Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Malacrida, Gabriela Pires
Orientador(a): Filgueiras, Guilherme Bracarense
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18832
Resumo: A proposta de psicologia científica de Skinner advoga em função de explicações para o comportamento com base na análise de relações funcionais entre eventos ambientais e comportamentais. Ao considerar que o comportamento ocorre no ambiente, o autor afirma que esse ambiente em que o comportamento ocorre pode ser tanto físico como social. No que diz respeito à perspectiva social, a comunidade verbal adota o papel de organização de contingências sociais, sendo responsável pelo desenvolvimento de alguns comportamentos; o que também acontece para os repertórios autocentrados, relacionados ao conceito de Eu adotado por Skinner em sua teoria. As práticas da comunidade verbal corroboram para que os repertórios que dizem respeito à noção de Eu emerjam, cabendo questionar quais variáveis podem ser responsáveis, neste processo, pelo surgimento de diferentes noções de Eu. Assim, compreende-se como objetivo deste trabalho a investigação de possíveis relações entre as práticas de uma comunidade verbal e a construção de diferentes noc¸ões de “si mesmo”. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de natureza teórico-conceitual, nas seguintes etapas: A Etapa 1 compreendeu o rastreio dos termos “self” e “selves” em livros publicados ou republicados do autor na língua original, sendo extraídos e categorizados os trechos em que a palavra-chave estava presente. A Etapa 2 visou identificar as ocorrências dos termos “verbal Community”, “verbal environment” e o radical “communit-” nos mesmos materiais da Etapa 1, sendo os trechos extraídos nessa etapa; Nesta etapa, no caso de materiais em que houvesse ocorrência de 10 ou mais citações, foi realizada a análise integral do texto por meio de fichamento. Na Etapa 3, os trechos obtidos nas etapas anteriores foram confrontados com a noção relacional da literatura skinneriana, utilizando de termos relacionados à experiência dos sujeitos nas relações; Nos casos de correspondência, o excerto foi extraído e categorizado. Como resultados, entende-se que os repertórios comportamentais que dizem respeito a noção de Eu possuem natureza verbal e compreendem a capacidade do indivíduo de conhecer e manejar seu próprio comportamento, repertórios esses estabelecidos por meio de contingências sociais comuns (de uma perspectiva funcional) a diferentes indivíduos e que atendem a diferentes propósitos. Para que o aprendizado destes repertórios possa ocorrer, a comunidade verbal programa contingências, lançando mão de determinadas práticas e processos. Nessas condições estabelecidas pela comunidade emergem e são mantidos determinados repertórios comportamentais. No caso dos repertórios autocentrados, o desenvolvimento destes pode criar condições para que o sujeito tenha a capacidade de perceber as variáveis que afetam seu comportamento, identificando também respostas colaterais que favorecem ou dificultam a manutenção das relações com a comunidade verbal. Dessa forma, a capacidade de autopercepção de variáveis que afetam o comportamento, como sentimentos, emoções e de estados de privação e saciação se trata de um dos fatores que corrobora para a construção de diferentes noções de Eu. Além disso, o desenvolvimento da capacidade de autoidentificação com seu corpo e comportamento, que também pode ser nomeada como senso de si, fornece condições para o indivíduo compreender sua experiência nas relações estabelecidas com o ambiente.
id UEL_395ffced2ad7f280aa56f2a843a5d4ca
oai_identifier_str oai:repositorio.uel.br:123456789/18832
network_acronym_str UEL
network_name_str Repositório Institucional da UEL
repository_id_str
spelling Malacrida, Gabriela PiresMelo, Camila Muchon de02055556-f50b-459d-8299-56a7f8a6f69f-1Alves, Diego Zilio5a48e7e8-54fd-420e-aa01-d0b28e3fa75b-1bea91820-d927-4227-885a-f8f8904001e40851ea6c-1ffd-4f88-bb73-782abe042b4fFilgueiras, Guilherme BracarenseLondrina132 p.2025-05-27T13:31:17Z2025-05-27T13:31:17Z2025-02-26https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18832A proposta de psicologia científica de Skinner advoga em função de explicações para o comportamento com base na análise de relações funcionais entre eventos ambientais e comportamentais. Ao considerar que o comportamento ocorre no ambiente, o autor afirma que esse ambiente em que o comportamento ocorre pode ser tanto físico como social. No que diz respeito à perspectiva social, a comunidade verbal adota o papel de organização de contingências sociais, sendo responsável pelo desenvolvimento de alguns comportamentos; o que também acontece para os repertórios autocentrados, relacionados ao conceito de Eu adotado por Skinner em sua teoria. As práticas da comunidade verbal corroboram para que os repertórios que dizem respeito à noção de Eu emerjam, cabendo questionar quais variáveis podem ser responsáveis, neste processo, pelo surgimento de diferentes noções de Eu. Assim, compreende-se como objetivo deste trabalho a investigação de possíveis relações entre as práticas de uma comunidade verbal e a construção de diferentes noc¸ões de “si mesmo”. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de natureza teórico-conceitual, nas seguintes etapas: A Etapa 1 compreendeu o rastreio dos termos “self” e “selves” em livros publicados ou republicados do autor na língua original, sendo extraídos e categorizados os trechos em que a palavra-chave estava presente. A Etapa 2 visou identificar as ocorrências dos termos “verbal Community”, “verbal environment” e o radical “communit-” nos mesmos materiais da Etapa 1, sendo os trechos extraídos nessa etapa; Nesta etapa, no caso de materiais em que houvesse ocorrência de 10 ou mais citações, foi realizada a análise integral do texto por meio de fichamento. Na Etapa 3, os trechos obtidos nas etapas anteriores foram confrontados com a noção relacional da literatura skinneriana, utilizando de termos relacionados à experiência dos sujeitos nas relações; Nos casos de correspondência, o excerto foi extraído e categorizado. Como resultados, entende-se que os repertórios comportamentais que dizem respeito a noção de Eu possuem natureza verbal e compreendem a capacidade do indivíduo de conhecer e manejar seu próprio comportamento, repertórios esses estabelecidos por meio de contingências sociais comuns (de uma perspectiva funcional) a diferentes indivíduos e que atendem a diferentes propósitos. Para que o aprendizado destes repertórios possa ocorrer, a comunidade verbal programa contingências, lançando mão de determinadas práticas e processos. Nessas condições estabelecidas pela comunidade emergem e são mantidos determinados repertórios comportamentais. No caso dos repertórios autocentrados, o desenvolvimento destes pode criar condições para que o sujeito tenha a capacidade de perceber as variáveis que afetam seu comportamento, identificando também respostas colaterais que favorecem ou dificultam a manutenção das relações com a comunidade verbal. Dessa forma, a capacidade de autopercepção de variáveis que afetam o comportamento, como sentimentos, emoções e de estados de privação e saciação se trata de um dos fatores que corrobora para a construção de diferentes noções de Eu. Além disso, o desenvolvimento da capacidade de autoidentificação com seu corpo e comportamento, que também pode ser nomeada como senso de si, fornece condições para o indivíduo compreender sua experiência nas relações estabelecidas com o ambiente.Skinner's theory of scientific psychology proposes to explain behavior based on the analysis of functional relationships between environmental and behavioral events. Considering that behavior occurs in an environment, the author states that this environment in which the behavior occurs can be either physical or social. With regard the social perspective, the verbal community adopts the role of organizing social contingencies, being responsible for the development of certain behaviors; which also happens for self-centered repertoires, related to the concept of Self adopted by Skinner in his theory. The practices of the verbal community corroborate the emergence of repertoires that concern the notion of Self, and it is worth questioning which variables may be responsible, in this process, for the emergence of different notions of Self. Thus, the objective of this work is understood to be the investigation of possible relationships between the practices of a verbal community and the construction of different notions of “myself”. To this end, a theoretical-conceptual research was carried out, in the following stages: Stage 1 involved tracking the terms “self” and “selves” in published or republished author’s book in original language, extracting and categorizing the excerpts in which the keyword was present. Stage 2 aimed to identify and extract citations in which the terms “verbal Community”, “verbal environment” and the root “communit-” occurrence, in the same materials as Stage 1; At this stage, in the case of materials in which there were 10 or more citations, a full analysis of the text was carried out by means of indexing. the excerpts obtained in the previous stages were compared with the relational notion of Skinnerian literature, using terms related to the subjects' experience in relationships; In cases of correspondence, the excerpt was extracted and categorized. As results, it’s understood that the behavioral repertoires that concern the notion of Self have a verbal nature and comprise the individual's capacity to know and manage their own behavior, repertoires that are established through social contingencies common (from a functional perspective) to different individuals and that serve different purposes. In order for these repertoires to be learned, the verbal community programs contingencies, using certain practices and processes. Under these conditions established by the community, certain behavioral repertoires emerge and are maintained. In the case of self-centered repertoires, their development can create conditions for the subject to have the ability to perceive the variables that affect their behavior, also identifying collateral responses that favor or hinder the maintenance of relationships with the verbal community. Thus, the capacity for self-perception of variables that affect behavior, as feelings, emotions and states of deprivation and satiation is one of the factors that contributes to the construction of different notions of Self. Furthermore, the development of the capacity for self-identification with our own body and behavior, which can also be called a sense of self, provides conditions for the individual to understand their experience in the relationships established with the environment.porCiências Humanas - PsicologiaCiências Humanas - PsicologiaConcept of SelfVerbal communitySense of selfRadical behaviorismBehavior analysisPsychologyRadical behaviorism (Psychology)Noção de EuComunidade verbalSenso de siBehaviorismo radicalAnálise do comportamentoSenso de si – PsicologiaBehaviorismo radical (Psicologia)Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.A radical behaviorist discussion about “Sense of Self”.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCCB - Departamento de Psicologia Geral e Análise do ComportamentoPrograma de Pós-Graduação em Análise do ComportamentoUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Ciências BiológicasORIGINALCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P.pdfCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P.pdfTexto Completo. Id. 193651application/pdf1273263https://repositorio.uel.br/bitstreams/afb3c08d-69c6-4f66-a8bb-e252f718e9b6/download10fd4d703943fb79c2ddd5c491d7d2b7MD51CH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P_Termo.pdfCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P_Termo.pdfTermo de Autorização.application/pdf156005https://repositorio.uel.br/bitstreams/68c70a4a-6692-47a7-bbb8-686789ad6b22/download12a132df761a1e3a5b2d7008ea877214MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8555https://repositorio.uel.br/bitstreams/bd160abe-3af1-4c85-9636-82c8f038f8a7/downloadb0875caec81dd1122312ab77c11250f1MD53TEXTCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P.pdf.txtCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P.pdf.txtExtracted texttext/plain383961https://repositorio.uel.br/bitstreams/7f2f2ddd-dc09-4f44-9937-1bc88570b64a/downloadcd6cc7befdba418aa099f9a591179e2aMD54CH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P_Termo.pdf.txtCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P_Termo.pdf.txtExtracted texttext/plain1778https://repositorio.uel.br/bitstreams/2d783878-a396-4c65-b473-3554f8f32372/downloadd733eb17117c6b6905ee051d5f51b3e9MD56THUMBNAILCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P.pdf.jpgCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3578https://repositorio.uel.br/bitstreams/f3ea9a45-b928-42fe-bf81-3bf1beae0039/downloadef2ea9b2bc059e6e759d77d8ec58e10bMD55CH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P_Termo.pdf.jpgCH_ANC_Me_2025_Malacrida_Gabriela_P_Termo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg5056https://repositorio.uel.br/bitstreams/b9c2b312-6bb6-4030-a671-eda53a1031ff/downloadd93c4e414a6c5d68445a53406fcef6e4MD57123456789/188322025-08-13 11:55:46.909open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/18832https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2025-08-13T14:55:46Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLiBEZWNsYXJvLCB0YW1iw6ltLCBxdWUgbWUgcmVzcG9uc2FiaWxpem8gcGVsbyBjb250ZcO6ZG8gZGEgb2JyYSBvYmpldG8gZGVzdGEgYXV0b3JpemHDp8Ojbywgc2VuZG8gZGUgbWluaGEgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBxdWFpc3F1ZXIgbWVkaWRhcyBqdWRpY2lhaXMgb3UgZXh0cmFqdWRpY2lhaXMgY29uY2VybmVudGVzIGFvIGNvbnRlw7pkby4K
dc.title.none.fl_str_mv Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
dc.title.alternative.none.fl_str_mv A radical behaviorist discussion about “Sense of Self”.
title Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
spellingShingle Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
Malacrida, Gabriela Pires
Ciências Humanas - Psicologia
Noção de Eu
Comunidade verbal
Senso de si
Behaviorismo radical
Análise do comportamento
Senso de si – Psicologia
Behaviorismo radical (Psicologia)
Ciências Humanas - Psicologia
Concept of Self
Verbal community
Sense of self
Radical behaviorism
Behavior analysis
Psychology
Radical behaviorism (Psychology)
title_short Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
title_full Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
title_fullStr Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
title_full_unstemmed Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
title_sort Uma discussão comportamentalista radical acerca da construção do “senso de si”.
author Malacrida, Gabriela Pires
author_facet Malacrida, Gabriela Pires
author_role author
dc.contributor.banca.none.fl_str_mv Melo, Camila Muchon de
Alves, Diego Zilio
dc.contributor.author.fl_str_mv Malacrida, Gabriela Pires
dc.contributor.authorID.fl_str_mv bea91820-d927-4227-885a-f8f8904001e4
dc.contributor.advisor1ID.fl_str_mv 0851ea6c-1ffd-4f88-bb73-782abe042b4f
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Filgueiras, Guilherme Bracarense
contributor_str_mv Filgueiras, Guilherme Bracarense
dc.subject.cnpq.fl_str_mv Ciências Humanas - Psicologia
topic Ciências Humanas - Psicologia
Noção de Eu
Comunidade verbal
Senso de si
Behaviorismo radical
Análise do comportamento
Senso de si – Psicologia
Behaviorismo radical (Psicologia)
Ciências Humanas - Psicologia
Concept of Self
Verbal community
Sense of self
Radical behaviorism
Behavior analysis
Psychology
Radical behaviorism (Psychology)
dc.subject.por.fl_str_mv Noção de Eu
Comunidade verbal
Senso de si
Behaviorismo radical
Análise do comportamento
Senso de si – Psicologia
Behaviorismo radical (Psicologia)
dc.subject.capes.none.fl_str_mv Ciências Humanas - Psicologia
dc.subject.keywords.none.fl_str_mv Concept of Self
Verbal community
Sense of self
Radical behaviorism
Behavior analysis
Psychology
Radical behaviorism (Psychology)
description A proposta de psicologia científica de Skinner advoga em função de explicações para o comportamento com base na análise de relações funcionais entre eventos ambientais e comportamentais. Ao considerar que o comportamento ocorre no ambiente, o autor afirma que esse ambiente em que o comportamento ocorre pode ser tanto físico como social. No que diz respeito à perspectiva social, a comunidade verbal adota o papel de organização de contingências sociais, sendo responsável pelo desenvolvimento de alguns comportamentos; o que também acontece para os repertórios autocentrados, relacionados ao conceito de Eu adotado por Skinner em sua teoria. As práticas da comunidade verbal corroboram para que os repertórios que dizem respeito à noção de Eu emerjam, cabendo questionar quais variáveis podem ser responsáveis, neste processo, pelo surgimento de diferentes noções de Eu. Assim, compreende-se como objetivo deste trabalho a investigação de possíveis relações entre as práticas de uma comunidade verbal e a construção de diferentes noc¸ões de “si mesmo”. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de natureza teórico-conceitual, nas seguintes etapas: A Etapa 1 compreendeu o rastreio dos termos “self” e “selves” em livros publicados ou republicados do autor na língua original, sendo extraídos e categorizados os trechos em que a palavra-chave estava presente. A Etapa 2 visou identificar as ocorrências dos termos “verbal Community”, “verbal environment” e o radical “communit-” nos mesmos materiais da Etapa 1, sendo os trechos extraídos nessa etapa; Nesta etapa, no caso de materiais em que houvesse ocorrência de 10 ou mais citações, foi realizada a análise integral do texto por meio de fichamento. Na Etapa 3, os trechos obtidos nas etapas anteriores foram confrontados com a noção relacional da literatura skinneriana, utilizando de termos relacionados à experiência dos sujeitos nas relações; Nos casos de correspondência, o excerto foi extraído e categorizado. Como resultados, entende-se que os repertórios comportamentais que dizem respeito a noção de Eu possuem natureza verbal e compreendem a capacidade do indivíduo de conhecer e manejar seu próprio comportamento, repertórios esses estabelecidos por meio de contingências sociais comuns (de uma perspectiva funcional) a diferentes indivíduos e que atendem a diferentes propósitos. Para que o aprendizado destes repertórios possa ocorrer, a comunidade verbal programa contingências, lançando mão de determinadas práticas e processos. Nessas condições estabelecidas pela comunidade emergem e são mantidos determinados repertórios comportamentais. No caso dos repertórios autocentrados, o desenvolvimento destes pode criar condições para que o sujeito tenha a capacidade de perceber as variáveis que afetam seu comportamento, identificando também respostas colaterais que favorecem ou dificultam a manutenção das relações com a comunidade verbal. Dessa forma, a capacidade de autopercepção de variáveis que afetam o comportamento, como sentimentos, emoções e de estados de privação e saciação se trata de um dos fatores que corrobora para a construção de diferentes noções de Eu. Além disso, o desenvolvimento da capacidade de autoidentificação com seu corpo e comportamento, que também pode ser nomeada como senso de si, fornece condições para o indivíduo compreender sua experiência nas relações estabelecidas com o ambiente.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-05-27T13:31:17Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-05-27T13:31:17Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025-02-26
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18832
url https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18832
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.confidence.fl_str_mv -1
-1
dc.relation.departament.none.fl_str_mv CCB - Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento
dc.relation.ppgname.none.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Análise do Comportamento
dc.relation.institutionname.none.fl_str_mv Universidade Estadual de Londrina - UEL
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.coverage.spatial.none.fl_str_mv Londrina
dc.coverage.extent.none.fl_str_mv 132 p.
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UEL
instname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)
instacron:UEL
instname_str Universidade Estadual de Londrina (UEL)
instacron_str UEL
institution UEL
reponame_str Repositório Institucional da UEL
collection Repositório Institucional da UEL
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.uel.br/bitstreams/afb3c08d-69c6-4f66-a8bb-e252f718e9b6/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/68c70a4a-6692-47a7-bbb8-686789ad6b22/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/bd160abe-3af1-4c85-9636-82c8f038f8a7/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/7f2f2ddd-dc09-4f44-9937-1bc88570b64a/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/2d783878-a396-4c65-b473-3554f8f32372/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/f3ea9a45-b928-42fe-bf81-3bf1beae0039/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/b9c2b312-6bb6-4030-a671-eda53a1031ff/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 10fd4d703943fb79c2ddd5c491d7d2b7
12a132df761a1e3a5b2d7008ea877214
b0875caec81dd1122312ab77c11250f1
cd6cc7befdba418aa099f9a591179e2a
d733eb17117c6b6905ee051d5f51b3e9
ef2ea9b2bc059e6e759d77d8ec58e10b
d93c4e414a6c5d68445a53406fcef6e4
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)
repository.mail.fl_str_mv bcuel@uel.br||
_version_ 1862739660276498432