Corte ou pastejo do azevém? sequestro de carbono e características físicas do solo, produtividade de forragem e resposta do milho para silage.
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22874 |
Resumo: | Estratégias de manejo podem contribuir para o sequestro de carbono (C) da atmosfera com redução do impacto ambiental dos sistemas de produção animal. Objetivou-se avaliar o efeito do acesso ou não de animais a áreas de pastagem hibernal sobre os teores de C e as propriedades fisicas do solo, além da produção e qualidade da forragem e da cultura em sucessão. Foram avaliadas duas estratégias de desfolha do azevém anual (Lolium multiflorum Lam.): corte para a produção de forragem conservada ou pastejo. Em ambos os casos o pasto foi sucedido pela cultura do milho (Zea mays) para produção de silagem. Os tratamentos foram implantados em 2017, em parcelas de 150 m², num delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições. A desfolha foi realizada quando o azevém atingia de 20 a 25 cm altura. Na estratégia pastejo a meta de altura pós pastejo foi 50 a 60% da altura inicial. No tratamento sem pastejo o corte foi realizado a 5 cm do solo. As propriedades físicas e o os teores C no solo foram determinadas em amostras coletadas anualmente, de 2019 a 2022, em diferentes profundidades. A produtividade e a composição química do azevém foram determinadas nos anos de 2017, 2018, 2019 e 2021. A produtividade e a composição química da planta inteira de milho foram determinadas nas safras de 2021 e 2022. As taxas de acúmulo diário do azevém foram superiores no tratamento com presença dos animais para pastejo em comparação ao corte (médias de 30,3 e 24,6 kg MS/ha, respectivamente), enquanto sua produção média de biomassa aérea tendeu (P<0,08) a aumentar em aproximadamente 500 kg MS/ha por ano nas parcelas pastejadas comparadas à colheita por corte. O azevém colhido por pastejo apresentou maior teor de proteína bruta e menor teor de fibra comparado ao colhido por corte. A produtividade do milho não apresentou diferença entre os tratamentos avaliados, com média de 14.611 kg MS/ha. O teor de carbono orgânico total (COT, g/kg) tendeu (P<0,06) a ser superior na área pastejada comparada à área não pastejada, mas os estoques de COT no solo (Mg/ha) não diferiram entre os tratamentos nas diferentes profundidades avaliadas, com médias de 117 e 100 Mg/ha para pastejo e corte, respectivamente. A densidade do solo apresentou tendência (P<0,07) de aumento para o tratamento com pastejo comparado ao sem pastejo. Conclui-se que cinco anos consecutivos de pastejo na estação fria não prejudicaram as propriedades fisicas do solo, a produção do pasto e da cultura de verão. Os efeitos da estratégia de desfolha sobre os estoques de carbono no solo, bem como sobre as demais caracteristicas do solo e das plantas devem continuar sendo avaliados. |
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