Sedação prolongada na unidade de terapia intensiva: comparação entre dexmedetomidina e propofol.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Ronchi, Samuel Jorge
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000dzrn
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22875
Resumo: Objetivou-se comparar a dexmedetomidina ao propofol em cães submetidos a sedação prolongada. Foram utilizados 18 cães, machos, hígidos, submetidos ao final do estudo a orquiectomia eletiva. Os pacientes foram induzidos com propofol e mantidos sob anestesia geral com isoflurano e submetidos a paramentação, inserindo-se cateter venoso central e cateter arterial. Após uma hora desde a indução, os mesmos foram acordados e após 15 minutos da extubação receberam morfina pela via intramuscular, aguardou-se 15 minutos administrou-se midazolam pela via intravenosa, sendo neste momento alocados em 2 grupos distintos: GD, que receberão dexmedetomidina bolus pela via intravenosa; ou GP, que receberão propofol bolus pela via intravenosa. Ato contínuo os pacientes foram mantidos em infusão de midazolam, morfina e dexmedetomidina ou propofol, sendo monitorizados por meio de ecocardiografia, hemogasometria e monitor multiparamétrico. Para a análise estatística foi utilizado a média dos valores nas 24 horas, sendo realizado o teste t e a análise de sobrevivência para a probabilidade de intubação. Os pacientes do grupo GD tiveram uma menor frequência cardíaca quando comparado ao GP, impactando, portanto, em valores de débito cardíaco também menores, mesmo com um volume sistólico maior no GD. Com os valores de débito cardíaco menores, a oferta de oxigênio aos tecidos foi menor também no GD, aumentando a taxa de extração de oxigênio, reduzindo desta maneira os valores de saturação venosa central. Além disto, o consumo de oxigênio foi maior no GD em relação ao GP. A pressão arterial sistólica, diastólica, média e a pressão venosa central foram maiores no GD em relação ao GP, onde a resistência vascular sistêmica também foi maior neste grupo. O GD teve maiores valores de frequência respiratória, saturação periférica de oxigênio e a pressão parcial de gás carbônico foi menor neste grupo quando comparado ao GP. Os pacientes do GP necessitaram de maior número de resgates para ventilação quando comparado do GD. Os valores de creatinina, glicose e débito urinário foram maiores no GD. As variáveis ecocardiográficas de função sistólica foram maiores no GP em relação ao GD, como fração de encurtamento, fração de ejeção, separação septal do ponto E da valva mitral e movimento do anulo da valva mitral. Quanto a função diastólica, o GD promoveu uma alteração no relaxamento quando comparado ao GP, com velocidade da onda E menor, velocidade da onda A maior e uma relação onda E/ A menor quando comparado ao GP. A parede livre do ventrículo esquerdo e septo ventricular, ambos em diástole, foram maiores no GD em relação ao GP. Além disto, a relação átrio esquerdo e aorta foi maior no GD em relação ao GP. Somente os pacientes do GD tiverem regurgitação durante o estudo em valvar mitral e tricúspide. A dexmedetomidina promoveu uma depressão cardiovascular mais intensa quando comparado ao propofol, enquanto o propofol promoveu uma depressão respiratória mais intensa quando comparado a dexmedetomidina.
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