Trabalho e Qualidade de Vida do Agente Sanitarista no Controle da Dengue em Fortaleza

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Cruz, Luiz Lacerda Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=24799
Resumo: O presente estudo consta de uma avaliacao sobre o trabalho e a qualidade de vida do agente sanitarista de Fortaleza. A fundamentacao de pesquisas desenvolvidas sobre Satisfacao no Trabalho e sobre a Qualidade de Vida do Trabalho (QVT) de profissionais de Saude subsidiaram esta investigacao. A partir dos resultados dessas pesquisas, foi elaborada a principal hipotese do estudo: o indice QVT do agente sanitarista e satisfatorio para a qualidade das acoes de controle da Dengue em Fortaleza. A escala de medidas utilizada para a coleta de dados, chamada QVTAS, foi desenvolvida a partir da literatura e das revisoes feitas com a colaboracao dos proprios agentes sanitaristas. A analise psicometrica da QVTAS demonstrou alta fidelidade e precisao da mesma para a avaliacao da QVT do agente sanitarista. A amostra do estudo foi composta por 505 agentes sanitaristas, um percentual de 35% da populacao. O perfil sicio-demografico dos informantes variou significativamente conforme a Regional de trabalho e o vinculo empregaticio. Os resultados do estudo revelaram que o indice de QV igual a 50,53 (dp igual a 15,72) dos agentes era inferior ao de outros profissionais da saude e que o indice de QVT igual a 51,08 (dp igual a 10,00) estava insatisfatorio para a qualidade das acoes de controle da Dengue em Fortaleza. Os resultados desta pesquisa revelaram, ainda, que as Regionais com maiores percentuais de casos de Dengue apresentavam quadro de recursos humanos pouco treinado, condicoes de trabalho insatisfatorias e baixo s indices de participacao do agente na gestao das acoes. Estes achados conduziram a conclusao de que a qualidade do controle da Dengue depende da QVT do agente sanitarista. A factível ampliacao da qualidade do controle da dengue em Fortaleza depende da transformacao da politica de vigilancia epidemiologica. O planejamento estrategico pautado em uma politica que insiste em desconsiderar a importancia do agente sanitarista, tomando-o como um recurso a mais para o controle da Dengue esta fadado ao fracasso. Em suma, com vistas a ampliacao da qualidade da execucao das acoes de campo, este estudo preconiza a mudanca da cultura teylorista e fordista ainda hoje presente no controle da Dengue em Fortaleza.
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