"Toda periferia é um centro!": cartografia do jogo de linguagem sarau Okupação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Silva, Bruna Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=95710
Resumo: Esta pesquisa se faz como uma cartografia dos jogos de linguagem (WITTGENSTEIN, 2014) e agenciamentos (DELEUZE; GUATTARI, 2011b) que potencializam o sarau “Okupação”, esse realizado no Antônio Bezerra, bairro periférico da cidade Fortaleza (CE). Traçamos as linhas de uma “Okupação” e de toda uma rede maior de saraus e demais práticas autonomistas, que (re) existem em meio a um sistema capitalista desigual e violento, possibilitando, dessa forma, um devir-rua-universidade. Este trabalho parte de uma pesquisa no campo de uma Linguística Aplicada híbrida (LOPES, 2006) e transgressiva (PENNYCOOK, 2006), que percebe linguagem como uma trama fluida e movente (FABRÍCIO, 2006), como uma forma de vida (WITTGENSTEIN, 2014) e um modo de ação (AUSTIN, 1990) cotidiana de sujeitos reais, sob um comprometimento político e ético. Nessa direção, foi traçado, aqui, um corpo-periférico-autônomo, uma produção de subjetividade periférica autonomista. Mapeamos seus agenciamentos maquínicos de desejos e coletivos de enunciação como de (re) existência, ao compreendermos a prática do sarau, do(s) jogo(s) de linguagem sarau “Okupação”, como outra possibilidade de vida na periferia da cidade. Para tal, traçamos vizinhanças entre o pensamento de Deleuze e Guattari (2011) que se volta para os processos de subjetividade no plano (de fuga) do devir e a perspectiva de jogos de linguagem das diversas formas de vida, concebidas por Wittgenstein (2014). Partimos também, aqui, de uma perspectiva antropológica nos estudos da linguagem no que diz respeito à pesquisa em Pragmática Cultural.
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