Fatores de risco para mortalidade infantil em Londrina (PR) : análise hierarquizada em duas coortes de nascidos vivos
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Resumo: Nas últimas três décadas, a mortalidade infantil (MI) apresentou declínio importante em todas as regiões brasileiras, sobretudo entre a parcela mais pobre da população, com mudanças na composição da taxa de mortalidade infantil e nos fatores determinantes do óbito infantil Este estudo buscou identificar e comparar fatores de risco para MI em Londrina, Paraná, nas coortes de nascidos vivos (NV) de 2/21 e de 27/28 Para a identificação dos NV, pesquisou-se o banco de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e, para a identificação dos óbitos infantis, os registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e os do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil (CMPMMI) Os óbitos foram relacionados ao banco de dados do SINASC por linkage determinístico, por meio do número da Declaração de Nascido Vivo (DN) Para a análise de regressão logística, foi construído modelo hierárquico conceitual com fatores em níveis distal (sociodemográficos), intermediário (obstétricos e assistenciais) e proximal (dos recém-nascidos) A população de estudo constituiu-se de 15385 e 1328 NV em 2/21 e em 27/28, respectivamente Foram identificados, no SIM/CMPMMI, 185 óbitos de NV no primeiro biênio e 148, de NV no segundo Em 2/21, foi possível parear 97,3% dos óbitos à sua respectiva DN, e, em 27/28, todos os óbitos tiveram sua DN localizada no banco de dados do SINASC Exceto para raça/cor da pele do recém-nascido, em 2/21, para antecedentes obstétricos, em 27/28, e para presença de malformação congênita, em ambos os biênios, todos os campos do SINASC apresentaram completitude superior a 99% Em relação aos dados sobre mortalidade, nos dois períodos, observou-se melhor completitude para os registros do CMPMMI (superior a 95% para as variáveis comuns ao SINASC) Em geral, a MI pouco se alterou nos anos 2, havendo redução apenas do componente pós-neonatal Quanto aos fatores estudados, no nível distal, foram de risco para MI, em 2/21, os fatores maternos idade < 2 anos e escolaridades insuficiente e intermediária Em 27/28, idades maternas < 2 e = 35 anos foram fatores de risco, enquanto escolaridades insuficiente e intermediária, protetores No nível intermediário, em 2/21, foram de risco para MI: gestação múltipla, antecedente de filhos mortos e número insuficiente de consultas de pré-natal, enquanto cesariana foi fator protetor Em 27/28, apenas gestação múltipla foi de risco Todos os fatores proximais (idade gestacional, peso ao nascer, índice de Apgar no quinto minuto e sexo) associaram-se à maior MI em 2/21, e, em 27/28, apenas idade gestacional e índice de Apgar no quinto minuto permaneceram no modelo Em síntese, a aplicação da técnica de linkage determinístico viabilizou a identificação de fatores de risco para MI em ambos os períodos, pelo elevado percentual de vinculação alcançado e pela excelente completitude das bases de dados pesquisadas Foram observadas mudanças nos fatores de risco para a MI nos biênios analisados, que podem estar relacionadas à ampliação de políticas sociais e de ações básicas de saúde e a modificações nos padrões reprodutivo e social das mulheres |
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Santos, Hellen Geremias dosMathias, Thaís Aidar de Freitas823973c1-8dea-43f1-bfe8-1dcc47b18c01-1Ferrari, Lígia Silvana Lopes7d697e5d-3875-43d2-ac06-9a7f531a0d73-1Mesas, Arthur Eumann [Coorientador]a7fa1041-3f80-4c6c-9486-977711e9094e-17a995dd9-2f3a-4ec2-b9e4-1a7949da1571a7a9404a-6f89-4c6a-a582-d53410622bbdAndrade, Selma Maffei de [Orientador]Londrina2024-05-01T14:07:41Z2024-05-01T14:07:41Z2012.0016.02.2012https://repositorio.uel.br/handle/123456789/13125Resumo: Nas últimas três décadas, a mortalidade infantil (MI) apresentou declínio importante em todas as regiões brasileiras, sobretudo entre a parcela mais pobre da população, com mudanças na composição da taxa de mortalidade infantil e nos fatores determinantes do óbito infantil Este estudo buscou identificar e comparar fatores de risco para MI em Londrina, Paraná, nas coortes de nascidos vivos (NV) de 2/21 e de 27/28 Para a identificação dos NV, pesquisou-se o banco de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e, para a identificação dos óbitos infantis, os registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e os do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil (CMPMMI) Os óbitos foram relacionados ao banco de dados do SINASC por linkage determinístico, por meio do número da Declaração de Nascido Vivo (DN) Para a análise de regressão logística, foi construído modelo hierárquico conceitual com fatores em níveis distal (sociodemográficos), intermediário (obstétricos e assistenciais) e proximal (dos recém-nascidos) A população de estudo constituiu-se de 15385 e 1328 NV em 2/21 e em 27/28, respectivamente Foram identificados, no SIM/CMPMMI, 185 óbitos de NV no primeiro biênio e 148, de NV no segundo Em 2/21, foi possível parear 97,3% dos óbitos à sua respectiva DN, e, em 27/28, todos os óbitos tiveram sua DN localizada no banco de dados do SINASC Exceto para raça/cor da pele do recém-nascido, em 2/21, para antecedentes obstétricos, em 27/28, e para presença de malformação congênita, em ambos os biênios, todos os campos do SINASC apresentaram completitude superior a 99% Em relação aos dados sobre mortalidade, nos dois períodos, observou-se melhor completitude para os registros do CMPMMI (superior a 95% para as variáveis comuns ao SINASC) Em geral, a MI pouco se alterou nos anos 2, havendo redução apenas do componente pós-neonatal Quanto aos fatores estudados, no nível distal, foram de risco para MI, em 2/21, os fatores maternos idade < 2 anos e escolaridades insuficiente e intermediária Em 27/28, idades maternas < 2 e = 35 anos foram fatores de risco, enquanto escolaridades insuficiente e intermediária, protetores No nível intermediário, em 2/21, foram de risco para MI: gestação múltipla, antecedente de filhos mortos e número insuficiente de consultas de pré-natal, enquanto cesariana foi fator protetor Em 27/28, apenas gestação múltipla foi de risco Todos os fatores proximais (idade gestacional, peso ao nascer, índice de Apgar no quinto minuto e sexo) associaram-se à maior MI em 2/21, e, em 27/28, apenas idade gestacional e índice de Apgar no quinto minuto permaneceram no modelo Em síntese, a aplicação da técnica de linkage determinístico viabilizou a identificação de fatores de risco para MI em ambos os períodos, pelo elevado percentual de vinculação alcançado e pela excelente completitude das bases de dados pesquisadas Foram observadas mudanças nos fatores de risco para a MI nos biênios analisados, que podem estar relacionadas à ampliação de políticas sociais e de ações básicas de saúde e a modificações nos padrões reprodutivo e social das mulheresDissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde ColetivaAbstract: There has been an important decline in infant mortality (IM) in all regions of Brazil in the last three decades, principally among the disadvantaged, with changes in both the composition of the infant mortality rate and determinant factors in infant deaths This study aimed to identify and compare risk factors for IM in Londrina, Paraná, by means of cohort studies on live births (LB) in 2/21 and in 27/28 A search was conducted in the Live Birth Information System (SINASC) database to identify LB and another was performed in the Mortality Information System (SIM) and the Municipal Committee for the Prevention of Maternal and Infant Mortality (CMPMMI) registries to identify infant deaths Each death registry was matched to the SINASC database using the Live Birth Declaration (BD) number For the logistic regression, a hierarchical conceptual model was designed containing factors at a distal level (socio-demographical), an intermediate level (obstetric and care delivery) and a proximal level (data on newborns) The study population included 15,385 and 13,28 LB in 2/21 and 27/28, respectively In the first period, 185 deaths were identified and, in the second, 148, according to the SIM/CMPMMI database In 2/21, 973% of deaths could be matched to the original BD and in 27/28 all deaths could be matched to the SINASC database All SINASC information data was complete in more than 99% of the forms, except for newborn race/color in 2/21, obstetric history in 27/28 and congenital malformation in both periods Regarding mortality information, in both periods the CMPMMI was more complete (over 95% for variables also present in the SINASC database) Overall, IM changed little in the 2s, presenting a reduction only in the post-neonatal component Risk factors for IM at the distal level in 2/21 were maternal age < 2 and a low educational level In 27/28, maternal age = 35 and < 2 were considered risk factors, whereas low educational level was a protective factor In 2/21, increased IM was associated, at the intermediate level, with multiple gestations, prior history of child death and an insufficient number of prenatal appointments, whereas caesarean delivery was a protective factor In 27/28 the only risk factor found was multiple gestations At the proximal level, all factors (gestational age, birth weight, Apgar score at the fifth minute and gender) were associated with increased IM in 2/21, and in 27/28, only gestational age and Apgar score at the fifth minute remained in the model In short, applying the deterministic linkage technique allowed the identification of risk factors for IM due to both the high percentage of matched pairs that were achieved and the completeness of the databases searched in both periods Some of the changes in IM risk factors observed in the analyzed periods may be related to the expansion of social policies and primary healthcare, as well as to modifications in women’s reproductive and social patternsporMortalidade infantilRecém-nascidosMortalidadeCuidado pré-natalAssistência à maternidade e à infânciaInfant mortalityNeonatal mortalityPrenatal careFatores de risco para mortalidade infantil em Londrina (PR) : análise hierarquizada em duas coortes de nascidos vivosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoSaúde ColetivaCentro de Ciências da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Saúde Coletiva-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess152067vtls000170669SIMvtls000170669http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00017066964.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0001706692394.pdf123456789/8902 - 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Resumo: Nas últimas três décadas, a mortalidade infantil (MI) apresentou declínio importante em todas as regiões brasileiras, sobretudo entre a parcela mais pobre da população, com mudanças na composição da taxa de mortalidade infantil e nos fatores determinantes do óbito infantil Este estudo buscou identificar e comparar fatores de risco para MI em Londrina, Paraná, nas coortes de nascidos vivos (NV) de 2/21 e de 27/28 Para a identificação dos NV, pesquisou-se o banco de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e, para a identificação dos óbitos infantis, os registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e os do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil (CMPMMI) Os óbitos foram relacionados ao banco de dados do SINASC por linkage determinístico, por meio do número da Declaração de Nascido Vivo (DN) Para a análise de regressão logística, foi construído modelo hierárquico conceitual com fatores em níveis distal (sociodemográficos), intermediário (obstétricos e assistenciais) e proximal (dos recém-nascidos) A população de estudo constituiu-se de 15385 e 1328 NV em 2/21 e em 27/28, respectivamente Foram identificados, no SIM/CMPMMI, 185 óbitos de NV no primeiro biênio e 148, de NV no segundo Em 2/21, foi possível parear 97,3% dos óbitos à sua respectiva DN, e, em 27/28, todos os óbitos tiveram sua DN localizada no banco de dados do SINASC Exceto para raça/cor da pele do recém-nascido, em 2/21, para antecedentes obstétricos, em 27/28, e para presença de malformação congênita, em ambos os biênios, todos os campos do SINASC apresentaram completitude superior a 99% Em relação aos dados sobre mortalidade, nos dois períodos, observou-se melhor completitude para os registros do CMPMMI (superior a 95% para as variáveis comuns ao SINASC) Em geral, a MI pouco se alterou nos anos 2, havendo redução apenas do componente pós-neonatal Quanto aos fatores estudados, no nível distal, foram de risco para MI, em 2/21, os fatores maternos idade < 2 anos e escolaridades insuficiente e intermediária Em 27/28, idades maternas < 2 e = 35 anos foram fatores de risco, enquanto escolaridades insuficiente e intermediária, protetores No nível intermediário, em 2/21, foram de risco para MI: gestação múltipla, antecedente de filhos mortos e número insuficiente de consultas de pré-natal, enquanto cesariana foi fator protetor Em 27/28, apenas gestação múltipla foi de risco Todos os fatores proximais (idade gestacional, peso ao nascer, índice de Apgar no quinto minuto e sexo) associaram-se à maior MI em 2/21, e, em 27/28, apenas idade gestacional e índice de Apgar no quinto minuto permaneceram no modelo Em síntese, a aplicação da técnica de linkage determinístico viabilizou a identificação de fatores de risco para MI em ambos os períodos, pelo elevado percentual de vinculação alcançado e pela excelente completitude das bases de dados pesquisadas Foram observadas mudanças nos fatores de risco para a MI nos biênios analisados, que podem estar relacionadas à ampliação de políticas sociais e de ações básicas de saúde e a modificações nos padrões reprodutivo e social das mulheres |
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