A modernidade e as favelas: a produção do espaço urbano de Fortaleza a partir da seca de 1932
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Não Informado pela instituição
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | O presente trabalho toma por escopo analisar a produção do espaço urbano de Fortaleza a partir da seca de 1932, compreendendo a relação entre seca, centro e favelas, como resultado de um desenvolvimento socioespacial desigual e combinado, na medida em que o processo de remodelação do centro, com introdução de equipamentos modernos se efetivou, a base da exploração e exclusão de uma camada da população que passou a habitar as periferias da capital, contribuindo para acelerar o processo de favelização de Fortaleza. Também busca entender as nuances do projeto de modernidade e modernização do governo e das classes abastadas, numa constante tensão dialética entre o centro e as favelas, onde o primeiro se erige baseado num projeto racional e bem planejado, já o segundo se ergue sobre a lógica da necessidade dos que anseiam algum tipo de moradia. A pesquisa também almeja compreender os diversos sujeitos e elementos que se articularam nesta produção, como: o papel do Estado, a acumulação de capital, o papel da seca e a luta entre os diversos setores envolvidos, entendendo o espaço não como receptáculo de processos maiores, mas como mediação entre as estruturas e os sujeitos, na perspectiva de uma produção coletiva do espaço, mas uma apropriação privada. Em suma, o espaço é analisado como local de disputas que permearam e construíram a cidade. Palavras-chave: Modernidade. Seca .Espaço Urbano. Favelas. |
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A modernidade e as favelas: a produção do espaço urbano de Fortaleza a partir da seca de 1932Espaco Urbano - Fortaleza - Ceara Favela História Seca - Fortaleza - Ceara (1932)O presente trabalho toma por escopo analisar a produção do espaço urbano de Fortaleza a partir da seca de 1932, compreendendo a relação entre seca, centro e favelas, como resultado de um desenvolvimento socioespacial desigual e combinado, na medida em que o processo de remodelação do centro, com introdução de equipamentos modernos se efetivou, a base da exploração e exclusão de uma camada da população que passou a habitar as periferias da capital, contribuindo para acelerar o processo de favelização de Fortaleza. Também busca entender as nuances do projeto de modernidade e modernização do governo e das classes abastadas, numa constante tensão dialética entre o centro e as favelas, onde o primeiro se erige baseado num projeto racional e bem planejado, já o segundo se ergue sobre a lógica da necessidade dos que anseiam algum tipo de moradia. A pesquisa também almeja compreender os diversos sujeitos e elementos que se articularam nesta produção, como: o papel do Estado, a acumulação de capital, o papel da seca e a luta entre os diversos setores envolvidos, entendendo o espaço não como receptáculo de processos maiores, mas como mediação entre as estruturas e os sujeitos, na perspectiva de uma produção coletiva do espaço, mas uma apropriação privada. Em suma, o espaço é analisado como local de disputas que permearam e construíram a cidade. Palavras-chave: Modernidade. Seca .Espaço Urbano. Favelas.This dissertation analyzes the production of space in Fortaleza at the onset of 1932 and in this way the process of urban development exploring the relation between the expansion of the shanty towns and the city center and the impact of the drought. I argue that this process reflects the consolidation of socio-spatial inequality as a process of urban renewal, which, on one hand, drew on the use of modern equipment, while on the other hand, relied on the exploration and social exclusion of migrant workers drawn to the capital city as a result of the drought. In this sense, the project of modernization put forth by the city‟s administrators and economic elites survives in a constant dialectical tension between the center and the shanty towns, the center driven by a well-planned, rational, project of urban development, the latter driven by the desperate search for a place to live. Likewise, my research seeks to understand the role and influence political actors and their relation to the ongoing project of urban renewal, the role of the State, the process of wealth accumulation, the impact of the drought and the struggle of competing sectors of society. Axiomatic to this process, it is important to understand space as a process of mediation between agency and structures, which is collectively produced and appropriated by private interests; space, in this context, is analyzed as a place where conflict permeates the process of urban expansion. Key-Words: Modernity .Drought. Urban Space. Shanty-town.Universidade Estadual do CearáWilliam James MelloAlmeida, Rodrigo Cavalcante de2013-06-13T00:00:00Z2012info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=75417info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2013-06-13T00:00:00Zoai:uece.br:75417Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2013-06-13T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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