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Avaliação de metais envolvidos na resistência à insulina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pedro, Eliel Marcio
Orientador(a): Yabe, Maria Josefa Santos [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/16340
Resumo: Resumo: A exposição por elementos químicos presentes no ambiente pode afetar a saúde humana de formas distintas Os metais contribuem para o surgimento de doenças autoimunes, inclusive o lúpus eritematoso sistêmico (LES), doença autoimune inflamatória crônica de origem multifatorial Estudos têm demonstrado que os oligoelementos, como o zinco e o cobre, podem ajudar a manter a função ideal do sistema imunológico e desempenham mecanismos fisiológicos e bioquímicos essenciais à vida, enquanto os metais tóxicos, como o chumbo, podem aumentar a autoimunidade sistêmica No entanto, o consumo ou a exposição elevada a determinados elementos pode desencadear eventos patológicos Nesse aspecto, o biomonitoramento humano tem sido utilizado para avaliar a exposição por produtos químicos ambientais O presente estudo teve como objetivo avaliar a relação entre a concentração sérica de lítio (Li), vanádio (V), cobre (Cu), cobalto (Co), zinco (Zn), molibdênio (Mo), cádmio (Cd), chumbo (Pb) e ferro (Fe) e o diagnóstico de LES, a atividade da doença medida pelo índice de atividade da doença de LES (SLEDAI) e a resistência à insulina (RI) Este estudo de caso-controle, transversal, incluiu 225 pacientes, 12 controles saudáveis e 15 pacientes com LES As amostras de soro diluídas 1:2 em HNO3 1% foram filtradas em membranas hidrofílicas ester de celulose ,22 µm e os metais Li, V, Co, Cu, Zn, Mo, Cd e Pb quantificados pelo método de espectrômetro de massas ICP-MS O Fe, a glicose e a creatinina foram mensurados por autoanalisador bioquímico A insulina foi quantificada por imunoensaio de micropartículas com quimioluminescência A proteína C reativa, os complementos séricos C3 e C4, por nefelometria Os anticorpos contra o DNA de dupla fita (anti-dsDNA) foram quantificados por ensaio imunoenzimático (ELISA) Foi utilizada a análise das componentes principais (ACP) e análise hierárquica de agrupamento (HCA) Odds ratio (OR), intervalo de confiança (IC) de 95% foram calculados; a significância estatística foi definida como p<,5 As componentes principais (CP) explicaram a variância dos dados em 24,1% para CP1, 16,3% para CP2 e 12,9% na CP3, formando os agrupamentos correspondentes nos dois grupos analisados (LES e controle), fato que indica que fatores intrínsecos afetam o perfil dos elementos químicos Concentrações séricas de V (p <,1), Zn (p<,1) e Pb (p<,1) foram menores e Mo (p<,1) e Li (p<,1) foram maiores em pacientes com LES O diagnóstico de LES foi associado com maior concentração de Li sérica (p<,1) e menor V (p<,1), Zn (p=,3) e Pb (p=,2) Metais tóxicos e oligoelementos não foram associados à atividade da doença Os níveis de Cd foram maiores em pacientes com RI (p=,42) Não houve associação significativa entre RI e os outros metais As análises de ACP e as análises estatísticas indicaram existir características distintas no comportamento de alguns metais entre os grupos LES e controle Os resultados indicam que os pacientes com LES têm diferentes perfis de oligoelementos e metais tóxicos em comparação com controles saudáveis Embora alguns metais e oligoelementos tóxicos tenham sido associados ao diagnóstico de LES, eles não tiveram efeito sobre a atividade da doença e a RI
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Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Exatas, Programa de Pós-Graduação em QuímicaAbstract: Exposure by chemical elements present in the environment can affect human health in different ways Metals contribute to arise of autoimmune diseases, including systemic lupus erythematosus (SLE), a chronic inflammatory autoimmune disease of multifactorial origin Studies have shown that trace elements, such as zinc and copper, can help maintain the optimal function of the immune system and perform essential physiological and biochemical mechanisms of life, while toxic metals such as lead may increase systemic autoimmunity However, consumption or exposure to certain elements can trigger pathological events In this regard, human biomonitoring has been used to assess the population exposure to environmental chemicals The current study aimed to assess the relationship between serum concentration of lithium (Li), vanadium (V), copper (Cu), Co (cobalt), zinc (Zn), molybdenum (Mo), cadmium (Cd), lead (Pb), iron (Fe) and SLE diagnosis, disease activity measured by SLE disease activity index (SLEDAI) and insulin resistance (IR) This case-control, cross-sectional study included 225 patients, 12 healthy controls and 15 SLE patients Patient serological samples diluted 1:2 in 1% nitric acid were filtered in 22 µm cellulose ester membrane and quantified to metals (Li, V, Cu, Co, Zn, Mo, Cd, Pb, Fe) by inductively coupled plasma mass spectrometry (ICP-MS) Fe, glucose, and creatinine measured by biochemical autoanalyzer Insulin quantified by immunoassay of microparticles with chemiluminescence C-reactive protein, serum complement C3 and C4 by nephelometry Antibodies to double-stranded DNA (anti-dsDNA) were quantified by enzyme-linked immunosorbent assay (ELISA) Principal component analysis (PCA) and hierarchical cluster analysis (HCA) were used Odds ratio (OR), 95% confidence interval (CI) were calculated, statistical significance was defined as p <5 The main components (CP) explained the data variance in 241% for CP1, 163% for CP2 and 129% in CP3, forming the corresponding groupings in the two analyzed groups (SLE and control), fact that indicates that intrinsic factors affect the profile of the chemical elements Serum concentrations of V (p <1), Zn (p <1), and Pb (p <1) were lower in patients with SLE and Mo (p <1) and Li (p <1) The diagnosis of SLE was associated with a higher concentration of serum L (p <1) and lower V (p <1), Zn (p = 3) and Pb (p = 2) Toxic metals and trace elements were not associated with disease activity Cd levels were higher in patients with IR (p = 42) There was no significant association between IR and the other metals The analysis of PCA and statistical analyzes indicated that there are distinct characteristics in the behavior of some metals between the SLE and control groups Results indicate that SLE patients have different profiles of trace elements and toxic metals compared to healthy controls While some toxic metals and trace elements were found to be associated with SLE diagnosis, they had no effect on disease activity and IRporQuímica ambientalMetaisToxicologiaDoenças autoimunesLúpus eritematoso sistêmicoEnvironmental chemistryMetalsLupus erythematosus, SystemicToxicologyAvaliação de metais envolvidos na resistência à insulina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmicoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoQuímicaCentro de Ciências ExatasPrograma de Pós-Graduação em Química-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess183498vtls000219036SIMvtls000219036http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00021903664.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002190367214.pdf123456789/5502 - 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