Hipertensao Arterial Sistemica; Avaliacao dos Fatores Intervenientes Vivenciados Pelos Pacientes Ido

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Marques, Heliane Guerreiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=42492
Resumo: A hipertensao Arterial Sistemica (HAS) e uma patologia cronica-degenerativa de carater multigeno e multifatorial, ocorre em cerca da metade das pessoas idosas. Neste estudo, o foco de investigacao foi centrado sobre os idosos hipertensos e a escolha por esta clientela deveu-se ao fato de estes individuos estarem inseridos numa faixa etaria que possui caracteristicas especiais, tais como as limitacoes ficais e mentais advindas da propria senilidade, que inteferem diretamente na independencia deste paciente quanto a pratica do autocuidado. Portanto, o objetivo geral foi conhecer os fatores que interferem na aderencia dos idosos hipertensos ao tratamento terapeutico da hipertensao arterial, analisando especificamente quais as limitacoes dos idosos que interferem na autonomia do autocuidado e as principais facilidades e dificuldades dos idosos em realizar atividades do autocuidado. Participaram da pesquisa, 40 idosos hipertensos acompanhados mensalmente na Unidade de Saude do Distrito de Holanda pertencente ao Municipio de Tamboril no Ceara. O municipio fica localizado na Regiao dos Inhamuns e, nesta unidade estao cadastrados 115 individuos com diagnostico de Hipertensao Arterial. O estudo foi do tipo exploratorio-descritivo e a pesquisa foi desenvolvida no periodo de Setembro de 2004 a Marco de 2005. A coleta de dados foi precedida das seguintes etapas: 1- explicacao dos objetivos da pesquisa aos participantes; 2- convite para participar acompanhado de consetimento assinado pelo participante ou acompanhante e; 3- aplicacao do formulario com perguntas que avaliaram o conhecimento e a pratica do autocuidado. Os dados foram coletados por meio de uma entrevista semi-estruturada contendo questoes que investigam as dificuldades dos hipertensos quanto a adesao e a pratica do autocuidado ao tratamento da HAS. Apos a obtencao dos dados, foi feito uma analise quantitativa e qualitativa dos dados e elaborados graficos e quadros que interpretam os dados obtidos nesta pesquisa e que serviram de subsidios para a interpretacao dos resultados. Quanto ao nivel de escolaridades a maioria dos idosos entrevistados, apresentou um perfil predominante de analfabetos 20,0% e com ensino primario 70,0%, ou seja, nao sabem ler e escrever e os que sabem ler apresentam um grau de dificuldade, fator este que influi diretamente na forma como uma informacao e recebida por um paciente durante uma consulta. Entre as dificuldades apontadas pelos idosos para realizar o tratamento da HAS sozinhos, foram descritas as seguintes queixas: 40,0% reclamam de esquecimento dos horarios de ingestao das medicacoes, 27,5% fazem criticas das semelhanca entre as embalagens dos remedios, principalmente os idosos com politerapia que sao analfabetos e reconhecem seus remedios pelas embalagens; 20,0% dos idosos queixaram-se do analfabetismo, 5,0% da ma tolerancia na ingestao de comprimidos, 5,0% reclamam de deficit auditivo e consequentemente nao conseguem ler ou identificar o nome do seus medicamentos e 2,5% reclamam do deficit auditivo e por conta disso necessita de um acompanhante para ir as consultas e receber as orientacoes dadas pelos profissionais de saude. Por meio deste estudo concluiu-se 100,0% dos idosos que participaram desta pesquisa relataram ter alguma dificuldade para desenvolver as atividades de autocuidado. A hipertensao arterial exige uma intervencao imperiosa mediante terapia medicamentosa e / ou por adocao de habitos de vida saudaveis, fato relevante para justificar as dificuldades dos idosos para manter as atividades de autocuidado.
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