Germinação em temperatura subótima para diferenciação do vigor de lotes de sementes de soja
| Ano de defesa: | 2022 |
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Resumo: | A semeadura da soja na região Sul do Brasil, principalmente no Paraná, é corriqueiramente antecipada para setembro, prevendo a subsequente cultura de milho. Com isso as sementes são expostas a situações de estresse, de maneira especial por baixas temperaturas. Sementes de elevada qualidade fisiológica, tem uma tendência a suportar as condições adversar. A avaliação do potencial fisiológico de sementes de soja é essencial em um programa de controle de qualidade e a escolha de testes de vigor com metodologias ajustadas as espécies de interesse é fundamental para a obtenção de resultados confiáveis. O que justifica estes estudos que tiveram como objetivo adequar o teste de germinação a temperaturas subótimas para diferenciação do vigor de lotes de sementes de soja. Para isso foram conduzidos dois estudos, no primeiro foram utilizados 10 lotes comerciais mais um controle, de sementes de uma mesma cultivar, os quais foram caracterizados quanto ao potencial fisiológico inicial. Para o ajuste do teste de germinação a baixa temperatura (TGBT), os lotes foram submetidos a germinação em diferentes temperaturas (16°C; 19°C; 22°C; e 25°C), e avaliado a primeira contagem de germinação (PCG) com cinco dias e finalização com oito dias. No segundo estudo, foram utilizadas sementes soja de seis cultivares e quatro lotes de cada. Foi realizada a caracterização da qualidade fisiológica e o ajuste do teste da germinação a baixa temperatura, seguindo as mesmas metodologias e temperaturas do primeiro estudo. Além disso, foi feita a avaliação das proteínas solúveis totais (PROT) e atividade da enzima catalase (CAT), com extratos de parte aérea e raiz das plântulas das seis cultivares, submetidas germinação nas temperaturas a 16°C e 22°C para avaliar o comportamento germinativo e atividade enzimática de lotes afim de buscar respostas que permita a diferenciação dos lotes em relação vigor, quando submetidos a avaliação pelo teste de germinação a baixa. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, os dados obtidos em cada teste foram analisados separadamente através da análise de variância e as médias dos lotes comparadas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Para PCG, TGBT, PROT e CAT os lotes de cada cultivar, foram comparados dentro de cada temperatura subótima e as cultivares comparadas entre si. Os lotes foram comparados dentro de cada temperatura subótima e, submetidos a estudo de regressão até 2º a 5% de significância. A TGBT (oito dias) a 19°C e a PCG (cinco dias) a 22°C permitem separar os lotes quanto ao potencial fisiológico. Porém, a TGBT à 22°C, apresentou maiores valores de correlação com emergência à campo. No segundo estudo a germinação a baixa temperatura, a PCG à temperatura de 22°C, e a TGBT nas temperaturas de 16°C e 19°C, permitem estratificar lotes e cultivares de soja quanto ao vigor de sementes, fazendo deste, um teste potencial para avaliação do vigor de sementes de soja. Os genótipos de soja apresentam comportamentos distintos quanto a germinação, proteínas solúveis totais e atividade da enzima catalase em resposta às baixas temperaturas para germinação. |
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A avaliação do potencial fisiológico de sementes de soja é essencial em um programa de controle de qualidade e a escolha de testes de vigor com metodologias ajustadas as espécies de interesse é fundamental para a obtenção de resultados confiáveis. O que justifica estes estudos que tiveram como objetivo adequar o teste de germinação a temperaturas subótimas para diferenciação do vigor de lotes de sementes de soja. Para isso foram conduzidos dois estudos, no primeiro foram utilizados 10 lotes comerciais mais um controle, de sementes de uma mesma cultivar, os quais foram caracterizados quanto ao potencial fisiológico inicial. Para o ajuste do teste de germinação a baixa temperatura (TGBT), os lotes foram submetidos a germinação em diferentes temperaturas (16°C; 19°C; 22°C; e 25°C), e avaliado a primeira contagem de germinação (PCG) com cinco dias e finalização com oito dias. No segundo estudo, foram utilizadas sementes soja de seis cultivares e quatro lotes de cada. Foi realizada a caracterização da qualidade fisiológica e o ajuste do teste da germinação a baixa temperatura, seguindo as mesmas metodologias e temperaturas do primeiro estudo. Além disso, foi feita a avaliação das proteínas solúveis totais (PROT) e atividade da enzima catalase (CAT), com extratos de parte aérea e raiz das plântulas das seis cultivares, submetidas germinação nas temperaturas a 16°C e 22°C para avaliar o comportamento germinativo e atividade enzimática de lotes afim de buscar respostas que permita a diferenciação dos lotes em relação vigor, quando submetidos a avaliação pelo teste de germinação a baixa. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, os dados obtidos em cada teste foram analisados separadamente através da análise de variância e as médias dos lotes comparadas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Para PCG, TGBT, PROT e CAT os lotes de cada cultivar, foram comparados dentro de cada temperatura subótima e as cultivares comparadas entre si. Os lotes foram comparados dentro de cada temperatura subótima e, submetidos a estudo de regressão até 2º a 5% de significância. A TGBT (oito dias) a 19°C e a PCG (cinco dias) a 22°C permitem separar os lotes quanto ao potencial fisiológico. Porém, a TGBT à 22°C, apresentou maiores valores de correlação com emergência à campo. No segundo estudo a germinação a baixa temperatura, a PCG à temperatura de 22°C, e a TGBT nas temperaturas de 16°C e 19°C, permitem estratificar lotes e cultivares de soja quanto ao vigor de sementes, fazendo deste, um teste potencial para avaliação do vigor de sementes de soja. Os genótipos de soja apresentam comportamentos distintos quanto a germinação, proteínas solúveis totais e atividade da enzima catalase em resposta às baixas temperaturas para germinação.Soybean sowing in the southern region of Brazil, especially in Paraná, is commonly advanced to September, anticipating the subsequent corn crop. As a result, the seeds are exposed to stress conditions, particularly low temperatures. Physiologically high-quality seeds tend to withstand adverse conditions. Evaluating the physiological potential of soybean seeds is essential in a quality control program, and choosing vigor tests with adjusted methodologies for the target species is crucial for obtaining reliable results. These studies aimed to adapt the germination test to suboptimal temperatures for differentiating the vigor of soybean seed lots. Two studies were conducted. In the first study, ten commercial lots plus a control of seeds from the same cultivar were characterized for initial physiological potential. For the adjustment of the low-temperature germination test (LTGT), the lots were subjected to germination at different temperatures (16°C, 19°C, 22°C, and 25°C), and the first germination count (FGC) was evaluated at five days, with final count at eight days. In the second study, seeds from six soybean cultivars and four lots of each cultivar were used. Physiological quality characterization and adjustment of the low-temperature germination test followed the same methodologies and temperatures as in the first study. Additionally, the evaluation of total soluble proteins (PROT) and catalase enzyme activity (CAT) was performed on shoot and root extracts of seedlings from the six cultivars, subjected to germination at temperatures of 16°C and 22°C, to assess germinative behavior and enzymatic activity of lots and seek answers that allow differentiation of lots in terms of vigor when subjected to evaluation by the low-temperature germination test. The experimental design used was completely randomized, and the data obtained from each test were separately analyzed through analysis of variance. The means of the lots were compared using the Scott-Knott test at a 5% probability level. For FGC, LTGT, PROT, and CAT, the lots of each cultivar were compared within each suboptimal temperature, and the cultivars were compared to each other. The lots were compared within each suboptimal temperature and subjected to regression analysis up to the second degree at a 5% significance level. The LTGT (eight days) at 19°C and the FGC (five days) at 22°C allow for differentiation of lots in terms of physiological potential. However, the LTGT at 22°C showed higher correlation values with field emergence. In the second study, low-temperature germination, FGC at 22°C, and LTGT at temperatures of 16°C and 19°C allow stratification of soybean lots and cultivars in terms of seed vigor, making it a potential test for evaluating soybean seed vigor. Soybean genotypes exhibit distinct behaviors in germination, total soluble proteins, and catalase enzyme activity in response to low germination temperatures.porporCiências Agrárias - AgronomiaCiências Agrárias - AgronomiaGlycine max (L.) Merril.VigorGermination at suboptimal temperaturesSeedling emergencePhysiological potentialGlycine max (L.) MerrilVigorGerminação a temperaturas subótimasVigorGerminação a temperaturas subótimasGerminação em temperatura subótima para diferenciação do vigor de lotes de sementes de sojaGermination at suboptimum temperature to differentiate the vigor of lots of soybean seedsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCCA - Departamento de AgronomiaPrograma de Pós-Graduação em AgronomiaUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessDoutoradoCentro de Ciências AgráriasORIGINALCA_AGR_Dr_2022_Bertuzzi_Elieges_C.pdfCA_AGR_Dr_2022_Bertuzzi_Elieges_C.pdfTexto completo. 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