Cidadania e responsabilidade moral em Jean-Jacques Rousseau
| Ano de defesa: | 2007 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=47406 |
Resumo: | A presente dissertação percorre o pensamento de Jean-Jacques Rousseau em busca da compreensão da idéia de Cidadania e Responsabilidade Moral delineados principalmente em sua obra política Contrato Social. Para tanto partimos da construção arqueológica concebida pelo genebrino que traz o conceito de Estado de natureza, momento embrionário da história da humanidade no qual a simplicidade é o cerne da existência. Nessa leitura vislumbramos o homem como sujeito que busca a própria conservação sem ignorar, no entanto, a dor do outro. Seguindo essa linha que mostra o desenvolvimento da História, passamos pelo momento que retirou o homem desse ambiente de simplicidade e o levou a uma vida de relações e necessidades complexas, que deram origem ao Estado de Civilização. Essa apreensão que revela a história como declínio da capacidade do homem de se aperfeiçoar revela o conflito estabelecido quanto aos sentimentos originais, à liberdade ilimitada e à permanente dicotomia entre ser e parecer, decorrentes de uma nova condição gerada em sociedade. A questão que se põe na crítica rousseauniana é compreender como o homem, um sujeito bem simples, corrompido pelo desenvolvimento do progresso, poderia retornar sentimentos naturais de bondade e amor de si sem perder as vantagens encontradas na vida social. A figura pública do homem, o cidadão, deveria ser repensada com virtudes para além das normas estabelecidas. Por meio da retomada de sentimentos escritos como lei no coração, o homem poderia ser moralmente responsável e a cidadania vista como um exercício de liberdade e soberania, principalmente para consigo mesmo. A associação enquanto via de valorização de cada individuo é o primeiro passo para a construção de uma vida social participativa. Criar e obedecer leis gera no cidadão a responsabilidade de um contrato de mão dupla que reconhece e valoriza a si, enquanto parte componente do Estado, e ao outro enquanto extensão de si mesmo. A proposta apontada por Rousseau, em pleno alvorecer das luzes, revela a necessidade de conservar a liberdade, o maior bem daquele que foi ignorado pelo progresso do pensamento. Compreender a responsabilidade como base para a cidadania é o desafio a que nos propomos neste trabalho. Palavras-chave: Homem, Natureza, Liberdade, Cidadania. |
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Cidadania e responsabilidade moral em Jean-Jacques RousseauCidadania Filosofia Homem Jean-Jacques Rousseau LiberdadeA presente dissertação percorre o pensamento de Jean-Jacques Rousseau em busca da compreensão da idéia de Cidadania e Responsabilidade Moral delineados principalmente em sua obra política Contrato Social. Para tanto partimos da construção arqueológica concebida pelo genebrino que traz o conceito de Estado de natureza, momento embrionário da história da humanidade no qual a simplicidade é o cerne da existência. Nessa leitura vislumbramos o homem como sujeito que busca a própria conservação sem ignorar, no entanto, a dor do outro. Seguindo essa linha que mostra o desenvolvimento da História, passamos pelo momento que retirou o homem desse ambiente de simplicidade e o levou a uma vida de relações e necessidades complexas, que deram origem ao Estado de Civilização. Essa apreensão que revela a história como declínio da capacidade do homem de se aperfeiçoar revela o conflito estabelecido quanto aos sentimentos originais, à liberdade ilimitada e à permanente dicotomia entre ser e parecer, decorrentes de uma nova condição gerada em sociedade. A questão que se põe na crítica rousseauniana é compreender como o homem, um sujeito bem simples, corrompido pelo desenvolvimento do progresso, poderia retornar sentimentos naturais de bondade e amor de si sem perder as vantagens encontradas na vida social. A figura pública do homem, o cidadão, deveria ser repensada com virtudes para além das normas estabelecidas. Por meio da retomada de sentimentos escritos como lei no coração, o homem poderia ser moralmente responsável e a cidadania vista como um exercício de liberdade e soberania, principalmente para consigo mesmo. A associação enquanto via de valorização de cada individuo é o primeiro passo para a construção de uma vida social participativa. Criar e obedecer leis gera no cidadão a responsabilidade de um contrato de mão dupla que reconhece e valoriza a si, enquanto parte componente do Estado, e ao outro enquanto extensão de si mesmo. A proposta apontada por Rousseau, em pleno alvorecer das luzes, revela a necessidade de conservar a liberdade, o maior bem daquele que foi ignorado pelo progresso do pensamento. Compreender a responsabilidade como base para a cidadania é o desafio a que nos propomos neste trabalho. Palavras-chave: Homem, Natureza, Liberdade, Cidadania.Ver documento original.Universidade Estadual do CearáWashington Luis da Silva MartinsLourenço, Alexsandra Sombra2008-04-02T00:00:00Z2007info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=47406info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2008-04-02T00:00:00Zoai:uece.br:47406Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2008-04-02T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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