Magisterio de 1º Grau: Espelho da Crise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1994
Autor(a) principal: Sabino, Maria das Gracas Evangelista
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=7880
Resumo: Visa essa pretensa monografia refletir sobre a importancia do papel desempenhado pelo mestre de 1º grau como pedr angular nas modalidades de cursos oferecidos pela educacao formal. Numa retrospectiva historica, analisar a formacao do professor primario e retomar, nessa contextualizacao, as dimensoes de natureza economica, politica, social e tecnica numa abrangencia complexa e emergencial da sociedade de classes, para perceber a educacao alem da importancia comunitaria, familiar e religiosa e partir para um contexto que garanta o sistema e seus veiculos de sustentacao. Data de 1833, a criacao da Escola Normal no Brasil, a principio em numero insuficiente e cercada de limites por falta de habilitacao profissional e propostas pedagogicas que orientassem sua organizacao. Remota ao periodo revolucionario do governo Vargas (1930-1934) a luta da comunidade Cratenense para implantacao do ensino normal, motivada pelo otimismo pedagogico da fixar ao homem rural ao campo, a partir de uma educacao voltada paa o cultivo da terra. Isso fez surgir a Escola Normal Rural de Crateus, criada pelo Decreto Estadual nº 1218, de 10/01/1934. O ideario educacional que fundamenta a implementacao da Escola Normal de Crateus, nascido a partir dos principios da Escola Nova: publica, gratuita, obrigatoria, laico, sem qualquer tipo de segregacao; articulado com a comunidade, ativo e respeitando os interesses do aluno, concretizou-se em 02 de junho de 1942. No decorrer do curso de cinco decadas (de Escola Normal Rural de Crateus, a Escola Normal Pedagogica), o curso em referencia nessa analise, que de principio, poderia porta-se como parametro de incentivo, foi, pouco a pouco, sendo reputado pela clientela por nao adaptar-se mais as condicoes e perspectivas sociais. O Curso Normal, como ainda hoje e chamado, decaiu ao longo de sua historia, antes de forma sutil e hoje, aceleradamente. Questiona-se nesta versao da realidade, as possibilidades e os limires do Magisterio de 1º grau. Tal interferencia pretende notorizar os descaminhos desse Curso de Habilitacao Profissional que, induzido pela falta de articulacao com a Escola de Aplicacao, minimiza esforcos para torna-los significativos ao seio da comunidade em que se insere. Outrossim, a falta de incentivos, a forma da dupla de trabalho, o despreparo do educador e a desvalorizacao pela comunidade forjam no educador a busca de outras opcoes profissionais mais estimulantes e credenciadoras de melhor status social. A presente analise retrata nossa preocupacao precipua com a revitalizacao do Curso Normal.
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