Avaliação da qualidade de assistência pré-natal em adolescentes
| Ano de defesa: | 2009 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=53319 |
Resumo: | <p class="MsoNormal" style="tab-stops:right 425.2pt"><span style="font-size:10.0pt; line-height:115%;font-family:"Arial","sans-serif";color:black">O cuidado pré-natal já defendido por muito tempo como um meio de identificar as gestantes de risco e proporcionar intervenções multidisciplinares para reduzir os resultados adversos da gravidez. Saúde reprodutiva é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente de ausência de doença, em todos os aspectos relacionados ao sistema reprodutivo e suas funções e processos. A atenção pré-natal em potencial destaque como um indicador de boa prática, assim como uma medida de qualidade de cuidados clínicos e de saúde pública. A qualidade do cuidado pré-natal já tradicionalmente um conceito de operacionalização difícil, com a repercussão na ênfase da aplicação de tecnologia avançada e treinamento especializado, sendo largamente definida em termos de aspecto clínico negligenciado em relação e relação à interação social e a à dimensão subjetiva da paciente. Objetivo: Avaliar a qualidade da assistência pré-natal prestada às adolescentes pelo SUS no Município de Fortaleza-CE. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, analítico, com uma abordagem de natureza quantitativa, realizado com uma população de mulheres (n=4741) que utilizaram os serviços do SUS por ocasião do parto no Hospital Geral Dr. César Cals, no período de agosto de 2007 a agosto de 2008. Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário semiestruturado, além de dados documentais obtidos por meio do cartão pré-natal e dos prontuários hospitalares. A adequação do uso da assistência pré-natal foi analisada pelos índices de Kotelchuck e Coutinho. Os dados foram processados utilizando o Software Epi-info versão 6.04. A associação entre as variáveis foi testada pelo qui-quadrado ou pelo teste exato de Fisher, com nível de significância de 5%. Resultados: Das 1587 puérperas entrevistadas, 414 (26,1%) eram adolescentes, 1172(73,9%) encontravam-se na faixa etária ≥ 20 anos. Em relação às características sociodemográficas, 1257(79,3%) residiam na região metropolitana/Fortaleza, 119(75,4%) eram casadas/união estável, 601(38,4%) não tinham o ensino fundamental completo ao médio incompleto e 1076(81,6%) tinham renda familiar menor do que dois salários mínimos. Entre as variáveis psicológicas, 845(54,6%) tinham 13 anos, 703(44,3%) já apresentavam uma ou duas das cesáreas prévias e 699(44,3%) eram primíparas. Dentre as entrevistadas, 903(619%) realizaram seis ou mais consultas pré-natal e 1028(67,7%) iniciaram o pré-natal antes do 3º mês de gestação. O principal motivo referido para realização do pré-natal foi para ter mais segurança e tranquilidade encontrada associação significativa entre a relação da qualidade da assistência pré-natal com o baixo peso ao nascer (<0,05), prematuridade (p<0,05). Pelo índice de Kotelchuck, a qualidade do pré-natal foi inadequada para as mães em todas as faixas etárias. No que se refere à satisfação da gestante, foi encontrada associação significativa pelos índices utilizados no estudo. CONCLUSÃO: A qualidade da assistência ao pré-natal foi classificada como inadequada para todas as faixas etárias, segundo o índice de Kotelchuck. Em relação à satisfação da gestante, a maioria considera boa, independentemente da qualidade do pré-natal recebido. A relação entre qualidade do pré-natal e os resultados perinatais registrou maior prevalência do baixo peso ao nascer e a prematuridade para aquelas que não realizaram pré-natal ou o fizeram de maneira inadequada ou intermediária. O risco de não ter parto normal está relacionado com quem não realizou pré-natal e com quem o fez de maneira inadequada, de acordo com os índices utilizados. Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal, Gravidez na Adolescência, Complicações na Gravidez, Assistência Perinatal.</span></p> |
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Avaliação da qualidade de assistência pré-natal em adolescentesAssistência perinatal Cuidado pré-natal Gravidez na adolescência Saúde da criança e do adolescente<p class="MsoNormal" style="tab-stops:right 425.2pt"><span style="font-size:10.0pt; line-height:115%;font-family:"Arial","sans-serif";color:black">O cuidado pré-natal já defendido por muito tempo como um meio de identificar as gestantes de risco e proporcionar intervenções multidisciplinares para reduzir os resultados adversos da gravidez. Saúde reprodutiva é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente de ausência de doença, em todos os aspectos relacionados ao sistema reprodutivo e suas funções e processos. A atenção pré-natal em potencial destaque como um indicador de boa prática, assim como uma medida de qualidade de cuidados clínicos e de saúde pública. A qualidade do cuidado pré-natal já tradicionalmente um conceito de operacionalização difícil, com a repercussão na ênfase da aplicação de tecnologia avançada e treinamento especializado, sendo largamente definida em termos de aspecto clínico negligenciado em relação e relação à interação social e a à dimensão subjetiva da paciente. Objetivo: Avaliar a qualidade da assistência pré-natal prestada às adolescentes pelo SUS no Município de Fortaleza-CE. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, analítico, com uma abordagem de natureza quantitativa, realizado com uma população de mulheres (n=4741) que utilizaram os serviços do SUS por ocasião do parto no Hospital Geral Dr. César Cals, no período de agosto de 2007 a agosto de 2008. Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário semiestruturado, além de dados documentais obtidos por meio do cartão pré-natal e dos prontuários hospitalares. A adequação do uso da assistência pré-natal foi analisada pelos índices de Kotelchuck e Coutinho. Os dados foram processados utilizando o Software Epi-info versão 6.04. A associação entre as variáveis foi testada pelo qui-quadrado ou pelo teste exato de Fisher, com nível de significância de 5%. Resultados: Das 1587 puérperas entrevistadas, 414 (26,1%) eram adolescentes, 1172(73,9%) encontravam-se na faixa etária ≥ 20 anos. Em relação às características sociodemográficas, 1257(79,3%) residiam na região metropolitana/Fortaleza, 119(75,4%) eram casadas/união estável, 601(38,4%) não tinham o ensino fundamental completo ao médio incompleto e 1076(81,6%) tinham renda familiar menor do que dois salários mínimos. Entre as variáveis psicológicas, 845(54,6%) tinham 13 anos, 703(44,3%) já apresentavam uma ou duas das cesáreas prévias e 699(44,3%) eram primíparas. Dentre as entrevistadas, 903(619%) realizaram seis ou mais consultas pré-natal e 1028(67,7%) iniciaram o pré-natal antes do 3º mês de gestação. O principal motivo referido para realização do pré-natal foi para ter mais segurança e tranquilidade encontrada associação significativa entre a relação da qualidade da assistência pré-natal com o baixo peso ao nascer (<0,05), prematuridade (p<0,05). Pelo índice de Kotelchuck, a qualidade do pré-natal foi inadequada para as mães em todas as faixas etárias. No que se refere à satisfação da gestante, foi encontrada associação significativa pelos índices utilizados no estudo. CONCLUSÃO: A qualidade da assistência ao pré-natal foi classificada como inadequada para todas as faixas etárias, segundo o índice de Kotelchuck. Em relação à satisfação da gestante, a maioria considera boa, independentemente da qualidade do pré-natal recebido. A relação entre qualidade do pré-natal e os resultados perinatais registrou maior prevalência do baixo peso ao nascer e a prematuridade para aquelas que não realizaram pré-natal ou o fizeram de maneira inadequada ou intermediária. O risco de não ter parto normal está relacionado com quem não realizou pré-natal e com quem o fez de maneira inadequada, de acordo com os índices utilizados. Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal, Gravidez na Adolescência, Complicações na Gravidez, Assistência Perinatal.</span></p>Ver documento original.Universidade Estadual do CearáFabricio da Silva CostaParente, João de Assis Martins2009-08-04T00:00:00Z2009info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=53319info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2009-08-04T00:00:00Zoai:uece.br:53319Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2009-08-04T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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