Confiabilidade e validade de um instrumento online para disfunção do assoalho pélvico feminino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Latorre, Gustavo Fernando Sutter
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24777
Resumo: As disfunções do assoalho, com destaque para a disfunção sexual, são doenças incidentes e prevalências o suficiente para serem consideradas epidemia. Há carência de estudos etiológicos destas doenças, que podem ser efetuados por questionários. Existem versões brasileiras destes questionários, havendo vantagens na aplicação deles via internet sobre o método tradicional em papel. No entanto, não há estudos de confiabilidade de questionários online no Brasil. Assim, o presente estudo avaliou a confiabilidade e a validade de uma versão online da versão brasileira do Female Sexual Function Index, FSFI, além da prevalência de disfunção sexual feminina (DS) em estudantes universitárias do sul do país. Para este fim uma versão em papel e outra online do instrumento foram aplicadas em acadêmicas de cursos de fisioterapia da Grande Florianópolis. O cálculo amostral para o estudo de prevalência revelou a necessidade de 242 estudantes. Participaram do estudo 273 mulheres de quatro universidades. O escore total médio do FSFI foi de 28,59±4, e a prevalência de DS de 25%. Mais de 88% das afetadas apresentou escores preditivos de disfunção em todos os domínios. Mesmo aquelas fora da faixa de disfunção (escore total <26,55) tiveram ao menos um dos domínios abaixo da normalidade, especialmente o lubrificação (52,5%). A DS esteve associada à idade das estudantes (p=0,00), dos parceiros (p=0,01) e relacionamentos recentes (p=0,01). A disfunção do desejo foi associada ao estado gestacional (p=0,00), a disfunção da excitação esteve associada ao estado civil (p=0,01) e à renda mensal conjunta (p=0,01). A disfunção de lubrificação foi associada à renda mensal, a disfunção o orgasmo à idade das mulheres (p=0,03) e dos parceiros (p=0,01) e o uso de anticoncepcionais hormonais (p=0,01). A disfunção da satisfação foi associada ao estado civil (p=0,01), idade do parceiro (p=0,03), relacionamentos recentes (p=0,00) e à gestação (p=000). A DS dolorosa esteve associada ao número maior de pessoas na mesma casa (p=0,00). Para o estudo de confiabilidade e validade do FSFI as voluntárias foram divididas em dois grupos: o grupo 1, primeiramente no papel e 15 dias depois a versão online do FSFI, e o grupo 2 vice-versa. Não houve diferenças significativas entre o grupos quanto à idade, orientação sexual, idade e escolaridade do parceiro, idade do relacionamento, paridade, idade do filho mais novo, número de filhos, gestações e partos, tipo de parto, número de pessoas com que vive, renda mensal, uso de anticoncepcional, reposição hormonal, antidepressivos, esteroides anabolizantes ou drogas de abuso. A análise inter-grupos revelou a correlação (p>0,05) entre 16 das 19 e entre cinco dos sete domínios do FSFI, comparando o grupo 1 e o grupo 2 tanto durante a primeira coleta quanto no reteste, durante a segunda coleta. As análises intra-grupo revelaram correlação (p>0,05) entre todas as questões e domínios, nas respostas de um mesmo grupo na primeira coleta quando comparado à segunda coleta, demonstrando que nem a forma de resposta, se papel ou online; nem a ordem das respostas, se primeiro no papel e depois online ou vice-versa, influi significativamente nas intenções de resposta.
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