Uma abordagem bakhtiniana da (re)construção de sentidos do ser feminino nas campanhas publicitárias #likeagirl e #shinestrong
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=82981 |
Resumo: | <div style="">A pesquisa, situada na área da Linguística Aplicada, baseou-se na Teoria Dialógica do Discurso, em especial sob o enfoque da noção de signo ideológico, além das categorias, atreladas à de signo ideológico, tema e significação, desenvolvidas por Bakhtin/Volochínov (2009), para realizar uma análise bakhtiniana de vídeos de campanhas publicitárias. Desta forma, procuramos realizar, a partir da perspectiva dialógica, um estudo dos sentidos construídos acerca da necessidade de mudança da imagem da mulher nos vídeos das campanhas #LikeAGirl e #SHINESTRONG, lançados em 2014 pelas marcas Always e Pantene, respectivamente. A escolha do corpus da pesquisa esteve relacionada ao modo como os vídeos das campanhas publicitárias de produtos femininos se propõem a (re)construir os sentidos de ser mulher, corroborando, assim, com a concepção bakhtiniana de que os signos podem ser embebidos de novos sentidos a cada novo contexto social em que são utilizados. A análise das campanhas em questão apoiou-se nos postulados de Mikhail Bakhtin e de seu Círculo, mais especificamente na obra Marxismo e Filosofia da Linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem (2009) e nas contribuições dos intérpretes do pensamento bakhtiniano, como Cereja (2010), Faraco (2009), Fiorin (2006) e Ponzio (2012). Nosso objetivo foi investigar quais signos ideológicos de natureza verbo-visual presentes nos materiais foram responsáveis pela (re)construção do sentido do que é ser mulher e de que forma isso se deu. A partir do estudo do vídeo da Always, foi possível notar que um grupo de enunciadores caracteriza de maneira pejorativa o que significa agir ―como uma garota‖ (#LikeAGirl) e que somente um enunciador se posiciona de forma positiva em relação ao enunciado ―como uma garota‖. Com a análise do vídeo da Pantene, foi possível identificar que as mulheres, de certa forma, absorvem o papel de segundo plano que lhes é imposto socialmente e que a campanha fortaleceu a ideia de que elas não devem dar continuidade ao estereótipo do ―sexo frágil‖, convocando-as a deixarem de pedir desculpa quando não houver necessidade e, assim, mostrarem a ―força do seu brilho‖ (#Shinestrong). Além disso, foi possível perceber que as estratégias e os recursos semióticos verbo-visuais utilizados pelos produtores da publicidade, a fim de que se possa estabelecer uma relação íntima e cuidadosa com seu público-alvo, caracterizaram-se pelo ―tom‖ do ―politicamente correto‖, já que as marcas se mostraram como empresas preocupadas com as diferenças sexuais, culturais e étnicas. Por fim, com a pesquisa, concluímos que as campanhas publicitárias estudadas buscaram ressignificar suas consumidoras, de maneira a fazê-las (re)construir os sentidos do que significa ser mulher. </div><div style="">Palavras-chave: Signo ideológico. Significação/tema. Mulher. Always. Pantene.</div> |
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A escolha do corpus da pesquisa esteve relacionada ao modo como os vídeos das campanhas publicitárias de produtos femininos se propõem a (re)construir os sentidos de ser mulher, corroborando, assim, com a concepção bakhtiniana de que os signos podem ser embebidos de novos sentidos a cada novo contexto social em que são utilizados. A análise das campanhas em questão apoiou-se nos postulados de Mikhail Bakhtin e de seu Círculo, mais especificamente na obra Marxismo e Filosofia da Linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem (2009) e nas contribuições dos intérpretes do pensamento bakhtiniano, como Cereja (2010), Faraco (2009), Fiorin (2006) e Ponzio (2012). Nosso objetivo foi investigar quais signos ideológicos de natureza verbo-visual presentes nos materiais foram responsáveis pela (re)construção do sentido do que é ser mulher e de que forma isso se deu. A partir do estudo do vídeo da Always, foi possível notar que um grupo de enunciadores caracteriza de maneira pejorativa o que significa agir ―como uma garota‖ (#LikeAGirl) e que somente um enunciador se posiciona de forma positiva em relação ao enunciado ―como uma garota‖. Com a análise do vídeo da Pantene, foi possível identificar que as mulheres, de certa forma, absorvem o papel de segundo plano que lhes é imposto socialmente e que a campanha fortaleceu a ideia de que elas não devem dar continuidade ao estereótipo do ―sexo frágil‖, convocando-as a deixarem de pedir desculpa quando não houver necessidade e, assim, mostrarem a ―força do seu brilho‖ (#Shinestrong). Além disso, foi possível perceber que as estratégias e os recursos semióticos verbo-visuais utilizados pelos produtores da publicidade, a fim de que se possa estabelecer uma relação íntima e cuidadosa com seu público-alvo, caracterizaram-se pelo ―tom‖ do ―politicamente correto‖, já que as marcas se mostraram como empresas preocupadas com as diferenças sexuais, culturais e étnicas. Por fim, com a pesquisa, concluímos que as campanhas publicitárias estudadas buscaram ressignificar suas consumidoras, de maneira a fazê-las (re)construir os sentidos do que significa ser mulher. </div><div style="">Palavras-chave: Signo ideológico. Significação/tema. Mulher. Always. Pantene.</div><div style="">The research, situated in the area of Applied Linguistics, based on the Dialogic Discourse Theory, mainly on the focus of the notion of ideological sign, besides the categories linked to the ideological sign, theme and meaning, developed by Bakhtin/Volochínov (2009), to perform a Bakhtinian analysis of advertising campaign videos. Therefore, we attempted to perform, from the dialogical perspective, a study on the meanings constructed about the need of changing the image of women in the videos from the campaigns #LikeAGirl and #SHINESTRONG, launched in 2014 by the brands Always and Pantene, respectively. The choice of the corpus of the research was related to the way that the advertising campaign videos of female products aim to (re)construct the meanings of being a woman, supporting, thus, the Bakhtinian conception that signs may be saturated with new meanings at each new social context in which they are used. The analysis of the campaigns at issue was based on the postulates of Mikhail Bakhtin and his Circle, more specifically on the work Marxism and Philosophy of Language: fundamental problems of the sociological method in the science of language and on the contributions of the interpreters of the Bakhtinian thought, such as Cereja (2010), Faraco (2009), Fiorin (2006) and Ponzio (2012). Our aim was to investigate which ideological signs of verbal and visual nature that are present on these materials were responsible for the reconstruction of the meaning on what it is to be a woman and how it occurred. From the study of the video from Always, it was possible to notice that a group of enunciators characterize in a pejorative way what it means to act ―like a girl‖ (#LikeAGirl) and that only one enunciator positioned herself in a positive way in relation to the utterance ―like a girl‖. From the analysis of the video from Pantene, it was possible to identify that women, in a certain way, absorb the paper of secondary role that is socially imposed to them and that the campaign strenghthened the idea that they should not continue the stereotype of the ―weaker sex‖, convoking them to stop apologizing when theres no need and, therefore, to show the ―strength of their shine‖ (#SHINESTRONG). Besides, it was possible to perceive that the strategies and the verbal and visual semiotic resources used by the producers of the publicity, in order to establish a careful and intimate relationship with its target audience, were characterized by the ―tone‖ of the ―politically correct‖, since the brands showed off as companies that were worried about ethnic, cultural and sexual differences. Finally, with the research, we concluded that the advertising campaigns that we studied attempted to re-signify their consumers, in order to make them (re)construct the meanings on what it means to be a woman. </div><div style="">Keywords: Ideological sign. Meaning/theme. Woman. Always. Pantene.</div>Universidade Estadual do CearáJoão Batista Costa GonçalvesPontes, Marília Silva2019-04-23T15:46:35Z2016info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=82981info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2025-04-11T14:58:45Zoai:uece.br:82981Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2025-04-11T14:58:45Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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