Análise clínica e anatomopatológica dos feocromocitomas esporádicos em comparação com os associados à doença de von Hippel-Lindau

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Crespigio, Jefferson
Orientador(a): Mazzuco, Tânia Longo [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/16594
Resumo: Resumo: Introdução: A doença de von Hippel-Lindau (VHL) constitui uma síndrome rara com herança autossômica dominante, caracterizada pela predisposição a múltiplos tumores decorrentes de mutações no gene VHL Pacientes classificados como VHL do tipo 2 exibem alto risco de desenvolvimento de tumores da medula da adrenal denominados feocromocitomas, os quais apresentam características clínicas e morfológicas distintas dos casos esporádicos de feocromocitomas e de casos presentes em outras síndromes genéticas Marcadores moleculares, tais como as enzimas da família glutationa S-transferase, caspases, proteína p53, bem como biomarcadores relacionados ao padrão de vascularização e à proliferação celular, têm sido relacionados a fatores prognósticos em diversas neoplasias Feocromocitomas presentes na doença de VHL são tumores raros, cujos dados histopatológicos são escassos na literatura Objetivos: Descrever as características clínicas e de biomarcadores em feocromocitomas presentes na doença de VHL em comparação aos casos esporádicos de feocromocitomas Metodologia: Foi realizado um estudo observacional descritivo e transversal incluindo casos de feocromocitomas esporádicos (n = 6) e feocromocitomas VHL (n = 3) a partir de dados clínicos e laboratoriais Foram coletadas dos prontuários médicos as seguintes informações: idade, sexo, lateralidade e maior diâmetro do tumor, presença ou ausência de sintomas e sinais adrenérgicos, excreção urinária de catecolaminas e metanefrinas Na etapa seguinte, realizou-se revisão anatomopatológica com classificação de PASS (pheochromocytoma of the adrenal gland scaled score) de cortes histológicos nos blocos de parafina dos feocromocitomas removidos cirurgicamente Foi realizado estudo experimental através da técnica imunoistoquímica utilizando os anticorpos primários para cromogranina A, caspase-3, GSTP1, Ki-67, p53, CD34 e S-1 Resultados: No momento do diagnóstico os pacientes com feocromocitomas VHL apresentaram média de idade menor (34,6 anos; IC95% 33-36) que os casos esporádicos (57,5 anos, IC95% 5-64) (p=,3) O maior diâmetro tumoral nos pacientes com VHL (2,4 cm; IC95% ,8-4,3) foi significativamente menor do que nos casos esporádicos (6,6 cm; IC95% 5,8-8,) (p=,7) Todos os pacientes apresentaram tumores unilaterais, à exceção de um paciente com doença de VHL que apresentou tumor bilateral A tríade clássica de sintomas de feocromocitoma esteve presente somente nos casos esporádicos, com todos os pacientes desse grupo exibindo valores elevados de metanefrinas urinárias Todos os feocromocitomas apresentaram critérios de PASS menor que 4 A densidade vascular, avaliada através da expressão do CD 34, foi 3,5 vezes maior nos feocromocitomas VHL em comparação aos casos esporádicos (p=,2) Os feocromocitomas presentes na síndrome VHL exibiram menor expressão das proteínas GSTP1 (p=,1) e caspase-3 (p=,2) em relação aos casos esporádicos Não houve diferenças significativas na imunoexpressão das proteínas p53, S-1 e do índice de proliferação celular (Ki-67) Conclusão: Nossos resultados demonstraram que feocromocitomas presentes em pacientes com doença de VHL apresentam aumento da vascularização com diminuição da apoptose e baixa proliferação celular, estando de acordo com dados da literatura de desregulação da via do HIF (fator induzido pela hipóxia) Houve baixa imunoexpressão de GSTP1 nos feocromocitomas VHL porém não há estudos na literatura referentes ao metabolismo xenobiótico nos casos de feocromocitomas esporádicos ou familiares sendo, portanto, um assunto a ser investigado de forma mais aprofundada A complementação do estudo anatomopatológico do feocromocitoma, incluindo a avaliação da densidade vascular com a técnica de imunoistoquímica em exame de rotina, poderá auxiliar na suspeita da doença de VHL em pacientes cujo feocromocitoma assintomático (incidentaloma) seria a primeira manifestação da doença Considerando a raridade destes tumores neuroendócrinos, estudos multicêntricos com aumento da casuística contribuirão para melhor entendimento da fisiopatologia e dos mecanismos moleculares presentes em feocromocitomas na doença de VHL
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IC95% 33-36) que os casos esporádicos (57,5 anos, IC95% 5-64) (p=,3) O maior diâmetro tumoral nos pacientes com VHL (2,4 cm; IC95% ,8-4,3) foi significativamente menor do que nos casos esporádicos (6,6 cm; IC95% 5,8-8,) (p=,7) Todos os pacientes apresentaram tumores unilaterais, à exceção de um paciente com doença de VHL que apresentou tumor bilateral A tríade clássica de sintomas de feocromocitoma esteve presente somente nos casos esporádicos, com todos os pacientes desse grupo exibindo valores elevados de metanefrinas urinárias Todos os feocromocitomas apresentaram critérios de PASS menor que 4 A densidade vascular, avaliada através da expressão do CD 34, foi 3,5 vezes maior nos feocromocitomas VHL em comparação aos casos esporádicos (p=,2) Os feocromocitomas presentes na síndrome VHL exibiram menor expressão das proteínas GSTP1 (p=,1) e caspase-3 (p=,2) em relação aos casos esporádicos Não houve diferenças significativas na imunoexpressão das proteínas p53, S-1 e do índice de proliferação celular (Ki-67) Conclusão: Nossos resultados demonstraram que feocromocitomas presentes em pacientes com doença de VHL apresentam aumento da vascularização com diminuição da apoptose e baixa proliferação celular, estando de acordo com dados da literatura de desregulação da via do HIF (fator induzido pela hipóxia) Houve baixa imunoexpressão de GSTP1 nos feocromocitomas VHL porém não há estudos na literatura referentes ao metabolismo xenobiótico nos casos de feocromocitomas esporádicos ou familiares sendo, portanto, um assunto a ser investigado de forma mais aprofundada A complementação do estudo anatomopatológico do feocromocitoma, incluindo a avaliação da densidade vascular com a técnica de imunoistoquímica em exame de rotina, poderá auxiliar na suspeita da doença de VHL em pacientes cujo feocromocitoma assintomático (incidentaloma) seria a primeira manifestação da doença Considerando a raridade destes tumores neuroendócrinos, estudos multicêntricos com aumento da casuística contribuirão para melhor entendimento da fisiopatologia e dos mecanismos moleculares presentes em feocromocitomas na doença de VHLTese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da SaúdeAbstract: Introduction: von Hippel-Lindau disease (VHL) is a rare syndrome with autosomal dominant inheritance, characterized by predisposition to multiple tumors due to mutations in the VHL gene Patients classified as VHL type 2 exhibit a high risk of developing adrenal medulla tumors called pheochromocytomas, which present clinical and morphological characteristics distinct from sporadic ones and also pheochromocytomas found in other genetic syndromes Molecular markers, such as the glutathione S-transferase enzymes, caspases, p53 protein, as well as biomarkers related to vascularization pattern and cell proliferation, have been related to prognostic factors in several neoplasms Pheochromocytomas present in VHL disease are rare tumors with scarce histopathological data in the literature Objectives: to describe the clinical and biomarker characteristics in pheochromocytomas associated with VHL disease compared to sporadic cases of pheochromocytomas Material and methods: a descriptive and cross-sectional observational study including cases of sporadic pheochromocytomas (n = 6) and VHL pheochromocytomas (n = 3) were performed from clinical and laboratory data The following information was collected from the medical records: age, sex, laterality and largest tumor diameter, presence or absence of adrenergic signs and symptoms, urinary excretion of catecholamines and metanephrines In the next step, PASS (pheochromocytoma of the adrenal gland scaled score) was performed with histological sections of the paraffin blocks from surgically removed pheochromocytomas An immunohistochemical study was performed using the primary antibodies to chromogranin A, caspase-3, GSTP1, Ki-67, p53, CD34 and S-1 Results: at the diagnosis, patients with VHL pheochromocytomas presented a mean age lower (346 years, 95% CI 33-36) than sporadic cases (575 years, 95% CI 5-64) (p = 3) The largest tumor diameter in patients with VHL (24 cm; 95% CI 8-43) was smaller than sporadic cases (66 cm; 95% CI: 58-8) (p = 7) All patients presented unilateral tumors, except for one patient with VHL disease who presented bilateral tumor Pheochromocytoma´s classical symptoms triad was present only in sporadic cases; all patients in this group exhibited high urinary metanephrine values All pheochromocytomas had PASS scores lower than 4 Vascular density measured by CD34 expression was 35 times higher in VHL pheochromocytomas compared to sporadic cases (p = 2) VHL-associated pheochromocytomas showed lower expression of GSTP1 (p = 1) and caspase-3 (p = 2) proteins compared to sporadic cases There was no statistically significant differences in immunoexpression of p53, S-1 and cell proliferation index (Ki-67) Conclusion: VHL-associated pheochromocytomas exhibit increased vascularity with decreased apoptosis and low cell proliferation, according to published data regarding HIF (hypoxia induced factor) pathway deregulation There was a low GSTP1 immunoexpression in cases of VHL pheochromocytomas, however no data are available about xenobiotic metabolism among sporadic and familial pheochromocytomas, so additional studies will be needed The assessment of vascular density in conjunction with routine pathology of pheochromocytoma may help in the suspicion of VHL disease in patients whose asymptomatic pheochromocytoma (incidentaloma) would be the first manifestation of the disease Taking into account the rarity of such a neuroendocrine tumors, multicentric studies with larger sample sizes will contribute to a better understanding of the pathophysiology and molecular mechanisms related to pheochromocytomas in VHL diseaseporTumoresGlândulas supra-renaisVon Hippel-Lindau, Sindrome deAnatomia patológicaTumorsAdrenal glandsAnálise clínica e anatomopatológica dos feocromocitomas esporádicos em comparação com os associados à doença de von Hippel-Lindauinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisDoutoradoCiências da SaúdeCentro de Ciências da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess185528vtls000219795SIMvtls000219795http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00021979564.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002197956178.pdf123456789/8001 - Doutorado - Ciências da SaúdeORIGINAL6178.pdfapplication/pdf6725952https://repositorio.uel.br/bitstreams/cc506f96-0b61-4d30-9612-650c8c6dc889/download2beba2bf605d64594ab7ef78f5f9f34aMD51LICENCElicence.txttext/plain263https://repositorio.uel.br/bitstreams/e50ff8be-d0f3-497c-ac76-c6d3f3a9add2/download753f376dfdbc064b559839be95ac5523MD52TEXT6178.pdf.txt6178.pdf.txtExtracted texttext/plain117978https://repositorio.uel.br/bitstreams/14bb5b8d-a337-477a-a871-c9d4faa9a01f/download5356f52acc28417189c59140a0bf3ffdMD53THUMBNAIL6178.pdf.jpg6178.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3888https://repositorio.uel.br/bitstreams/ec2ebf2d-0c69-4d78-a6d5-a1e2af2604bc/download8b30e7b86036a32352f3cbfb1eed6ad7MD54123456789/165942024-07-12 01:19:55.907open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/16594https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:19:55Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false
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