Modulação da resposta inflamatória por extrato de Momordica charantia em camundongos
| Ano de defesa: | 2003 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=25569 |
Resumo: | Objetivou-se avaliar o efeito imunomodulador do extrato etanólico (EE) e hexânico (EH) das folhas de Momordica charantia na ausência ou presença de processo inflamatório. Para tanto, utilizaram-se camundongos Swiss de ambos os sexos. Os extratos foram submetidos a testes fitoquímicos e índice antioxidante (IA) in vitro. A migração celular, os teores de proteínas totais (PT), nitritos (NO) e a atividade da superóxido dismutase (SOD) foram avaliados em modelos da bolsa de ar subcutânea (BAS) e da cavidade peritoneal (CP). Em BAS foram injetados: 1 mL de EE (200mg/kg), EH (200mg/kg), lipopolissacarídeo (LPS, 50 ug/kg) ou veiculo (VEI, 0,5% de carboxi-metil-celulose + Tween-80 a 0,1% + ampicilina 0,3 mg/BAS) ou de salina fisiológica (SAL, NaCI 0,9%). Na CP foram injetados 200uL de EE (200mg/Kg), EH (200 mg/Kg), LPS (50ug/Kg), ou VEI (Tween-80 0,5%) ou SAL. Após 6 e 24 h da aplicação, a BAS e a CP foram lavadas com salina heparinizada (5 UI/mL) e do lavado recuperado foi retirada uma alíquota para a contagem total de células e o restante foi centrifugado a 2500 rpm. Do precipitado foram confeccionadas lâminas para a contagem diferencial de células, ao microscópio óptico. No sobrenadante foram realizadas as dosagens de PT, NO e SOD. Foram realizados os testes da permeabilidade vascular induzida pelo ácido acético (PV) e do edema de pata induzido por carragenina (EP). Os resultados foram analisados por ANOVA, Tukey ou teste T de Student. Os extratos de M. charantia demonstraram IA in vitro semelhante ao <span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, "sans-serif";">α</span>-tocofenol. O EE e o EH induziram recrutamento de neutrófilos e macrófagos, tanto em BAS quanto em CP, nos tempos estudados. Em relação a PT, o EE induziu diminuição significativa do acúmulo de proteínas na BAS no tempo de 6h em relação ao VEI, enquanto o EH não diferiu. Tanto o EE quanto o EH aumentaram significativamente a produçao de nitrito no tempo de 6h na BAS em relaçao ao VEI, A atividade da SOD foi significativamente diminuida pelo EH no tempo de 6h e pelo EE no tempo de 24h em BAS, no entanto, o EE so foi capaz de inibir em CP no tempo de 6h. Os extratos nao modificaram a PV induzida por acido acetico. Em relaçao ao EP, o EH induziu efeito edematogenico, enquanto o EE provocou efeito contrario. A M. charantia exerceu efeito modulador sobre a resposta inflamatoria local. Os extratos estudados apresentaram potentes IA e induziram recrutamento de neutrofilos e macrofagos, produçao de NO, modificaçao no teor de PT e atividade da SOD. O EH e o EE comportaram-se como pro-inflamatorios, embora o EE tenha apresentado efeito antiedematogenico. No entanto, novos estudos serao necessarios para o esclarecimento de seus mecanismos de açao. |
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Modulação da resposta inflamatória por extrato de Momordica charantia em camundongosCiências veterinárias Extrato de Momordica Charantia VeterináriaObjetivou-se avaliar o efeito imunomodulador do extrato etanólico (EE) e hexânico (EH) das folhas de Momordica charantia na ausência ou presença de processo inflamatório. Para tanto, utilizaram-se camundongos Swiss de ambos os sexos. Os extratos foram submetidos a testes fitoquímicos e índice antioxidante (IA) in vitro. A migração celular, os teores de proteínas totais (PT), nitritos (NO) e a atividade da superóxido dismutase (SOD) foram avaliados em modelos da bolsa de ar subcutânea (BAS) e da cavidade peritoneal (CP). Em BAS foram injetados: 1 mL de EE (200mg/kg), EH (200mg/kg), lipopolissacarídeo (LPS, 50 ug/kg) ou veiculo (VEI, 0,5% de carboxi-metil-celulose + Tween-80 a 0,1% + ampicilina 0,3 mg/BAS) ou de salina fisiológica (SAL, NaCI 0,9%). Na CP foram injetados 200uL de EE (200mg/Kg), EH (200 mg/Kg), LPS (50ug/Kg), ou VEI (Tween-80 0,5%) ou SAL. Após 6 e 24 h da aplicação, a BAS e a CP foram lavadas com salina heparinizada (5 UI/mL) e do lavado recuperado foi retirada uma alíquota para a contagem total de células e o restante foi centrifugado a 2500 rpm. Do precipitado foram confeccionadas lâminas para a contagem diferencial de células, ao microscópio óptico. No sobrenadante foram realizadas as dosagens de PT, NO e SOD. Foram realizados os testes da permeabilidade vascular induzida pelo ácido acético (PV) e do edema de pata induzido por carragenina (EP). Os resultados foram analisados por ANOVA, Tukey ou teste T de Student. Os extratos de M. charantia demonstraram IA in vitro semelhante ao <span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, "sans-serif";">α</span>-tocofenol. O EE e o EH induziram recrutamento de neutrófilos e macrófagos, tanto em BAS quanto em CP, nos tempos estudados. Em relação a PT, o EE induziu diminuição significativa do acúmulo de proteínas na BAS no tempo de 6h em relação ao VEI, enquanto o EH não diferiu. Tanto o EE quanto o EH aumentaram significativamente a produçao de nitrito no tempo de 6h na BAS em relaçao ao VEI, A atividade da SOD foi significativamente diminuida pelo EH no tempo de 6h e pelo EE no tempo de 24h em BAS, no entanto, o EE so foi capaz de inibir em CP no tempo de 6h. Os extratos nao modificaram a PV induzida por acido acetico. Em relaçao ao EP, o EH induziu efeito edematogenico, enquanto o EE provocou efeito contrario. A M. charantia exerceu efeito modulador sobre a resposta inflamatoria local. Os extratos estudados apresentaram potentes IA e induziram recrutamento de neutrofilos e macrofagos, produçao de NO, modificaçao no teor de PT e atividade da SOD. O EH e o EE comportaram-se como pro-inflamatorios, embora o EE tenha apresentado efeito antiedematogenico. No entanto, novos estudos serao necessarios para o esclarecimento de seus mecanismos de açao.Ver documento original.Universidade Estadual do CearáDiana Celia Sousa Nunes PinheiroFarias, Viviane Moura de2003-09-12T00:00:00Z2003info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=25569info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2003-09-12T00:00:00Zoai:uece.br:25569Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2003-09-12T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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