Representacoes Sociais na Politica de Saude Mental: Estudo de Caso no Centtro de Atencao Psicossocia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Nogueira, Maria Sônia Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=52268
Resumo: A presente pesquisa trata dos significados da política de saúde mental brasileira para os profissionais da área. Tem como objetivo apreender o significado que estes atribuem às atuais propostas de desinstitudonalizaçâo preconizadas pela reforma psiquiátrica. Quanto à metodologia, é de natureza qualitativa, tendo sido realizado um estudo de caso. A Etnografia foi escolhida para adentrar mais amiúde no universo da instituição eleita: o Centro de Atenção Psicossocial da Secretaria Executiva Regional tV (CAPS SER IV) do município de Fortaleza. Os informantes foram os profissionais desta instituição e a amostragem, por saturação. Foram realizadas a observação sistemática, a observação participante e a entrevista semi-estruturada, gravada quando permitida. O diário de campofoi um recurso complementar importante. Os principais conceitos discutidos foram: reforma psiquiátrica, representações sociais, identidade, diferença, normalidade, anormalidade, institucionalização e desinstitucionalização. As reflexões teóricas dos conceitos partiram da leitura de clássicos como Durkheim (1978), Marx (1984), Weber (2004), Goffman (1988), Canguilhem (2006), Geertz (1989), Foucault (2005), dentre outros, que constituem o fundamento da pesquisa bibliográfica. Os profissionais demonstraram uma tomada de posição em favor das pessoas com transtornos mentais, sobretudo quando assinalamindignação com o tratamento manicomial. Defenderam a política atual de saúde mental de Fortaleza, como um avanço na conquista da cidadania dos usuários de CAPS e ampliação dos espaços de cuidados. Foi possível perceber o quanto valorizam a desinstitucionalização psiquiátrica como uma proposta que recupera e fortalece os vínculos familiares e comunitários, embora para alguns profissionais ela ainda seja a simples descapitalização. Enfatizaram alguns limites da política de saúde municipal, tais como a fragilidade da rede de atenção à saúde, o preconceito que os usuários enfrentam ao buscar os serviços além do CAPS, como se estes não tivessem necessidades clínicas, mas apenas mentais e a dificuldade de atender a uma demanda que extrapola sua capacidade de atendimento. A necessidade de capacitação, expressa no conhecimento superficial da reforma e no modo de lidar com o usuário, foi uma queixa presente, pois maioria afirmou não participar de discussões teóricas sobre o tema. O conhecimento é condição fundamental para se pensar uma efetiva desinstitucionalização psiquiátrica em Fortaleza, fortalecendo, verdadeiramente, os vínculos familiares e comunitários, não incorrendo no risco de institucionalizar no espaço aberto de cuidado. Palavras-chave: Avaliação de serviços de saúde. Serviço Social e Saúde. Representações Sociais e Saúde. Reforma Psiquiátrica. Centro de Atenção Psicossocial.
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