Uma revisão sistemática de artigos experimentais acerca da variabilidade comportamental: definições, procedimentos e medidas
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | A variabilidade é um conceito debatido na filosofia da ciência e, similarmente, a Análise do Comportamento tem se debruçado sobre as suas interpretações e implicações. A despeito das discussões teórico-filosóficas acerca da sua origem e natureza, os analistas do comportamento parecem concordar que ela está presente mesmo nas condições experimentais mais bem controladas, pois sempre há diferenças entre duas instâncias comportamentais. Estudos demonstraram que níveis de variabilidade comportamental podem ser postos sob controle das contingências sob as quais ocorrem. Alguns autores afirmam que esse controle, ao menos em parte, é exercido pelas consequências, ou seja, defendem que níveis de variabilidade podem ser reforçados. Existem, porém, outros autores que interpretam os dados sobre a variabilidade operante afirmando que ela não está sendo reforçada, mas apenas induzida, ou eliciada, pelas contingências. Ademais, apesar da alta replicabilidade dos estudos realizados quanto a variabilidade comportamental, existem considerações pertinentes a serem feitas. A primeira e possivelmente a maior delas, está na dificuldade em definir o que é variação ou, em outros termos, em estabelecer um critério consistente para avaliar níveis de variabilidade. Os procedimentos utilizados para engendrar níveis maiores de variabilidade são diversos, e há também uma variedade nas respostas e propriedades estudadas. Além disso, autores utilizam diferentes medidas para calcular e avaliar níveis de variabilidade. Assim, a despeito da literatura acerca da variabilidade comportamental ser extensa, conclusões acerca do fenômeno – se a variabilidade pode ser reforçada ou apenas induzida, por exemplo – são dificultadas pela diversidade de definições, procedimentos e medidas adotadas para o seu estudo. De modo à contribuir com essa problemática, o presente trabalho se propunha a compilar, categorizar e analisar comparativamente definições de variação, procedimentos para o estabelecimento de um critério de reforçamento e medidas de níveis de variabilidade utilizados por analistas do comportamento em artigos experimentais publicados entre 2012 e 2022, nacionais e internacionais, que tenham a variabilidade comportamental como tema central. O procedimento para coleta e análise dos dados foi inspirado pelo protocolo PRISMA, com adaptações Após a leitura e análise dos artigos foi realizada uma discussão acerca das definições utilizadas pelos autores, bem como os procedimentos e medidas adotados. Verificou-se que a maior parte dos autores adotou uma definição de variabilidade como equiprobabilidade e utilizou procedimentos de Lag n ou limiar de frequência relativa. O método de calculo mais utilizado foi o da frequência de emissão e valor U. Espera-se que o presente trabalho tenha auxiliado a elucidar o estado atual das pesquisas experimentais acerca da variabilidade comportamental |
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Morais, Lorena Ribeiro deKnaus, Yulla Christoffersendffd47be-aa30-4bc0-9ee1-6f42d7239a28-1Fonseca Júnior, Amilcar Rodrigues6bbd5993-81e6-4efb-a434-2834178a9c45-148273a2f-d3b6-42d9-bf44-bb04603efca8b9697a06-3912-4638-8419-4813dbef3cfeNeves Filho, Hernando BorgesLondrina106 p.2024-10-16T14:21:29Z2024-10-16T14:21:29Z2024-02-29https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18084A variabilidade é um conceito debatido na filosofia da ciência e, similarmente, a Análise do Comportamento tem se debruçado sobre as suas interpretações e implicações. A despeito das discussões teórico-filosóficas acerca da sua origem e natureza, os analistas do comportamento parecem concordar que ela está presente mesmo nas condições experimentais mais bem controladas, pois sempre há diferenças entre duas instâncias comportamentais. Estudos demonstraram que níveis de variabilidade comportamental podem ser postos sob controle das contingências sob as quais ocorrem. Alguns autores afirmam que esse controle, ao menos em parte, é exercido pelas consequências, ou seja, defendem que níveis de variabilidade podem ser reforçados. Existem, porém, outros autores que interpretam os dados sobre a variabilidade operante afirmando que ela não está sendo reforçada, mas apenas induzida, ou eliciada, pelas contingências. Ademais, apesar da alta replicabilidade dos estudos realizados quanto a variabilidade comportamental, existem considerações pertinentes a serem feitas. A primeira e possivelmente a maior delas, está na dificuldade em definir o que é variação ou, em outros termos, em estabelecer um critério consistente para avaliar níveis de variabilidade. Os procedimentos utilizados para engendrar níveis maiores de variabilidade são diversos, e há também uma variedade nas respostas e propriedades estudadas. Além disso, autores utilizam diferentes medidas para calcular e avaliar níveis de variabilidade. Assim, a despeito da literatura acerca da variabilidade comportamental ser extensa, conclusões acerca do fenômeno – se a variabilidade pode ser reforçada ou apenas induzida, por exemplo – são dificultadas pela diversidade de definições, procedimentos e medidas adotadas para o seu estudo. De modo à contribuir com essa problemática, o presente trabalho se propunha a compilar, categorizar e analisar comparativamente definições de variação, procedimentos para o estabelecimento de um critério de reforçamento e medidas de níveis de variabilidade utilizados por analistas do comportamento em artigos experimentais publicados entre 2012 e 2022, nacionais e internacionais, que tenham a variabilidade comportamental como tema central. O procedimento para coleta e análise dos dados foi inspirado pelo protocolo PRISMA, com adaptações Após a leitura e análise dos artigos foi realizada uma discussão acerca das definições utilizadas pelos autores, bem como os procedimentos e medidas adotados. Verificou-se que a maior parte dos autores adotou uma definição de variabilidade como equiprobabilidade e utilizou procedimentos de Lag n ou limiar de frequência relativa. O método de calculo mais utilizado foi o da frequência de emissão e valor U. Espera-se que o presente trabalho tenha auxiliado a elucidar o estado atual das pesquisas experimentais acerca da variabilidade comportamentalVariability is an often discussed concept in the philosophy of science and, similarly, Behavior Analysis has focused on its interpretations and implications. Despite theoretical-philosophical debates about its origin and nature, behavior analysts seem to agree that it is present even in the most controlled experimental conditions, as there are always differences between two behavioral instances. Studies have demonstrated that levels of behavioral variability can be brought under control by the contingencies under which they occur. Some authors claim that this control, at least in part, is exercised by consequences, that is, they argue that levels of variability can be reinforced. There are, however, authors who interpret the data on operant variability by stating that it is not being reinforced, but only induced, or elicited, by contingencies. Furthermore, despite the high replicability of the studies carried out regarding behavioral variability, there are pertinent considerations to be made. The first and possibly the biggest one is the difficulty in defining what variation is or, in other words, in establishing a consistent criterion for evaluating levels of variability. The procedures used to engender greater levels of variability are diverse, and there is also a variety in the responses and properties studied. Furthermore, authors use different measures to calculate and evaluate levels of variability. Thus, despite the literature on behavioral variability being extensive, conclusions about the phenomenon – whether variability can be reinforced or merely induced, for example – are made difficult by the diversity of definitions, procedures and measures adopted for its study. In order to contribute to solving this problem, the present work proposed to compile, categorize and comparatively analyze definitions of variation, procedures for establishing a reinforcement criterion and measures of levels of variability used by behavior analysts in experimental articles published between 2012 and 2022, national and international, with behavioral variability as a central theme. The procedure for data collection and analysis was inspired by the PRISMA protocol, with adaptations. After reading and analyzing the articles, a discussion was held about the definitions used by the authors, as well as the procedures and measures adopted. It was found that most authors adopted a definition of variability as equiprobability and used Lag n or relative frequency threshold procedures. The most used calculation method was the emission frequency and U value. It is hoped that the present work has helped to elucidate the current state of experimental research on behavioral variabilityporCiências Humanas - PsicologiaCiências Humanas - PsicologiaOperant VariabilityReinforced VariabilityInduced VariabilityElicited VariabilityVariabilityVariabilidade OperanteVariabilidade ReforçadaVariabilidade InduzidaVariabilidade EliciadaVariabilidadeAnálise de comportamentoUma revisão sistemática de artigos experimentais acerca da variabilidade comportamental: definições, procedimentos e medidasA systematic review of experimental research on behavioral variability: definitions, procedures and measurementsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCCB - Departamento de Psicologia Geral e Análise do ComportamentoPrograma de Pós-Graduação em Análise do ComportamentoUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Ciências BiológicasORIGINALCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R.pdfCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R.pdfTexto completo ID. 192282application/pdf721299https://repositorio.uel.br/bitstreams/222e5706-594e-49b5-a8ab-0d5a0d7f1a2a/downloadd66aacd351781123efbdb0815cd0a8c8MD51CH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R_TERMO.pdfCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R_TERMO.pdfTermo de autorizaçãoapplication/pdf107432https://repositorio.uel.br/bitstreams/74fb2d25-8f1e-4c36-b0f0-4c67de6fdc67/downloadd7ab5e84a93a5bb6a30e8a118afdab1cMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8555https://repositorio.uel.br/bitstreams/8b4a180a-3777-4a18-b34f-f3fc98fd2bd3/downloadb0875caec81dd1122312ab77c11250f1MD53TEXTCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R.pdf.txtCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R.pdf.txtExtracted texttext/plain224983https://repositorio.uel.br/bitstreams/99579952-f1f8-4cff-826e-0a4c8482cb55/download06a96eddd4e1141e38b2a6ce4f3afd6cMD54CH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R_TERMO.pdf.txtCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R_TERMO.pdf.txtExtracted texttext/plain1820https://repositorio.uel.br/bitstreams/3d44b012-0cbf-4e48-b07b-642fafa59b4e/download0eec22a3073a7a53433c53d0ca47eaddMD56THUMBNAILCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R.pdf.jpgCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3747https://repositorio.uel.br/bitstreams/4a15dc9a-494c-45ce-806c-be5b03f32926/downloadb5b2e481632c2bf91ee4b762f1c2ef68MD55CH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R_TERMO.pdf.jpgCH_ANC_Me_2024_Morais_Lorena_R_TERMO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg5487https://repositorio.uel.br/bitstreams/c8163acb-0cd9-43ef-bd5b-1ecd20da034f/download34d034095f4c9520341869bcdf29c9fcMD57123456789/180842024-10-17 03:05:35.905open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/18084https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-10-17T06:05:35Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLiBEZWNsYXJvLCB0YW1iw6ltLCBxdWUgbWUgcmVzcG9uc2FiaWxpem8gcGVsbyBjb250ZcO6ZG8gZGEgb2JyYSBvYmpldG8gZGVzdGEgYXV0b3JpemHDp8Ojbywgc2VuZG8gZGUgbWluaGEgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBxdWFpc3F1ZXIgbWVkaWRhcyBqdWRpY2lhaXMgb3UgZXh0cmFqdWRpY2lhaXMgY29uY2VybmVudGVzIGFvIGNvbnRlw7pkby4K |
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Uma revisão sistemática de artigos experimentais acerca da variabilidade comportamental: definições, procedimentos e medidas Morais, Lorena Ribeiro de Ciências Humanas - Psicologia Variabilidade Operante Variabilidade Reforçada Variabilidade Induzida Variabilidade Eliciada Variabilidade Análise de comportamento Ciências Humanas - Psicologia Operant Variability Reinforced Variability Induced Variability Elicited Variability Variability |
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