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Estudo dos efeitos de hipoglicemiantes orais na reatividade vascular adrenérgica, no escape renovascular e na taquifilaxia em rins isolados de coelho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Menezes, Antônio Teles de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UFC- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=83842
Resumo: O escape vascular é definido como a incapacidade do músculo liso arterial em manterse contraído, completo ou parcialmente, quando sobre ele incide um estímulo vasoconstritor constante, como o que ocorre durante a infusão de agonistas adrenérgicos (noradrenalina, fenilefrina, etc.). O escape parece ter um significado especial como mecanismo protetor frente às variações súbitas e frequentes da tonicidade vascular. Os mecanismos envolvidos com a taquifilaxia de rápida evolução foram extensamente estudados em termos moleculares, especialmente para os receptores acoplados à proteína G. Neste trabalho objetivou-se avaliar os efeitos do uso de metformina, glimepirida e glibenclamida no escape renovascular de rim isolado de coelho em animais normais, suas repostas pressóricas no fluxo de perfusato, fluxo urinário, resistência e reatividade vasculares. Foram utilizados protocolos com sistema aberto de rim isolado e perfundido, bem como de anéis de aorta para estudo desses eventos. A infusão dos três antidiabéticos orais, em solução de Krebs-Henseleit, mostrou aumento médio na pressão de perfusão em comparação com a média do grupo controle (KH: 25,46±3,63mmHg; MET+KH: 58,19±5,49mmHg; GLIM+KH: 63,91±7,80mmHg; GLIB+KH: 102,27±13,28mmHg), salientando-se que a glibenclamida produziu curva de pressão ascendente, e em todos os parâmetros de perfusato, fluxo urinário e resistência vascular foram alterados significantemente. Nas infusões com fenilefrina, em três curvas, observaram-se alterações nas pressões de perfusão (KH+PHE: 117,31±12,24mmHg; MET+ PHE: 111,68±8,62mmHg; GLIM+ PHE: 102,91±11,28mmHg; GLIB+ PHE: 101,77±10,27mmHg) Observou-se, também, intensa taquifilaxia quando comparados todos os grupos experimentais, bem como a presença de escape renovascular onde se diferenciaram estatisticamente nas curvas de pressão (KH+PHE:15,19±3,09%; MET+PHE: 23,45±3,70%; GLIM+PHE: 38,88±5,15%; GLIB+PHE: 34,11±6,28%). A confirmação da participação de endotelina, via bloqueio com tezosentan e infusão posterior com glibenclamida (TEZO+GLIB: 91,42±4,93mmHg. Quando se infundiu glimepirida e metformina (PHE+MET: 0,97±0,03g; PHE+GLIM: 1,45±0,07g), observou-se notória potencialização dos efeitos pressóricos em anéis de aorta, fato esse bastante evidente nessa pesquisa Portanto, a pesquisa revelou a existência de forte interação farmacológica de drogas antidiabéticas orais em rim perfundido, assim como em anéis de aorta de coelho, o que mostrou sinais sugestivos de que nessas condições também houve escape vascular, caracterizando significante potenciação das respostas &#945;1-adrenérgicas no escape renovascular e na taquifilaxia.&nbsp;<div>Palavras-chave: hipoglicemiantes orais, reatividade vascular adrenérgica, escape renovascular, taquifilaxia.&nbsp;</div>
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Neste trabalho objetivou-se avaliar os efeitos do uso de metformina, glimepirida e glibenclamida no escape renovascular de rim isolado de coelho em animais normais, suas repostas pressóricas no fluxo de perfusato, fluxo urinário, resistência e reatividade vasculares. Foram utilizados protocolos com sistema aberto de rim isolado e perfundido, bem como de anéis de aorta para estudo desses eventos. A infusão dos três antidiabéticos orais, em solução de Krebs-Henseleit, mostrou aumento médio na pressão de perfusão em comparação com a média do grupo controle (KH: 25,46±3,63mmHg; MET+KH: 58,19±5,49mmHg; GLIM+KH: 63,91±7,80mmHg; GLIB+KH: 102,27±13,28mmHg), salientando-se que a glibenclamida produziu curva de pressão ascendente, e em todos os parâmetros de perfusato, fluxo urinário e resistência vascular foram alterados significantemente. Nas infusões com fenilefrina, em três curvas, observaram-se alterações nas pressões de perfusão (KH+PHE: 117,31±12,24mmHg; MET+ PHE: 111,68±8,62mmHg; GLIM+ PHE: 102,91±11,28mmHg; GLIB+ PHE: 101,77±10,27mmHg) Observou-se, também, intensa taquifilaxia quando comparados todos os grupos experimentais, bem como a presença de escape renovascular onde se diferenciaram estatisticamente nas curvas de pressão (KH+PHE:15,19±3,09%; MET+PHE: 23,45±3,70%; GLIM+PHE: 38,88±5,15%; GLIB+PHE: 34,11±6,28%). A confirmação da participação de endotelina, via bloqueio com tezosentan e infusão posterior com glibenclamida (TEZO+GLIB: 91,42±4,93mmHg. Quando se infundiu glimepirida e metformina (PHE+MET: 0,97±0,03g; PHE+GLIM: 1,45±0,07g), observou-se notória potencialização dos efeitos pressóricos em anéis de aorta, fato esse bastante evidente nessa pesquisa Portanto, a pesquisa revelou a existência de forte interação farmacológica de drogas antidiabéticas orais em rim perfundido, assim como em anéis de aorta de coelho, o que mostrou sinais sugestivos de que nessas condições também houve escape vascular, caracterizando significante potenciação das respostas &#945;1-adrenérgicas no escape renovascular e na taquifilaxia.&nbsp;<div>Palavras-chave: hipoglicemiantes orais, reatividade vascular adrenérgica, escape renovascular, taquifilaxia.&nbsp;</div>Vascular escape is defined as the inability of the arterial smooth muscle to remain contracted, completely or partially, when a constant vasoconstrictor stimulus occurs, such as occurs during the infusion of adrenergic agonists (noradrenaline, phenylephrine, etc.). The vascular escape appears to have a special meaning as a protective mechanism against sudden and frequent variations in vascular tone. The mechanisms involved in rapidly tachyphylaxis have been extensively studied in molecular terms, especially for G protein coupled receptors. The aim of this study was to evaluate the effects of metformin, glimepiride and glibenclamide on the renovascular escape of isolated rabbit kidney in normal animals, their blood pressure responses in perfusate flow, urinary flow, vascular resistance and reactivity. Protocols with open system of isolated and perfused kidney, as well as of aorta rings were used to study these events. The infusion of the three oral antidiabetic drugs in Krebs-Henseleit solution showed an increase in perfusion pressure compared to the control group (KH: 25.46 ± 3.63 mmHg; MET + KH: 58.19 ± 5.49 mmHg; GLIM + KH: 63.91 ± 7.80 mmHg, GLIB + KH: 102.27 ± 13.28 mmHg), noting that glibenclamide obtained an upward pressure curve, and all parameters of perfusate, urinary flow and vascular resistance were significantly altered. In infusions with phenylephrine, in three curves, changes in perfusion pressures were observed (KH + PHE: 117.31 ± 12.24 mmHg; MET + PHE: 111.68 ± 8.62 mmHg; GLIM + PHE: 102.91 ± 11 , As well as the presence of vascular escape where they were statistically different in the pressure curves (KH + PHE: 15, 28, 28, 28, 28, 19 ± 3.09%, MET + PHE: 23.45 ± 3.70%, GLIM + PHE: 38.88 ± 5.15%, GLIB + PHE: 34.11 ± 6.28%). The confirmation of the participation of endothelin by tezosentan blockade and subsequent infusion with glibenclamide (TEZO+GLIB: 91.42 ± 4.93 mmHg), and the potentiation of pressure effects in aortic rings was evident in this study when glimepiride and metformin were infused (PHE + MET: 0.97 ± 0.03g; PHE + GLIM: 1.45 ± 0.07g). Therefore, the research revealed the existence of strong pharmacological interaction of oral antidiabetic drugs in perfused kidney, as well as in rabbit aorta rings, characterizing significant potentiation of &#945;1-adrenergic responses in renovascular escape and tachyphylaxis.&nbsp;<div>Key-words: Oral hypoglycemic agents, vascular adrenergic reactivity, renovascular escape, tachyphylaxis&nbsp;</div>UFC- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁManasses Claudino FontelesMenezes, Antônio Teles de2019-05-08T15:54:40Z2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=83842info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2019-05-08T15:54:40Zoai:uece.br:83842Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2019-05-08T15:54:40Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse
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