Crise Hipertensiva: Analise dos Casos Atendidos na Emergencia de Um Hospital Municipal de Fortaleza

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Souza, Ana Celia Caetano de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=42128
Resumo: Trata-se de um estudo descritivo, com analise quantitativa, que tem como objetivo analisar os casos de crise hipertensiva atendidos na emergencia de um hospital da Prefeitura Municipal de Fortaleza-Ceara. O universo da pesquisa foi de 33.838 pacientes, a populacao constituiu-se de 273 pessoas e a amostra foi de 118 individuos atendidos na emergencia de adulto com diagnostico de crise hipertensiva no periodo de abril a julho de 2006. Foi utilizado, um formulario contendo questoes relativas aos dados socio-demograficos, clinico-epidemiologicos, de conhecimento sobre a tematica e de acesso ao servico de saude. Os resultados demonstraram que nos aspectos socio-demograficos 55,1% das pessoas atendidas era do sexo feminino e 44,9% do masculino; a faixa etaria predominante foi de 42-53 anos; 26,6% eram aposentados; 46,6% eram desempregados; a renda familiar foi de 1 - 2 salarios minimos; o percentual de residentes na casa era de 5 a 17 pessoas; 61% eram casados; a procedencia foi do bairro Conjunto Ceara. Sobre os dados clinicos-epidemiologicos, a grande maioria (79,9%) apresentou pressao diastolica de 120 a 130 mm/Hg; 40,1% apresentaram sobrepeso e 39,4% demonstraram obesidade de moderada a morbida; 95,8% referiram ser portadores de hipertensao arterial; 15,3% relataram obesidade; 30,5%, dislipidemia; 25,4%, doenca cardiaca; 22,9%, acidente vascular cerebral; 15,3%, diabetes melitos; e 13,6%, doencas renais; 95,3% faziam tratamento para hipertensao arterial; 78,8% utilizavam medicamentos e 66,3% usavam farmacos com regularidade, sendo a hidroclotiazida e o captopril os medicamentos mais utilizados; 78,1% apresentaram como sintomas mais comuns a cefaleia associada a outros sintomas; 82,2% possuiam historia familiar para hipertensao; 22% eram fumantes; 21,1% realizavam atividade fisica; 89,9% consumiam alimentos gordurosos; 85%, alimentos salgados e 100%, frituras. Sobre o conhecimento da crise hipertensiva, 83,1% referiram nao ter conhecimento do agravo; 42,4% disseram que a crise tem como causa o estresse; 77,1% utilizavam outro servico de saude, sendo o centro de saude o mais procurado; 48,9% procuraram o servico de saude por mais de um motivo; o tempo de espera para ser atendido no hospital do estudo foi de 00 a 14 minutos; 91,5% relataram ter sido bem atendido; 62,9% nao realizavam acompanhamento para hipertensao arterial; percebeu-se, ainda, que o conhecimento sobre a crise hipertensiva foi pequeno nas faixas etarias extremas, ou seja, de 30-41 e 66-81 anos, e maior entre as mulheres e entre aqueles com renda de 2 - 4 e 4 - 11 salarios minimos. No acesso aos servicos de saude, observou-se que foi significativa a relacao tempo de espera no hospital do estudo e o ser bem atendido para clientela com crise hipertensiva. Concluiu-se que a prevalencia dos casos de crise hipertensiva na emergencia de adulto da instituicao foi de 0,3%. mais de 50% da clientela eram de pessoas do sexo feminino, a faixa etaria predominante foi de 42-53 anos, a maioria possuia baixo nivel de escolaridade, mais da metade possuia renda de 1 a 2 salarios minimos, quase a totalidade era portadora de hipertensao aterial, a maioria estavam acima do peso ideal, utilizava medicamentos, possuia historia familiar de hipertensao arterial, consumiam alimentos gordurosos e salgados e referia nao ter nenhum conhecimento sobre a crise hipertensiva. Concluiu-se ainda que grande parte das pessoas utilizava outros servicos de saude para o atendimento e o posto de saude foi o mais procurado. A maioria nao realizava acompanhamento para hipertensao arterial. O conhecimento sobre a crise foi maior entre os individuos com idade de 42-53 anos, entre as mulheres e entre aqueles com renda de 2 - 4 e 4 - 11 salarios minimos. A relacao entre tempo de espera e ser bem atendido foi significativa.Descritores: 1 Emergencia; 2 Enfermagem; 3 Pressoa sanguinea alta; 4 Complicacoes.
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