Caracterização de e. coli isoladas da microbiota intestinal de vegetarianos, veganos e onívoros e de infecções comunitárias do trato urinário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Tizura, Ariane Tiemy
Orientador(a): Vespero, Eliana Carolina [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/10135
Resumo: Resumo: Escherichia coli coloniza a microbiota intestinal sem causar danos ao hospedeiro, o que pode estar relacionado a diferentes hábitos alimentares Entretanto, alguns tipos patogênicos, como ExPEC são capazes de gerar infecções, sendo o trato urinário (ITU) o principal sítio, podendo apresentar diferentes fatores de virulência e mecanismos de resistência O objetivo do estudo foi analisar os hábitos alimentares e de vida dos participantes e E coli de onívoros, vegetarianos e veganos e analisar os dados epidemiológicos e sociodemográficos de pacientes da comunidade com infecção do trato urinário por E coli Este estudo incluiu 6 isolados de E coli de amostras fecais de onívoros, e 58 de vegetarianos/ veganos (41 vegetarianos e 17 veganos) e 2281 isolados de urina de paciente da comunidade com ITU Os genes dos fatores de virulência (VFs), ilhas de patogenicidade (PAIs), ß-Lactamase de Espectro Estendido (ESBL) do tipo cefotaximase (CTX-M) e classificação filogenética (A, B1, B2, C, D, E e F) das 118 amostras de onívoros, vegetarianos e veganos, foram pesquisados por reações em cadeia da polimerase (PCR) As amostras de urina, foram analisadas quanto aos perfis de sensibilidade dos isolados de E coli e sociodemográficos Ambos os grupos de onívoros e vegetarianos/ veganos mostraram uma alta taxa de resistência à ampicilina, amoxicilina-ácido clavulânico e ácido nalidíxico e alguns foram ainda positivos para o teste ESBL (12% dos vegetarianos / veganos e 5% dos onívoros) Os genes de virulência mais predominantes entre os onívoros foram fimH (7%); iutA (32%); fyuA (32%) e traT (32%), enquanto entre vegetarianos / veganos, os genes de virulência mais predominantes foram traT (62%), kpsMT k1 (28%) e iutA (22%) A maioria dos onívoros (55%) foi positiva para PAI I536, enquanto a maioria dos vegetarianos / veganos (59%) foi positiva para PAI IV536 O grupo filogenético A, que caracteriza os isolados comensais não patogênicos que sobrevivem no sistema intestinal, foi o mais prevalente em ambos os grupos Já as ITU ocorrem em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, entretanto sua incidência foi maior em mulheres (91,9%) e aumentou com a faixa etária, sendo a média de idade entre os pacientes com amostras positivas para ESBL de 64 anos A ocorrência de microrganismos resistentes inclusive comensais e o consequente agravo no desenvolvimento das infecções se deve principalmente ao aumento da exposição ao uso de antibióticos, uma vez que as enterobactérias produtoras de ESBL são frequentemente resistentes à maioria dos antibióticos orais utilizados no tratamento das ITU Por isso, é necessário conhecer o perfil dos principais microrganismos e da população local, visando melhorar as diretrizes e criar medidas rigorosas no controle de antimicrobianos, a fim de uma utilização adequada desses medicamentos, como forma de conter e prevenir a disseminação dos mecanismos de resistência e as infecções causadas por esses microrganismos
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spelling Tizura, Ariane TiemyPerugini, Marcia Regina Echescf87589e-e3f5-41b8-a1d2-7806a020bb9e-1Kobayashi, Renata Katsuko Takayamaf3694fce-6ffc-4ea7-afc2-d2c30c72cc8c-1430eef1f-b396-4647-94c6-ccaa964d723206f27122-9eed-4334-a138-c202554114caVespero, Eliana Carolina [Orientador]Londrina2024-05-01T12:14:43Z2024-05-01T12:14:43Z2021.0016.07.2021https://repositorio.uel.br/handle/123456789/10135Resumo: Escherichia coli coloniza a microbiota intestinal sem causar danos ao hospedeiro, o que pode estar relacionado a diferentes hábitos alimentares Entretanto, alguns tipos patogênicos, como ExPEC são capazes de gerar infecções, sendo o trato urinário (ITU) o principal sítio, podendo apresentar diferentes fatores de virulência e mecanismos de resistência O objetivo do estudo foi analisar os hábitos alimentares e de vida dos participantes e E coli de onívoros, vegetarianos e veganos e analisar os dados epidemiológicos e sociodemográficos de pacientes da comunidade com infecção do trato urinário por E coli Este estudo incluiu 6 isolados de E coli de amostras fecais de onívoros, e 58 de vegetarianos/ veganos (41 vegetarianos e 17 veganos) e 2281 isolados de urina de paciente da comunidade com ITU Os genes dos fatores de virulência (VFs), ilhas de patogenicidade (PAIs), ß-Lactamase de Espectro Estendido (ESBL) do tipo cefotaximase (CTX-M) e classificação filogenética (A, B1, B2, C, D, E e F) das 118 amostras de onívoros, vegetarianos e veganos, foram pesquisados por reações em cadeia da polimerase (PCR) As amostras de urina, foram analisadas quanto aos perfis de sensibilidade dos isolados de E coli e sociodemográficos Ambos os grupos de onívoros e vegetarianos/ veganos mostraram uma alta taxa de resistência à ampicilina, amoxicilina-ácido clavulânico e ácido nalidíxico e alguns foram ainda positivos para o teste ESBL (12% dos vegetarianos / veganos e 5% dos onívoros) Os genes de virulência mais predominantes entre os onívoros foram fimH (7%); iutA (32%); fyuA (32%) e traT (32%), enquanto entre vegetarianos / veganos, os genes de virulência mais predominantes foram traT (62%), kpsMT k1 (28%) e iutA (22%) A maioria dos onívoros (55%) foi positiva para PAI I536, enquanto a maioria dos vegetarianos / veganos (59%) foi positiva para PAI IV536 O grupo filogenético A, que caracteriza os isolados comensais não patogênicos que sobrevivem no sistema intestinal, foi o mais prevalente em ambos os grupos Já as ITU ocorrem em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, entretanto sua incidência foi maior em mulheres (91,9%) e aumentou com a faixa etária, sendo a média de idade entre os pacientes com amostras positivas para ESBL de 64 anos A ocorrência de microrganismos resistentes inclusive comensais e o consequente agravo no desenvolvimento das infecções se deve principalmente ao aumento da exposição ao uso de antibióticos, uma vez que as enterobactérias produtoras de ESBL são frequentemente resistentes à maioria dos antibióticos orais utilizados no tratamento das ITU Por isso, é necessário conhecer o perfil dos principais microrganismos e da população local, visando melhorar as diretrizes e criar medidas rigorosas no controle de antimicrobianos, a fim de uma utilização adequada desses medicamentos, como forma de conter e prevenir a disseminação dos mecanismos de resistência e as infecções causadas por esses microrganismosDissertação (Mestrado em Fisiopatologia Clínica e Laboratorial) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e LaboratorialAbstract: Escherichia coli colonizes the gut microbiota without causing damage to the host, which may be related to different eating habits However, some pathogenic types, such as ExPEC are capable of generating diseases, such as urinary tract infections being the main among them These strains may have different virulence factors and resistance mechanisms The objective of the study is to analyze the lifestyle and food habits and the resistance and virulence factors in fecal samples of E coli from omnivorous, vegetarians and vegans and to analyze the epidemiological and sociodemographic data of patients in the community with urinary tract infection This study included 6 E coli isolates from the fecal sample of omnivorous, 58 from vegetarians / vegans (41 vegetarians and 17 vegans) and 2281 urine isolates from community patients with UTI With the 118 samples of omnivorous, vegetarians and vegans, polymerase chain reactions (PCR) were performed for virulence factors (VFs), pathogenicity islands (PAIs), Extended Spectrum ß-Lactamase (ESBL) of the cefotaximal type ( CTX-M) and phylogenetic classification (A, B1, B2, C, D, E and F) With the urine samples, analyzes of the susceptibility profile of the isolates and sociodemographic of the patients were realized Both groups of omnivorousand vegetarians/ vegans had a high rate of resistance to ampicillin, amoxicillin-clavulanic acid and nalidixic acid and some of them were still positive for the ESBL test (12% of vegetarians / vegans and 5% of omnivorous) The most prevalent virulence genes among omnivorouswere fimH (7%); iutA (32%); fyuA (32%) and traT (32%), while among vegetarians / vegans, the most prevalent virulence genes were traT (62%), kpsMT k1 (28%) and iutA (22%) The majority of omnivorous(55%) were positive for PAI I536, while the majority of vegetarians / vegans (59%) were positive for PAI IV536 Phylogenetic group A, a non-pathogenic commensal strain that survives in the intestinal system, was the most prevalent in both groups UTIs occur in both genders and in all age groups, however their incidence was higher in women (919%) and increased with age, with an average age among patients with ESBL positive samples of 64 years old The occurrence of resistant microorganisms including commensals and the consequent aggravation in the development of infections is mainly due to the increased exposure to the use of antibiotics, since ESBL-producing Enterobacteria are often resistant to most oral antibiotics used in the treatment of UTIs Therefore, it is necessary to know the profile of the main microorganisms and the local population, in order to improve the guidelines and create rigorous measures in order to properly use these drugs as a way to contain and prevent the spread of resistance mechanisms and the infections caused by these microorganismsporEscherichia coliInfecções do trato urinárioFatores de virulênciaMicrobiota intestinalInfecçãoEscherichia coliUrinary tract infectionsVirulence factorsIntestinal microbiota - InfectionCaracterização de e. coli isoladas da microbiota intestinal de vegetarianos, veganos e onívoros e de infecções comunitárias do trato urinárioinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoFisiopatologia Clínica e LaboratorialCentro de Ciências da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Laboratorial-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess29523vtls000234070NÃOvtls000234070http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000237062.00NÃOhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002340708202.pdf123456789/8802 - Mestrado - Fisiopatologia Clínica e LaboratorialORIGINAL8202.pdfapplication/pdf724042https://repositorio.uel.br/bitstreams/bf5f7aeb-30d9-4bb4-9c79-ea2526f7440e/download76b4a18292fc3fb28887281ac2153872MD51LICENCElicence.txttext/plain263https://repositorio.uel.br/bitstreams/45d26d29-89a9-4d5c-bc0d-964ff3b4883e/download753f376dfdbc064b559839be95ac5523MD52TEXT8202.pdf.txt8202.pdf.txtExtracted texttext/plain156678https://repositorio.uel.br/bitstreams/67ed0572-bf1c-490f-b6b1-1b82ae997005/download871c9df659c44d02990e152ede3aff6bMD53THUMBNAIL8202.pdf.jpg8202.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3876https://repositorio.uel.br/bitstreams/2a343cdc-8b80-48a1-8834-2d34422a8eb3/download980cf1015fd42c9786c1a35b1c95d5ffMD54123456789/101352024-07-12 01:20:19.434open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/10135https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:20:19Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false
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description Resumo: Escherichia coli coloniza a microbiota intestinal sem causar danos ao hospedeiro, o que pode estar relacionado a diferentes hábitos alimentares Entretanto, alguns tipos patogênicos, como ExPEC são capazes de gerar infecções, sendo o trato urinário (ITU) o principal sítio, podendo apresentar diferentes fatores de virulência e mecanismos de resistência O objetivo do estudo foi analisar os hábitos alimentares e de vida dos participantes e E coli de onívoros, vegetarianos e veganos e analisar os dados epidemiológicos e sociodemográficos de pacientes da comunidade com infecção do trato urinário por E coli Este estudo incluiu 6 isolados de E coli de amostras fecais de onívoros, e 58 de vegetarianos/ veganos (41 vegetarianos e 17 veganos) e 2281 isolados de urina de paciente da comunidade com ITU Os genes dos fatores de virulência (VFs), ilhas de patogenicidade (PAIs), ß-Lactamase de Espectro Estendido (ESBL) do tipo cefotaximase (CTX-M) e classificação filogenética (A, B1, B2, C, D, E e F) das 118 amostras de onívoros, vegetarianos e veganos, foram pesquisados por reações em cadeia da polimerase (PCR) As amostras de urina, foram analisadas quanto aos perfis de sensibilidade dos isolados de E coli e sociodemográficos Ambos os grupos de onívoros e vegetarianos/ veganos mostraram uma alta taxa de resistência à ampicilina, amoxicilina-ácido clavulânico e ácido nalidíxico e alguns foram ainda positivos para o teste ESBL (12% dos vegetarianos / veganos e 5% dos onívoros) Os genes de virulência mais predominantes entre os onívoros foram fimH (7%); iutA (32%); fyuA (32%) e traT (32%), enquanto entre vegetarianos / veganos, os genes de virulência mais predominantes foram traT (62%), kpsMT k1 (28%) e iutA (22%) A maioria dos onívoros (55%) foi positiva para PAI I536, enquanto a maioria dos vegetarianos / veganos (59%) foi positiva para PAI IV536 O grupo filogenético A, que caracteriza os isolados comensais não patogênicos que sobrevivem no sistema intestinal, foi o mais prevalente em ambos os grupos Já as ITU ocorrem em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, entretanto sua incidência foi maior em mulheres (91,9%) e aumentou com a faixa etária, sendo a média de idade entre os pacientes com amostras positivas para ESBL de 64 anos A ocorrência de microrganismos resistentes inclusive comensais e o consequente agravo no desenvolvimento das infecções se deve principalmente ao aumento da exposição ao uso de antibióticos, uma vez que as enterobactérias produtoras de ESBL são frequentemente resistentes à maioria dos antibióticos orais utilizados no tratamento das ITU Por isso, é necessário conhecer o perfil dos principais microrganismos e da população local, visando melhorar as diretrizes e criar medidas rigorosas no controle de antimicrobianos, a fim de uma utilização adequada desses medicamentos, como forma de conter e prevenir a disseminação dos mecanismos de resistência e as infecções causadas por esses microrganismos
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