam ser avaliados por não haver produção. Entretanto, nos atributos de mansidão e limpeza, Lycopodium causou maior impacto nas colônias e EC5: dois tratamentos: Phosphorus e placebo. Nos atributos de mansidão e limpeza, Phosphorus causou menor impacto nas colônias. Quanto à infestação de Varroa, ambos os tratamentos não puderam ser avaliados pela não ocorrência de varroas. É possível que por serem insetos sociais, colônias de abelhas devam ser individualizadas, cada qual com seu melhor tratamento homeopático.
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Trabalho a campo foi conduzido em apiários localizados em cinco regiões de Santa Catarina: Ouro Verde/Oeste, Bela Vista do Toldo/Planalto Norte, Bocaina do Sul/Planalto Sul, Blumenau/Litoral Norte e Içara/Litoral Sul. O estudo teve apoio dos extensionistas municipais da Epagri, de pesquisadores das Estações Experimentais da Epagri de Caçador e Videira, do Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal da Estação Experimental da EPAGRI de Lages e do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal /CAV-UDESC. O estudo, a campo, consistiu de quatro etapas: (1) Em cada apiário, no mínimo quatro colmeias de livre escolha do apicultor/extensionista que apresentassem problemas semelhantes de produtividade, defensividade, comportamento higiênico e infestação por varoa. 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