Pressupostos fundamentais da intersubjetividade na ética do discurso de Habermas
| Ano de defesa: | 2007 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=42101 |
Resumo: | Em diálogo com o cético moral Jurgen Habermas caracteriza a ética do discurso como deontológica, cognitivista, formalista e universalista - como ética deontológica tem como base um acordo de motivação racional sobre a correção das normas; como ética cognitivista responde a questão de como se podem fundamentar as afirmações normativas; como ética formalista argumenta que todos os seres dotados de razão tem de ter capacidade de desejar o que se encontra moralmente justificado. É universalista uma ética de validade geral que transcende a uma determinada cultura ou tradição. A ética do discurso se apresenta a partir de dois princípios: o princípio da universalização ('U') e o princípio do discurso ('D'). O princípio do discurso, ou principio 'D', dita que as normas que podem reclamar validade são aquelas passíveis da anuência de todos os participantes de um discurso prático; o princípio da universalização, ou princípio 'U', é a regra de argumentação que possibilita o acordo em discursos práticos sempre que matérias controversas possam ser regradas a fim de contemplar o interesse igual de todos os concernidos. O consenso racional, ou acordo intersubjetivamente e racionalmente motivado, objetivo último do discurso, é alcançado pela força do melhor argumento entre sujeitos livres de qualquer ato de coerção, de repressão ou de ameaça. Assim sendo, a linguagem é empregada para o entendimento mútuo quando o falante, ao expressar aquilo que tem em mente, comunica-se sobre algo no mundo com um outro membro da comunidade linguística de comunicação, ou comunidade de comunicação ideal. O falante é, assim, acolhido por essa comunidade ideal, a qual pressupõe que seus membros, na igualdade de direitos de argumentação, em uma situação ideal de fala, têm a mesma liberdade de convencerem uns aos outros do que é o melhor para a comunidade pela força do melhor argumento. Somente esse processo de entendimento mútuo intersubjetivo, pressuposto normativamente, pode levar a um acordo racionalmente justificado, fazendo com que os participantes cheguem a um consenso racional. Palavras-chave: Ética; Discurso; Consenso; Intersubjetividade; Universalização; Racional. |
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Pressupostos fundamentais da intersubjetividade na ética do discurso de HabermasConsenso Discurso - Habermas Ética FilosofiaEm diálogo com o cético moral Jurgen Habermas caracteriza a ética do discurso como deontológica, cognitivista, formalista e universalista - como ética deontológica tem como base um acordo de motivação racional sobre a correção das normas; como ética cognitivista responde a questão de como se podem fundamentar as afirmações normativas; como ética formalista argumenta que todos os seres dotados de razão tem de ter capacidade de desejar o que se encontra moralmente justificado. É universalista uma ética de validade geral que transcende a uma determinada cultura ou tradição. A ética do discurso se apresenta a partir de dois princípios: o princípio da universalização ('U') e o princípio do discurso ('D'). O princípio do discurso, ou principio 'D', dita que as normas que podem reclamar validade são aquelas passíveis da anuência de todos os participantes de um discurso prático; o princípio da universalização, ou princípio 'U', é a regra de argumentação que possibilita o acordo em discursos práticos sempre que matérias controversas possam ser regradas a fim de contemplar o interesse igual de todos os concernidos. O consenso racional, ou acordo intersubjetivamente e racionalmente motivado, objetivo último do discurso, é alcançado pela força do melhor argumento entre sujeitos livres de qualquer ato de coerção, de repressão ou de ameaça. Assim sendo, a linguagem é empregada para o entendimento mútuo quando o falante, ao expressar aquilo que tem em mente, comunica-se sobre algo no mundo com um outro membro da comunidade linguística de comunicação, ou comunidade de comunicação ideal. O falante é, assim, acolhido por essa comunidade ideal, a qual pressupõe que seus membros, na igualdade de direitos de argumentação, em uma situação ideal de fala, têm a mesma liberdade de convencerem uns aos outros do que é o melhor para a comunidade pela força do melhor argumento. Somente esse processo de entendimento mútuo intersubjetivo, pressuposto normativamente, pode levar a um acordo racionalmente justificado, fazendo com que os participantes cheguem a um consenso racional. Palavras-chave: Ética; Discurso; Consenso; Intersubjetividade; Universalização; Racional.Ver documento original.Universidade Estadual do CearáRegenaldo Rodrigues da CostaMelo, Flávio Telles2007-05-02T00:00:00Z2007info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=42101info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2007-05-02T00:00:00Zoai:uece.br:42101Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2007-05-02T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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