Amor mundi: sobre a recuperação do sentido da política em Arendt
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84485 |
Resumo: | <div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">O amor mundi, com o qual nos dispomos a analisar na presente dissertação a contribuição de Arendt para iluminar o quadro político de nosso tempo, sintetiza o esforço da pensadora alemã de pensar a perspectiva de uma recuperação do significado da política em sua semântica originária. Este deve ser entendido como preocupação com o mundo, que se traduz em interesse pela felicidade pública advinda do convívio num espaço em que palavra e ação são propriedades fundamentais, o espaço público em sua configuração política. A reflexão da autora sobre a urgência de se pensar a recuperação do significado da política nasce no quadro de esfacelamento da tradição, advindo do surgimento das ideologias totalitárias, o nazismo e o bolchevismo. É por meio delas que Arendt percebe que o amor, sentimento mais adequado à intimidade do lar, deve tornar-se um imperativo da ação, como cuidado com o mundo. Essa epifania do agir, amor mundi, que vasculha na tradição o significado da política, entendido como liberdade, fala e ação num espaço publicamente constituído, ao mesmo tempo em que identifica ocasiões em que este mesmo significado foi aviltado, é uma urgência do nosso tempo, uma vez que cada vez mais o espaço da política é reduzido à administração da economia, em que a ação dos cidadãos é atrofiada na representação por meio do voto, em que o público é sufocado por interesses privados. Quando o político enfrenta sérios riscos de desenvolver tiranias, Arendt alerta que é possível, mesmo em meio a situações mais adversas, esperar pelo imprevisível (initium). Pelo initium que é o homem enquanto ser de ação, é sempre possível esperar novos começos que nos libertam do caos a que o político foi historicamente legado. O cotejo das obras A condição humana e Origens do totalitarismo, posto que nos convidam a pensar o que estamos fazendo, será fundamental para a compreensão da urgência do amor mundi.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Amor mundi. Totalitarismo. Tradição. Política.</span></font></div> |
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Amor mundi: sobre a recuperação do sentido da política em ArendtFilosofia Política Totalitarismo Tradição<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">O amor mundi, com o qual nos dispomos a analisar na presente dissertação a contribuição de Arendt para iluminar o quadro político de nosso tempo, sintetiza o esforço da pensadora alemã de pensar a perspectiva de uma recuperação do significado da política em sua semântica originária. Este deve ser entendido como preocupação com o mundo, que se traduz em interesse pela felicidade pública advinda do convívio num espaço em que palavra e ação são propriedades fundamentais, o espaço público em sua configuração política. A reflexão da autora sobre a urgência de se pensar a recuperação do significado da política nasce no quadro de esfacelamento da tradição, advindo do surgimento das ideologias totalitárias, o nazismo e o bolchevismo. É por meio delas que Arendt percebe que o amor, sentimento mais adequado à intimidade do lar, deve tornar-se um imperativo da ação, como cuidado com o mundo. Essa epifania do agir, amor mundi, que vasculha na tradição o significado da política, entendido como liberdade, fala e ação num espaço publicamente constituído, ao mesmo tempo em que identifica ocasiões em que este mesmo significado foi aviltado, é uma urgência do nosso tempo, uma vez que cada vez mais o espaço da política é reduzido à administração da economia, em que a ação dos cidadãos é atrofiada na representação por meio do voto, em que o público é sufocado por interesses privados. Quando o político enfrenta sérios riscos de desenvolver tiranias, Arendt alerta que é possível, mesmo em meio a situações mais adversas, esperar pelo imprevisível (initium). Pelo initium que é o homem enquanto ser de ação, é sempre possível esperar novos começos que nos libertam do caos a que o político foi historicamente legado. O cotejo das obras A condição humana e Origens do totalitarismo, posto que nos convidam a pensar o que estamos fazendo, será fundamental para a compreensão da urgência do amor mundi.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Amor mundi. Totalitarismo. Tradição. Política.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">The amor mundi, with which we intend to analyze in this dissertation Arendts contribution to illuminate the political framework of our time, synthesizes the Germans researcher effort to think the perspective of a recovery of politics meaning in its original semantics. This should be understood as a concern for the world, which translates into an interest in public happiness from living in a space where word and action are fundamental properties, the public space in its political configuration. The author's reflection on the urgency of thinking about the recovery of politics meaning emerges in the framework of traditions breakdown, arising from the totalitarian ideologies emergence, Nazism and Bolshevism. It is through them that Arendt realizes that love, a feeling more suited to homes intimacy, must become an actions imperative, as a care for the world. This epiphany of action, amor mundi, which traces in tradition the politics meaning, understood as freedom, speech and action in a publicly constituted space, while identifying occasions in which this same meaning has been debased, is an urgency of our time, since increasingly the politics space is reduced to the administration of the economy, in which the citizens action is atrophied in the representation by means of the vote, having public interests being suffocated by the private ones. When politics faces serious risks of developing tyrannies, Arendt warns that it is possible, even in the midst of the more adverse situations, to wait for the unpredictable (initium). By the initium that is the man as a being of action, it is always possible to expect new beginnings that liberate us from the chaos to which politics was historically bequeathed. The study of The human condition and The Origins of totalitarianism, since they invite us to "think what we are doing", will be fundamental for understanding the urgency of the amor mundi.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Key-words: Amor mundi. Totalitarianism. Tradition. Politics.</span></font></div>Universidade Estadual do CearáAntonio Glaudenir Brasil MaiaReinaldo, Francisco Jameli Oliveira2019-05-17T16:54:57Z2018info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84485info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2019-05-17T16:54:57Zoai:uece.br:84485Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2019-05-17T16:54:57Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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