Sistematizacao da Assistencia de Enfermagem: Desafios e Possibilidades em Unidades de Terapias Inten

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Xavier, Gleudson Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=52440
Resumo: Em estudo anterior (XAVIER, 2004) a investigação comparativa do trabalho das equipes de enfermagem em unidades de terapias intensivas (UTts) de hospitais de referencia, terciários, públicos, referente ao uso, benefícios, possíveis motivos da não implantação e dificuldades de operacionahzação da sistematização da assistência de enfermagem (SAE) foi alvo de interesse científico e revelou que a SAE não era muito eficiente ao fim que se propõe: a organização e melhoria da assistência de enfermagem. Não foi verificado distinções no andamento do trabalho das unidades sistematizadas quando comparadas com as UTIs não sistematizadas. A partir desses resultados muitasindagações surgiram acerca do uso da SAE como: quais os motivos que inviabilizam a SAE atingir seus objetivos? E como os enfermeiros trabalham sem um instrumento metodológico básico? Para respondermos nossos questionamentos, nosso objeto deinvestigação se voltou no atual estudo para outro fim, a análise mais aprofundado das UTIs sistematizadas, enfocando os motivos da não operacionalizaçáo daSistematização da Assistência de Enfermagem. Desenvolvemos um estudo, tendo como população enfermeiros de duas UTIs. com amostra de 20 sujeitos, através de um estudo de natureza qualitativa, com aspectos descritivos e documentais. Para coletar os dados utilizamos uma entrevista semi-estruturada com perguntas relacionadas à utilização da SAE e ao conhecimento dos enfermeiros acerca da teoria específica a essa metodologia. Esse estudo revelou desconhecimento teórico dos enfermeiros sobre a SAE, a necessidade de treinamento específico, urgência na elaboração de novos instrumentos (impressos) e que apesar dos muitos problemas a sistematização da assistência de enfermagem é amplamente aceita e defendida pêlos enfermeiros, que informaram melhora do fluxo de trabalho nas UTIs após sua implantação. Constatamos que. as dificuldades apresentadas petos enfermeiros em promover a SAE continuampautada principalmente no fator tempo. A alegação principal é que, normalmente, o tempo do profissional é escasso dentre tantas outra atividades. ficando difícil cessar as atividades para preencher os formulários. A falta de tempo mostra-se como motivo incoerente, já que em outros momentos do discurso, todos os enfermeiros revelaram que a SAE otimiza o fluxo de trabalho, reduzindo o tempo de execução. Evidenciamos o desinteresse de auxiliares e dos próprios enfermeiros. Contudo, vale salientarmos que modificar estruturas clássicas de trabalho é uma tarefa árdua, sendo as transformações efetuadas de forma lenta e gradual. A cooperação intensa de académicos de enfermagem, enfermeiros, professores, pesquisadores e autores é imprescindível na promoção do desenvolvimento da enfermagem como ciência.
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