Leishmaniose visceral canina: soroprevalência e georreferenciamento no estado de Santa Catarina, Brasil.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Spindola, Camila Zomer
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000fx52
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22869
Resumo: Durante muito tempo, a leishmaniose visceral canina (LVC) foi considerada uma enfermidade endêmica das regiões Norte e Nordeste do Brasil, enquanto a região Sul do pais permanecia indene. Porém, nos últimos anos, vários casos de LVC têm sido notificados nos estados da região Sul. O objetivo deste trabalho foi determinar a soroprevalência da LVC em cães, por meio dos testes imunocromatográfico (DPP®) e ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) e sua correlação com as características ambientais, por meio do georreferenciamento, a epidemiologia dos casos positivos, assim como as lesões anatomohistopatológicas de casos diagnosticados no estado de Santa Catarina nos anos de 2019, 2020 e 2021. Amostras de sangue de cães (n = 1227) foram coletadas em todas as mesorregiões do estado e submetidas ao teste rápido (DPP) para LVC. As amostras positivas foram enviadas ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) de Santa Catarina para confirmação pelo método ELISA. Quatro animais foram necropsiados e amostras de órgãos foram coletadas e enviadas para análise pela reação em cadeia da polimerase (PCR), imuno-histoquímica e histopatologia. As informações obtidas por meio do questionário epidemiológico forneceram dados que posteriormente foram submetidos aos métodos estatísticos com suas correlações, assim como o endereço de cada coleta proporcionou a criação de mapas utilizando a técnica de georreferenciamento e a criação de mapas de calor (Método de Kernel). Dos 1.227 cães coletados, 22 (1,8%) foram positivos no teste de triagem DPP® e destes, sete (0,6%) foram confirmados pelo método ELISA. Correlação (P<0,01) foi observada entre positividade e as variáveis ambiente e sinais clínicos em ambos os testes. De acordo com o georreferenciamento, ficou evidente que os casos positivos em ambas as técnicas, utilizadas para o diagnóstico, se concentraram na região da Faixa Leste do estado, em áreas de baixas altitudes, com indice pluviométrico médio, de temperatura média mais elevada e em áreas mais populosas e próximas a fragmentos florestais. A PCR, a histopatologia e a imuno-histoquímica, em consonância à sorologia, demonstraram-se eficientes na caracterização dos casos positivos, assim como o emprego do georreferenciamento proporcionou a espacialização dos casos e a distribuição deles no Estado.
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