A significação ética do rosto em Emmanuel Lévinas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Freire, Wescley Fernandes Araujo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=42032
Resumo: <span style="font-style: normal;">O presente trabalho tem por objetivo analisar a significação ética do Rosto no pensamento de Emmanuel Lévinas, noção sem tradição filosófica. O Rosto apresenta-se como expressão da alteridade, que não se deixa tematizar. A apresentação de Outrem, como Rosto, desfaz qualquer projeção (imagem) que a subjetividade transcendental possa formular. Neste sentido, apresentamos o itinerário da crítica levinasiana à tradição do discurso ocidental que, ao privilegiar a Ontologia e o Ser, esqueceu do Outro. Decorre deste fato que o Outro, na História da Filosofia, se não foi esquecido - o que é discutível sob alguns aspectos - tornou-se um </span><em>analogon</em> do Eu transcendental, isto é, apenas <em>alterego</em>. Lévinas empreenderá uma crítica à Ontologia enquanto única possibilidade de abordagem ao Ser, propondo à Metafísica (Ética) como<em> prima filosofia</em>, isto é, uma abordagem mais original e originária do Ser, para além da esfera da identidade, abordagem que possa, sobretudo, preservar a transcendência do Outro. Para tanto, torna-se necessário repensar os fundamentos sob a qual repousa o conceito de subjetividade, não mais constituída ao nível egonômico. Trata-se da apologia de um ideal de subjetividade enquanto abertura do Outro, subjetividade como apelo à responsabilidade a partir da invocação do Outro. No face a face, relação sem comunidade entre o Eu-Mesmo e o Outro, a liberdade é chamada a justificar-se, a torna-se justa. A verdade e a justiça vão pressupor, portanto, um meio heterogêneo, mas não-alérgico. É neste espaço, como entende Lévinas, que podem brotar as verdadeiras relações intersubjetivas, não fundadas em acordos políticos, armistícios ou a partir de formulações éticas abstratas (imperativo categórico), mas a partir da visitação do Rosto do Outro, subtraindo o Eu do "mal de ser" e invocando-o à responsabilidade, até a Substituição. No Rosto do Outro se inscreve o ideal da responsabilidade como fundamento da moralidade, pedra de toque da reflexão ética de Lévinas. O resultado desta revolução filosófica implica uma redefinição da própria Filosofia, que deixa ser compreendida enquanto "Amor à Sabedoria", convergindo para uma "Sabedoria do Amor" ao Outro, ao Próximo e a humanidade. Assim, o início da Filosofia se dará a partir do Rosto, como afirma Lévinas. Palavras-chave: Lévinas. Ontologia. Metafísica. Alteridade. Rosto. Ética.
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