Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa
| Ano de defesa: | 2021 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Londrina
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/283 |
Resumo: | Resumo: Os crustáceos dulcícolas do gênero Aegla são endêmicos do sul da América do Sul. A grande maioria das espécies está restrita a cursos d’água de baixa ordem, sendo altamente suscetíveis às alterações ambientais. No sul do Brasil, o estado do Paraná é a região menos estudada, mas demonstra grande potencial para abrigar uma elevada diversidade de Aegla. Na bacia do rio Tibagi, por exemplo, quatro espécies foram registradas até agora (Aegla castro, A. schmitti, A. lata e A. jacutinga). A necessidade de inventários e estudos taxonômicos sobre este gênero, como uma medida de conservação da biodiversidade, é evidente. No entanto, a morfologia do grupo é conservadora e caracterizações moleculares têm sido utilizadas para a realização de interpretações seguras da diversidade, incluindo a detecção de espécies crípticas. Diante disso, o presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de contribuir com o conhecimento da riqueza, distribuição geográfica e taxonomia do gênero Aegla. Os resultados deste trabalho foram organizados em três capítulos. No primeiro discorremos sobre a diversidade críptica de Aegla no estado do Paraná, apresentando as descrições de três novas espécies coletadas na bacia do rio Tibagi. De acordo com os critérios da IUCN, uma das novas espécies pode ser classificada como “Em perigo” e as outras duas como “Vulneráveis”. O segundo capítulo é dedicado a atualizar a distribuição geográfica dos eglídeos da bacia do rio Tibagi. Foram analisados espécimes depositados na Coleção de Crustáceos do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina. Novos registros de ocorrência foram obtidos para A. castro (10), A. lata (5) e A. jacutinga (10). Análises morfológicas e moleculares permitiram identificar duas novas espécies para a região do Médio Tibagi. As novas espécies têm distribuição limitada e são categorizadas como “Em perigo” de acordo com os critérios da IUCN. Além disso, uma chave de identificação para as espécies de Aegla da bacia do rio Tibagi é fornecida. No terceiro capítulo avaliamos a eficácia da região barcode do gene COI na discriminação de espécies de Aegla, baseado na diferença dos valores de divergência intra e interespecíficas. Das 74 espécies analisadas, 68 (92%) foram corretamente identificadas por suas sequências, confirmando a eficácia da região barcode do COI na identificação de espécies de Aegla. Além disso, a aplicação do limiar de distância genética de 2% revelou possíveis táxons crípticos e linhagens geneticamente divergentes em 22 espécies investigadas. Espera-se que os dados fornecidos por nossa pesquisa contribuam para revelar a real diversidade e padrões de distribuição dos eglídeos. Em suma, nossos resultados enfatizam a importância da bacia do rio Tibagi para a conservação dos eglídeos e reforçam o alto potencial de descoberta de espécies novas no estado do Paraná. |
| id |
UEL_4b237481d6a1c17c90cda07755ca23b9 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.uel.br:123456789/283 |
| network_acronym_str |
UEL |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UEL |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Marçal, Ingrid CostaBueno, Sérgio Luiz de Siqueirae3fe5115-1d64-4893-a4c7-ddb6957f5f6b-1Mantelatto, Fernando Luiz Medina9d572814-5e16-4a9a-a70d-1b554e927d48-1Zara, Fernando José1d3011c8-2aca-4ae1-874b-4b5c467375bf-1Castilho, Antônio Leãoeecb68a9-160a-4355-b41c-f62cc650b4f0-1Souza-Shibatta, Lenice9cdd95be-96e0-439b-b484-eb803ca4732a-199677023-4c55-4455-ad75-da32d45202c3c764c28a-20e1-4752-a859-1def788e4bddTeixeira, Gustavo MonteiroLondrina170 p.2024-03-20T18:16:47Z2024-03-20T18:16:47Z2021-09-24https://repositorio.uel.br/handle/123456789/283Resumo: Os crustáceos dulcícolas do gênero Aegla são endêmicos do sul da América do Sul. A grande maioria das espécies está restrita a cursos d’água de baixa ordem, sendo altamente suscetíveis às alterações ambientais. No sul do Brasil, o estado do Paraná é a região menos estudada, mas demonstra grande potencial para abrigar uma elevada diversidade de Aegla. Na bacia do rio Tibagi, por exemplo, quatro espécies foram registradas até agora (Aegla castro, A. schmitti, A. lata e A. jacutinga). A necessidade de inventários e estudos taxonômicos sobre este gênero, como uma medida de conservação da biodiversidade, é evidente. No entanto, a morfologia do grupo é conservadora e caracterizações moleculares têm sido utilizadas para a realização de interpretações seguras da diversidade, incluindo a detecção de espécies crípticas. Diante disso, o presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de contribuir com o conhecimento da riqueza, distribuição geográfica e taxonomia do gênero Aegla. Os resultados deste trabalho foram organizados em três capítulos. No primeiro discorremos sobre a diversidade críptica de Aegla no estado do Paraná, apresentando as descrições de três novas espécies coletadas na bacia do rio Tibagi. De acordo com os critérios da IUCN, uma das novas espécies pode ser classificada como “Em perigo” e as outras duas como “Vulneráveis”. O segundo capítulo é dedicado a atualizar a distribuição geográfica dos eglídeos da bacia do rio Tibagi. Foram analisados espécimes depositados na Coleção de Crustáceos do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina. Novos registros de ocorrência foram obtidos para A. castro (10), A. lata (5) e A. jacutinga (10). Análises morfológicas e moleculares permitiram identificar duas novas espécies para a região do Médio Tibagi. As novas espécies têm distribuição limitada e são categorizadas como “Em perigo” de acordo com os critérios da IUCN. Além disso, uma chave de identificação para as espécies de Aegla da bacia do rio Tibagi é fornecida. No terceiro capítulo avaliamos a eficácia da região barcode do gene COI na discriminação de espécies de Aegla, baseado na diferença dos valores de divergência intra e interespecíficas. Das 74 espécies analisadas, 68 (92%) foram corretamente identificadas por suas sequências, confirmando a eficácia da região barcode do COI na identificação de espécies de Aegla. Além disso, a aplicação do limiar de distância genética de 2% revelou possíveis táxons crípticos e linhagens geneticamente divergentes em 22 espécies investigadas. Espera-se que os dados fornecidos por nossa pesquisa contribuam para revelar a real diversidade e padrões de distribuição dos eglídeos. Em suma, nossos resultados enfatizam a importância da bacia do rio Tibagi para a conservação dos eglídeos e reforçam o alto potencial de descoberta de espécies novas no estado do Paraná.Abstract: Freshwater crustaceans of the genus Aegla are endemic to southern South America. Most species are restricted to low-order watercourses, being highly susceptible to environmental changes. In south Brazil, the Paraná state is the least studied region but shows great potential for harboring a high diversity of Aegla. For example, in the Tibagi River basin, four species have been recorded so far (Aegla castro, A. schmitti, A. lata, and A. jacutinga). The need for inventories and taxonomic studies on this genus as a measure of biodiversity conservation is evident. However, the morphology of the group is conservative and molecular characterizations have been used to make safe interpretations of diversity, including the detection of cryptic species. Thus, the present work aimed to contribute to the knowledge of the richness, geographic distribution, and taxonomy of the genus Aegla. The results of this work were organized into three chapters. In the first, we discuss the cryptic diversity of Aegla in the state of Paraná, presenting the descriptions of three new species collected in the Tibagi River basin. According to IUCN criteria, one of the new species can be classified as “Endangered” and the other two as “Vulnerable”. The second chapter is dedicated to updating the geographic distribution of the aeglids from the Tibagi River basin. Specimens deposited at the Crustacean Collection of the Museu de Zoologia of Universidade Estadual de Londrina were analyzed. New records of occurrence were obtained for A. castro (10), A. lata (5), and A. jacutinga (10). Morphological and molecular analyzes allowed to identify two new species for the Middle Tibagi region. New species have limited distribution and are categorized as “Endangered” according to IUCN criteria. In addition, a diagnostic key for Aegla species from the Tibagi River basin is provided. In the third chapter, we evaluated the effectiveness of the COI gene barcode in discriminating Aegla species based on the difference in intra and interspecific divergence values. Of the 74 species analyzed, 68 (92%) were correctly identified by their sequences, confirming the effectiveness of the COI barcode in identifying Aegla species. In addition, the 2% genetic distance threshold application revealed possible cryptic taxa and genetically divergent lineages in 22 investigated species. We hope that the data provided by our research will contribute to the real diversity and distribution patterns of aeglids. In summary, our results emphasize the importance of the Tibagi River basin for the conservation of aeglids and reinforce the high potential of finding new species in the Paraná state.porUniversidade Estadual de LondrinaCrabsCryptic diversitySpeciesBiodiversity conservationAeglidaeIdentificationAeglidaeCOIConservaçãoDiversidade crípticaIdentificação de espéciesEglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativaAeglids (Crustacea, Anomura) from the Tibagi River basin: richness, distribution and integrative taxonomyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCentro de Ciências BiológicasPrograma de Pós-graduação em Ciências Biológicas-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C.pdfCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C.pdfTexto completo.application/pdf5655236https://repositorio.uel.br/bitstreams/7447688f-ec29-42c8-bd8d-1b86fbf0ca5e/download0b662ee89ec686e8965ecb91124d0b0cMD51CB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C_TERMO.pdfCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C_TERMO.pdfTermo de Autorização.application/pdf164186https://repositorio.uel.br/bitstreams/d384791b-1f6b-44bf-b3e6-8e98b5a2d805/download70675d090b7d2e4f98b2b8a8d815c45cMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8359https://repositorio.uel.br/bitstreams/2068cd56-eccc-4202-8585-51b43434882a/download0f95bbac401074d811c14574b8abd28aMD53TEXTCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C.pdf.txtCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C.pdf.txtExtracted texttext/plain101358https://repositorio.uel.br/bitstreams/8982f172-6a2b-4315-ba2c-a7f227ca7e0e/download66666dd5e46d1fa748c71f17f44e01bcMD58CB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C_TERMO.pdf.txtCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C_TERMO.pdf.txtExtracted texttext/plain5678https://repositorio.uel.br/bitstreams/307e6055-b185-435a-9715-be0dcd313275/download5c2960ff10473cf30957e3935ff974f3MD510THUMBNAILCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C.pdf.jpgCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3689https://repositorio.uel.br/bitstreams/dc9dd651-75c9-412d-9418-bad2cfc16c16/download17c91d9692c987512cd93a7bd7b40a54MD59CB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C_TERMO.pdf.jpgCB_BIO_Dr_2021_Marçal_Ingrid_C_TERMO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg5223https://repositorio.uel.br/bitstreams/2fafcdc0-1b64-4e24-8556-4d97f46e4c6e/download6cc28f65f6c56e93f5c3725cbc644387MD511123456789/2832025-01-23 10:11:08.206open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/283https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2025-01-23T13:11:08Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLgo= |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa |
| dc.title.alternative.none.fl_str_mv |
Aeglids (Crustacea, Anomura) from the Tibagi River basin: richness, distribution and integrative taxonomy |
| title |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa |
| spellingShingle |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa Marçal, Ingrid Costa Aeglidae COI Conservação Diversidade críptica Identificação de espécies Crabs Cryptic diversity Species Biodiversity conservation Aeglidae Identification |
| title_short |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa |
| title_full |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa |
| title_fullStr |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa |
| title_full_unstemmed |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa |
| title_sort |
Eglídeos (Crustacea, Anomura) da Bacia do Rio Tibagi: riqueza, distribuição e taxonomia integrativa |
| author |
Marçal, Ingrid Costa |
| author_facet |
Marçal, Ingrid Costa |
| author_role |
author |
| dc.contributor.banca.none.fl_str_mv |
Bueno, Sérgio Luiz de Siqueira Mantelatto, Fernando Luiz Medina Zara, Fernando José Castilho, Antônio Leão |
| dc.contributor.coadvisor.none.fl_str_mv |
Souza-Shibatta, Lenice |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Marçal, Ingrid Costa |
| dc.contributor.authorID.fl_str_mv |
99677023-4c55-4455-ad75-da32d45202c3 |
| dc.contributor.advisor1ID.fl_str_mv |
c764c28a-20e1-4752-a859-1def788e4bdd |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Teixeira, Gustavo Monteiro |
| contributor_str_mv |
Teixeira, Gustavo Monteiro |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Aeglidae COI Conservação Diversidade críptica Identificação de espécies |
| topic |
Aeglidae COI Conservação Diversidade críptica Identificação de espécies Crabs Cryptic diversity Species Biodiversity conservation Aeglidae Identification |
| dc.subject.keywords.none.fl_str_mv |
Crabs Cryptic diversity Species Biodiversity conservation Aeglidae Identification |
| description |
Resumo: Os crustáceos dulcícolas do gênero Aegla são endêmicos do sul da América do Sul. A grande maioria das espécies está restrita a cursos d’água de baixa ordem, sendo altamente suscetíveis às alterações ambientais. No sul do Brasil, o estado do Paraná é a região menos estudada, mas demonstra grande potencial para abrigar uma elevada diversidade de Aegla. Na bacia do rio Tibagi, por exemplo, quatro espécies foram registradas até agora (Aegla castro, A. schmitti, A. lata e A. jacutinga). A necessidade de inventários e estudos taxonômicos sobre este gênero, como uma medida de conservação da biodiversidade, é evidente. No entanto, a morfologia do grupo é conservadora e caracterizações moleculares têm sido utilizadas para a realização de interpretações seguras da diversidade, incluindo a detecção de espécies crípticas. Diante disso, o presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de contribuir com o conhecimento da riqueza, distribuição geográfica e taxonomia do gênero Aegla. Os resultados deste trabalho foram organizados em três capítulos. No primeiro discorremos sobre a diversidade críptica de Aegla no estado do Paraná, apresentando as descrições de três novas espécies coletadas na bacia do rio Tibagi. De acordo com os critérios da IUCN, uma das novas espécies pode ser classificada como “Em perigo” e as outras duas como “Vulneráveis”. O segundo capítulo é dedicado a atualizar a distribuição geográfica dos eglídeos da bacia do rio Tibagi. Foram analisados espécimes depositados na Coleção de Crustáceos do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina. Novos registros de ocorrência foram obtidos para A. castro (10), A. lata (5) e A. jacutinga (10). Análises morfológicas e moleculares permitiram identificar duas novas espécies para a região do Médio Tibagi. As novas espécies têm distribuição limitada e são categorizadas como “Em perigo” de acordo com os critérios da IUCN. Além disso, uma chave de identificação para as espécies de Aegla da bacia do rio Tibagi é fornecida. No terceiro capítulo avaliamos a eficácia da região barcode do gene COI na discriminação de espécies de Aegla, baseado na diferença dos valores de divergência intra e interespecíficas. Das 74 espécies analisadas, 68 (92%) foram corretamente identificadas por suas sequências, confirmando a eficácia da região barcode do COI na identificação de espécies de Aegla. Além disso, a aplicação do limiar de distância genética de 2% revelou possíveis táxons crípticos e linhagens geneticamente divergentes em 22 espécies investigadas. Espera-se que os dados fornecidos por nossa pesquisa contribuam para revelar a real diversidade e padrões de distribuição dos eglídeos. Em suma, nossos resultados enfatizam a importância da bacia do rio Tibagi para a conservação dos eglídeos e reforçam o alto potencial de descoberta de espécies novas no estado do Paraná. |
| publishDate |
2021 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2021-09-24 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2024-03-20T18:16:47Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2024-03-20T18:16:47Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.uel.br/handle/123456789/283 |
| url |
https://repositorio.uel.br/handle/123456789/283 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.confidence.fl_str_mv |
-1 -1 |
| dc.relation.departament.none.fl_str_mv |
Centro de Ciências Biológicas |
| dc.relation.ppgname.none.fl_str_mv |
Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.coverage.spatial.none.fl_str_mv |
Londrina |
| dc.coverage.extent.none.fl_str_mv |
170 p. |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual de Londrina |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual de Londrina |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UEL instname:Universidade Estadual de Londrina (UEL) instacron:UEL |
| instname_str |
Universidade Estadual de Londrina (UEL) |
| instacron_str |
UEL |
| institution |
UEL |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UEL |
| collection |
Repositório Institucional da UEL |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.uel.br/bitstreams/7447688f-ec29-42c8-bd8d-1b86fbf0ca5e/download https://repositorio.uel.br/bitstreams/d384791b-1f6b-44bf-b3e6-8e98b5a2d805/download https://repositorio.uel.br/bitstreams/2068cd56-eccc-4202-8585-51b43434882a/download https://repositorio.uel.br/bitstreams/8982f172-6a2b-4315-ba2c-a7f227ca7e0e/download https://repositorio.uel.br/bitstreams/307e6055-b185-435a-9715-be0dcd313275/download https://repositorio.uel.br/bitstreams/dc9dd651-75c9-412d-9418-bad2cfc16c16/download https://repositorio.uel.br/bitstreams/2fafcdc0-1b64-4e24-8556-4d97f46e4c6e/download |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
0b662ee89ec686e8965ecb91124d0b0c 70675d090b7d2e4f98b2b8a8d815c45c 0f95bbac401074d811c14574b8abd28a 66666dd5e46d1fa748c71f17f44e01bc 5c2960ff10473cf30957e3935ff974f3 17c91d9692c987512cd93a7bd7b40a54 6cc28f65f6c56e93f5c3725cbc644387 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL) |
| repository.mail.fl_str_mv |
bcuel@uel.br|| |
| _version_ |
1862739673156157440 |