Procura da emergência pediátrica: implicações para a superlotação
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=71456 |
Resumo: | A problemática da superlotação nas emergências pediátricas brasileiras tem chamado a atenção, especialmente ao se constatar que parte considerável desses pacientes poderia ter sido atendida nos postos de saúde. O presente estudo objetivou identificar os fatores que contribuem para que as mães procurem diretamente os serviços de emergência, as patologias mais frequentes e suas sugestões para melhorar a adequação dessa demanda. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal analítico realizado em Hospital pediátrico municipal em Fortaleza/CE no mês de maio de 2011. Por meio de formulário padronizado foram entrevistadas aleatoriamente 211 mães entre os pacientes classificados como sensíveis à atenção básica, os quais representaram 47,4% dos atendimentos com diagnóstico no período em estudo. Constatou-se que os principais agravos desse público são as doenças respiratórias (56,2%), gastrointestinais (16,6%) e viroses (13,0%). Os pacientes são compostos em sua maior parte de crianças até dois anos de vida (37,0%), enquanto os adolescentes representaram apenas 13,7% dos atendimentos, destacando-se também o predomínio do sexo masculino (53,1%). A maioria encontra-se cadastrada em um posto de saúde (93,4%), dos quais 67,5% são vinculadas ao posto do próprio bairro, porém quanto ao acompanhamento do desenvolvimento normal da criança e do adolescente, 55,0% não o faz, dos quais 39,6% justificam-se pela dificuldade de acesso. Interrogados sobre a ida à unidade básica por conta da doença atual constatou-se que a procura direta pela emergência ocorreu em 65% das entrevistas. O número reduzido de pediatras nos plantões do hospital prolonga o tempo de espera, que superou 6 horas para 17,4% das mães, as quais afirmaram necessitar de proximidade/acessibilidade aos postos de saúde. Ouvidas as inquietações das mães, foram elaboradas sugestões para melhor desempenho da assistência a nível primário e secundário, resumindo-se em aumentar o número de pediatras nos postos de saúde e nos hospitais, ampliar a Estratégia Saúde da Família no Município e melhorar a organização dos serviços. O estabelecimento de sistemas de referência e contra referência entre os níveis de atenção, bem como o acolhimento com classificação de risco nos postos e hospitais são citados com base em experiências exitosas constantes da literatura. Palavras-chave: Superlotação de emergências pediátricas, Atenção básica, Hierarquização na saúde. |
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Procura da emergência pediátrica: implicações para a superlotaçãoEmergencia Pediatrica - Superlotacao Pediatria SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTA problemática da superlotação nas emergências pediátricas brasileiras tem chamado a atenção, especialmente ao se constatar que parte considerável desses pacientes poderia ter sido atendida nos postos de saúde. O presente estudo objetivou identificar os fatores que contribuem para que as mães procurem diretamente os serviços de emergência, as patologias mais frequentes e suas sugestões para melhorar a adequação dessa demanda. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal analítico realizado em Hospital pediátrico municipal em Fortaleza/CE no mês de maio de 2011. Por meio de formulário padronizado foram entrevistadas aleatoriamente 211 mães entre os pacientes classificados como sensíveis à atenção básica, os quais representaram 47,4% dos atendimentos com diagnóstico no período em estudo. Constatou-se que os principais agravos desse público são as doenças respiratórias (56,2%), gastrointestinais (16,6%) e viroses (13,0%). Os pacientes são compostos em sua maior parte de crianças até dois anos de vida (37,0%), enquanto os adolescentes representaram apenas 13,7% dos atendimentos, destacando-se também o predomínio do sexo masculino (53,1%). A maioria encontra-se cadastrada em um posto de saúde (93,4%), dos quais 67,5% são vinculadas ao posto do próprio bairro, porém quanto ao acompanhamento do desenvolvimento normal da criança e do adolescente, 55,0% não o faz, dos quais 39,6% justificam-se pela dificuldade de acesso. Interrogados sobre a ida à unidade básica por conta da doença atual constatou-se que a procura direta pela emergência ocorreu em 65% das entrevistas. O número reduzido de pediatras nos plantões do hospital prolonga o tempo de espera, que superou 6 horas para 17,4% das mães, as quais afirmaram necessitar de proximidade/acessibilidade aos postos de saúde. Ouvidas as inquietações das mães, foram elaboradas sugestões para melhor desempenho da assistência a nível primário e secundário, resumindo-se em aumentar o número de pediatras nos postos de saúde e nos hospitais, ampliar a Estratégia Saúde da Família no Município e melhorar a organização dos serviços. O estabelecimento de sistemas de referência e contra referência entre os níveis de atenção, bem como o acolhimento com classificação de risco nos postos e hospitais são citados com base em experiências exitosas constantes da literatura. Palavras-chave: Superlotação de emergências pediátricas, Atenção básica, Hierarquização na saúde.Ver documento original.Universidade Estadual do CearáNádia Maria Girão Saraiva de AlmeidaLima, Libania Maria Bandeira2012-05-10T00:00:00Z2012info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=71456info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2012-05-10T00:00:00Zoai:uece.br:71456Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2012-05-10T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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