As multifaces de Anne Frank : um estudo sobre a formação e a transformação identitária representada nos quadrinhos
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Em 1939, iniciou-se a Segunda Grande Guerra Mundial e, com ela, o massacre dos judeus: o Holocausto. Anne Frank tinha somente doze anos quando, em busca de proteção, se refugiou em um esconderijo (Anexo Secreto), com mais sete pessoas. Lá, eles permaneceram até 1944, quando foram descobertos e capturados pelos nazistas. Anne e outros seis milhões de judeus não sobreviveram à barbárie antissemita. Refugiada, por dois anos no esconderijo, Anne anotou seu dia a dia em um diário, a melhor amiga que ela sempre desejou ter, Kitty. Objetivamos, nesta tese de doutorado, mostrar como as identidades de Anne Frank são formadas e transformadas em O diário de Anne Frank em quadrinhos (Folman; Polonsky, 2018). Partimos da tese de que as identidades da jovem judia se formam e transformam-se ao longo da narrativa, esboçando uma representação multifacetada. Inicialmente realizamos uma busca por trabalhos já feitos sobre o diário de Anne Frank (em prosa e em quadrinhos) e elaboramos uma concepção de representação (Borges, 2004; Hall, 2012; Rajagopalan, 20003; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Em seguida, contextualizamos sócio-historicamente o diário em quadrinhos quanto às duas Grandes Guerras Mundiais, com destaque ao Holocausto e ao antissemitismo (Carneiro, 2005; Coggiola, 2015; 2017; Rodrigues, 1988; Visentini, 2003). Depois, executamos uma pesquisa bibliográfica sobre gêneros discursivos (Bakhtin, 2016), diário (Lejeune, 1998), novela gráfica (Borges, 2020; García, 2012; Ramirez, 2012; Ramos, Figueira, 2014) e linguagem quadrinística (Acevedo, 1990; Cagnin, 1975/2014; Ramos, 2010). Analisamos fragmentos do diário em quadrinhos para mostrar como Anne Frank foi caracterizada por meio da linguagem quadrinística: legendas; balões; personagens, expressões faciais e gestuais; vinhetas; tempo e espaço (planos e ângulos de visão). Realizamos uma pesquisa bibliográfica sobre as identidades (Bauman, 2005; Hall, 2012; 2015; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Verificamos, a partir de análises de fragmentos do diário em quadrinhos, como se constituiu a formação e a transformação identitária de Anne na narrativa. Por fim, apontamos os princípios do feminismo (Alves, Pitanguy, 1985; Auad, 2003; Beauvoir, 1970/1980; Butler, 2019; Perrot, 2007), relacionando-os com a formação e a transformação identitária feminina de Anne. A análise interpretativista do diário em quadrinhos ocorreu por amostragem (36 fragmentos). Concluímos que a linguagem quadrinística contribuiu para a construção da narrativa, revelando as identidades de Anne sendo formadas e transformadas mediante influências diversas, por exemplo, o contexto sócio-histórico onde ela estava inserida e as marcações de diferenças existentes entre ela e outras personagens. Entre as identidades de Anne, evidenciou-se a feminina. A formação e transformação identitária dessa jovem mulher sobressai-se como sendo conflitante: ela estava em conflito entre o que era e o que esperavam que ela fosse. Isso reflete um duplo aprisionamento da protagonista, física e simbolicamente proporcionado pelo Anexo Secreto e por imposições simbólicas de padrões sociais. Todas as influências sobre a formação e transformação identitária de Anne resultaram na representação de identidades multifacetadas, quer dizer, as multifaces representadas de uma jovem mulher, judia, irmã, filha, perseguida pelos nazistas, diversamente aprisionada, porém sempre a questionar, lutar, resistir, sobreviver, a começar pelos registros no diário... |
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Refugiada, por dois anos no esconderijo, Anne anotou seu dia a dia em um diário, a melhor amiga que ela sempre desejou ter, Kitty. Objetivamos, nesta tese de doutorado, mostrar como as identidades de Anne Frank são formadas e transformadas em O diário de Anne Frank em quadrinhos (Folman; Polonsky, 2018). Partimos da tese de que as identidades da jovem judia se formam e transformam-se ao longo da narrativa, esboçando uma representação multifacetada. Inicialmente realizamos uma busca por trabalhos já feitos sobre o diário de Anne Frank (em prosa e em quadrinhos) e elaboramos uma concepção de representação (Borges, 2004; Hall, 2012; Rajagopalan, 20003; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Em seguida, contextualizamos sócio-historicamente o diário em quadrinhos quanto às duas Grandes Guerras Mundiais, com destaque ao Holocausto e ao antissemitismo (Carneiro, 2005; Coggiola, 2015; 2017; Rodrigues, 1988; Visentini, 2003). Depois, executamos uma pesquisa bibliográfica sobre gêneros discursivos (Bakhtin, 2016), diário (Lejeune, 1998), novela gráfica (Borges, 2020; García, 2012; Ramirez, 2012; Ramos, Figueira, 2014) e linguagem quadrinística (Acevedo, 1990; Cagnin, 1975/2014; Ramos, 2010). Analisamos fragmentos do diário em quadrinhos para mostrar como Anne Frank foi caracterizada por meio da linguagem quadrinística: legendas; balões; personagens, expressões faciais e gestuais; vinhetas; tempo e espaço (planos e ângulos de visão). Realizamos uma pesquisa bibliográfica sobre as identidades (Bauman, 2005; Hall, 2012; 2015; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Verificamos, a partir de análises de fragmentos do diário em quadrinhos, como se constituiu a formação e a transformação identitária de Anne na narrativa. 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Isso reflete um duplo aprisionamento da protagonista, física e simbolicamente proporcionado pelo Anexo Secreto e por imposições simbólicas de padrões sociais. Todas as influências sobre a formação e transformação identitária de Anne resultaram na representação de identidades multifacetadas, quer dizer, as multifaces representadas de uma jovem mulher, judia, irmã, filha, perseguida pelos nazistas, diversamente aprisionada, porém sempre a questionar, lutar, resistir, sobreviver, a começar pelos registros no diário...In 1939, the Second World War began and, with it, the massacre of the Jews: the Holocaust. Anne Frank was only twelve years old when seeking protection, she took refuge in a hiding place (Secret Annex), with seven other people. They remained there until 1944 when they were discovered and captured by the Nazis. Anne and six million other Jews did not survive the anti- Semitic barbarity. Anne was a refugee hiding for two years and wrote her daily life in a diary, the best friend she always wanted to have, Kitty. In this doctoral thesis, we aim to show how Anne Frank's identities are formed and transformed in Anne Frank: the graphic diary (Folman; Polonsky, 2018). We start from the theory that the identities of the young Jewish woman are formed and transformed throughout the narrative, outlining a multifaceted representation. Initially, we searched for works already done in Anne Frank's diary (in prose and comics) and developed a conception of representation. (Borges, 2004; Hall, 2012; Rajagopalan, 2003; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Next, we contextualize the comic book diary socio-historically about the two World Wars, with emphasis on the Holocaust and anti-Semitism. (Carneiro, 2005; Coggiola, 2015; 2017; Rodrigues, 1988; Visentini, 2003). Then, we carried out a bibliographical research on discursive genres (Bakhtin, 2016), diary (Lejeune, 1998), graphic novels (Borges, 2020; García, 2012; Ramirez, 2012; Ramos, Figueira, 2014) and language of comics (Acevedo, 1990; Cagnin, 1975/2014; Ramos, 2010). We analyzed fragments of the comic diary to show how it characterized Anne Frank through the language of comics: captions; speech balloons; characters, facial and gestural expressions; vignettes; time and space (plans and viewing angles). We carried out bibliographical research on identities (Hall, 2012; 2015; Bauman, 2005; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Based on analyses of fragments of the comic diary, we verified how they constituted Anne 's identity formation and transformation. Finally, we point out the principles of feminism (Alves, Pitanguy, 1985; Auad, 2003; Beauvoir, 1970/1980; Butler, 2019; Perrot, 2007), relating them to Anne's feminine identity formation and transformation. The interpretative analysis of the comic diary occurred through sampling (36 fragments). We conclude that the comic book language contributed to the construction of the narrative, revealing Anne's identities being formed and transformed through diverse influences, for example, the socio-historical context in which it inserted her and the markings of differences existing between her and other characters. Among Anne 's identities, the feminine one stood out. The formation and transformation of this young woman 's identity stands out as conflicting: she was in conflict between what she was and what they expected her to be. It reflects a double imprisonment of the protagonist, physically and symbolically provided by the Secret Annex and symbolic impositions of social standards. All the influences on Anne's identity formation and transformation resulted in the representation of multifaceted identities, that is, the multi faces representations of a young woman, Jewish, sister, daughter, persecuted by the Nazis, imprisoned in various ways, but at all times questioning, fighting, resisting, surviving, starting with the diary entries...porLingüística, Letras e Artes - LingüísticaLingüística, Letras e Artes - LingüísticaIdentitiesRepresentationAnti-SemitismWomenAnne Frank: the Graphic diaryIdentidadesRepresentaçãoAntissemitismoMulherO diário de Anne Frank em quadrinhosAs multifaces de Anne Frank : um estudo sobre a formação e a transformação identitária representada nos quadrinhosThe many faces of Anne Frank : a study on the formation and transformation of identity represented in comicsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCLCH - Departamento de Letras Vernáculas e ClássicasPrograma de Pós-Graduação em Estudos da LinguagemUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessDoutoradoCentro de Letras e Ciências HumanasORIGINALLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M.pdfLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M.pdfTexto completo id. 193505application/pdf9749306https://repositorio.uel.br/bitstreams/8eed8b8f-f133-4ec5-bd84-10a715ed2f58/download4e99c8d15886b343f4f4b8f12795afc6MD51LA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M_TERMO.pdfLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M_TERMO.pdfTermo de autorizaçãoapplication/pdf61485https://repositorio.uel.br/bitstreams/1f360346-5d4c-47b0-aac0-434e9643226e/download4d54c153c8c2ef41f6fe5c472a7b5a3aMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8555https://repositorio.uel.br/bitstreams/b812deba-62ea-42c4-8169-98b3b4c98cbd/downloadb0875caec81dd1122312ab77c11250f1MD53TEXTLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M.pdf.txtLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M.pdf.txtExtracted texttext/plain698380https://repositorio.uel.br/bitstreams/b4fed93c-e565-4db6-a769-403db3d88ae5/downloadc640c1acaea40f9516dd29e594dfbf6aMD54LA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M_TERMO.pdf.txtLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M_TERMO.pdf.txtExtracted texttext/plain1961https://repositorio.uel.br/bitstreams/e639507b-caaf-4d21-8b1a-7bfeca0fbe3e/downloadcff5b949cb41e183fa25c33a0d96853dMD56THUMBNAILLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M.pdf.jpgLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3583https://repositorio.uel.br/bitstreams/e976a8a0-339c-48f4-8a7d-618751123608/downloadf26ea7f84ad38a19e093688ec6f91fd3MD55LA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M_TERMO.pdf.jpgLA_ELI_Dr_2024_Jesus_Natalia_M_TERMO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg4863https://repositorio.uel.br/bitstreams/13128156-a73c-450c-8a0d-ecf8eb00589e/download494061c25c4bdf77c39c977a8896dac3MD57123456789/187772025-05-15 03:05:17.407open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/18777https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2025-05-15T06:05:17Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLiBEZWNsYXJvLCB0YW1iw6ltLCBxdWUgbWUgcmVzcG9uc2FiaWxpem8gcGVsbyBjb250ZcO6ZG8gZGEgb2JyYSBvYmpldG8gZGVzdGEgYXV0b3JpemHDp8Ojbywgc2VuZG8gZGUgbWluaGEgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBxdWFpc3F1ZXIgbWVkaWRhcyBqdWRpY2lhaXMgb3UgZXh0cmFqdWRpY2lhaXMgY29uY2VybmVudGVzIGFvIGNvbnRlw7pkby4K |
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Em 1939, iniciou-se a Segunda Grande Guerra Mundial e, com ela, o massacre dos judeus: o Holocausto. Anne Frank tinha somente doze anos quando, em busca de proteção, se refugiou em um esconderijo (Anexo Secreto), com mais sete pessoas. Lá, eles permaneceram até 1944, quando foram descobertos e capturados pelos nazistas. Anne e outros seis milhões de judeus não sobreviveram à barbárie antissemita. Refugiada, por dois anos no esconderijo, Anne anotou seu dia a dia em um diário, a melhor amiga que ela sempre desejou ter, Kitty. Objetivamos, nesta tese de doutorado, mostrar como as identidades de Anne Frank são formadas e transformadas em O diário de Anne Frank em quadrinhos (Folman; Polonsky, 2018). Partimos da tese de que as identidades da jovem judia se formam e transformam-se ao longo da narrativa, esboçando uma representação multifacetada. Inicialmente realizamos uma busca por trabalhos já feitos sobre o diário de Anne Frank (em prosa e em quadrinhos) e elaboramos uma concepção de representação (Borges, 2004; Hall, 2012; Rajagopalan, 20003; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Em seguida, contextualizamos sócio-historicamente o diário em quadrinhos quanto às duas Grandes Guerras Mundiais, com destaque ao Holocausto e ao antissemitismo (Carneiro, 2005; Coggiola, 2015; 2017; Rodrigues, 1988; Visentini, 2003). Depois, executamos uma pesquisa bibliográfica sobre gêneros discursivos (Bakhtin, 2016), diário (Lejeune, 1998), novela gráfica (Borges, 2020; García, 2012; Ramirez, 2012; Ramos, Figueira, 2014) e linguagem quadrinística (Acevedo, 1990; Cagnin, 1975/2014; Ramos, 2010). Analisamos fragmentos do diário em quadrinhos para mostrar como Anne Frank foi caracterizada por meio da linguagem quadrinística: legendas; balões; personagens, expressões faciais e gestuais; vinhetas; tempo e espaço (planos e ângulos de visão). Realizamos uma pesquisa bibliográfica sobre as identidades (Bauman, 2005; Hall, 2012; 2015; Silva, Tomaz 2012; Woodward, 2012). Verificamos, a partir de análises de fragmentos do diário em quadrinhos, como se constituiu a formação e a transformação identitária de Anne na narrativa. Por fim, apontamos os princípios do feminismo (Alves, Pitanguy, 1985; Auad, 2003; Beauvoir, 1970/1980; Butler, 2019; Perrot, 2007), relacionando-os com a formação e a transformação identitária feminina de Anne. A análise interpretativista do diário em quadrinhos ocorreu por amostragem (36 fragmentos). Concluímos que a linguagem quadrinística contribuiu para a construção da narrativa, revelando as identidades de Anne sendo formadas e transformadas mediante influências diversas, por exemplo, o contexto sócio-histórico onde ela estava inserida e as marcações de diferenças existentes entre ela e outras personagens. Entre as identidades de Anne, evidenciou-se a feminina. A formação e transformação identitária dessa jovem mulher sobressai-se como sendo conflitante: ela estava em conflito entre o que era e o que esperavam que ela fosse. Isso reflete um duplo aprisionamento da protagonista, física e simbolicamente proporcionado pelo Anexo Secreto e por imposições simbólicas de padrões sociais. Todas as influências sobre a formação e transformação identitária de Anne resultaram na representação de identidades multifacetadas, quer dizer, as multifaces representadas de uma jovem mulher, judia, irmã, filha, perseguida pelos nazistas, diversamente aprisionada, porém sempre a questionar, lutar, resistir, sobreviver, a começar pelos registros no diário... |
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