Moderno-espiritualismo e espaço público republicano: maçons, espíritas e teosofistas no Ceará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Silva, Marcos José Diniz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=53697
Resumo: Analisa a atuação de maçons, espíritas e teosofistas no espaço público cearense da primeira metade do século XX, enquanto componentes de uma configuração moderno-espiritualista, aqui definida como vertente espiritualista influenciada pelo racionalismo, cientificismo-positivista e guardando elementos das tradições esotéricas e ocultistas. As ideias moderno-espiritualistas de evolução espiritual através da reencarnação, de evolução planetária e cósmica, de comunicabilidade entre os vivos e os mortos (Espíritos), de fraternidade e unidade essencial&nbsp; de todas as crenças religiosas; será perceptível nos discursos e práticas sociais dos seus adeptos, através da formulação de proposições alternativas de carácter religioso, social, político. Em seu processo de isenção<span style="font-size: 10pt;">&nbsp;e difusão, aqui percebido entre as décadas de 10 e 30, do século passado, confrontam-se essas novas ideias com o catolicismo dominante, em reorganização institucional após a secularização republicana e o estabelecimento da liberdade religiosa (Constituição de 1891). Na percepção desta disputa, opta-se por entendê-los enquanto componentes de duas configurações: a moderno-espiritualista (maçons, espíritas, teosofistas) e a católica, representada pelo clero e seu laicato; à medida que guardam relações de interdependência, em função dos laços de afinidade positiva presentes na primeira composição, e dos laços de afinidade negativa desta com a segunda. Disto resulta uma relação conflituosa no espaço público (imprensa, associações operárias, cívicas, literárias, filantrópicas) quando da difusão das concepções moderno-espiritualistas de homem, sociedade e humanidade, tais como liberdade e igualdade religiosas; Estado laico, ''questão social'' como problema moral-espiritual; aliança entre a religião e a ciência; e a caridade e fraternidade universal entre povos, crenças e raças, condição para a evolução planetária. No polo oposto colocava-se a Igreja Católica acusando-os de vícios da modernidade, adeptos do ateísmo, liberalismo dissolvente, culto diabólico e movimento conspiratório. Assim, a atuação de maçons, espíritas, teosofistas, como corrente espiritualista diversa do espiritualismo tradicional, constituiu-se alternativa ideológica original; concorrendo com o catolicismo e as organizações partidárias e sindicais de esquerda, nos embates religiosos e sociopolíticos no Ceará da Primeira e Segunda Repúblicas.&nbsp;</span><span style="font-size: 10pt;">Palavras-chave: Moderno-espiritualismo. Catolicismo. Espaço público.</span><div><div><div><br/></div><div><br/></div></div></div>
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