Interação cérebro-rim : o papel da inflamação na injúria renal aguda associada ao acidente vascular encefálico isquêmico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Jaqueto, Marcel
Orientador(a): Reiche, Edna Maria Vissoci [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/9074
Resumo: Resumo: Introdução: O acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI) é uma das principais causas de mortalidade e seu prognóstico depende da gravidade do evento isquêmico, de comorbidades prévias e complicações intra-hospitalares Evidências têm mostrado associação entre AVEI e o surgimento de injúria renal aguda (IRA), a qual, por sua vez, está associada ao pior prognóstico nesses pacientes Os objetivos da presente tese foram avaliar a frequência de IRA após AVEI e o valor prognóstico de um painel de biomarcadores demográficos, clínicos e laboratoriais, entre eles a dosagem de lipocalina associada a gelatinase de neutrófilos na urina (uNGAL) na predição de IRA e mortalidade em curto prazo após o AVEI Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo e longitudinal com 156 pacientes adultos, de ambos os sexos, com suspeita de AVEI agudo, recrutados consecutivamente de março de 217 a março de 219 no Pronto-Socorro do Hospital Universitário, Londrina, Paraná O AVEI foi diagnosticado pela presença de sinais ou sintomas neurológicos focais e confirmado por tomografia computadorizada cerebral sem contraste A gravidade do AVEI foi avaliada pela National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) A incapacidade foi avaliada após três meses de acompanhamento usando a Escala de Rankin modificada (mRS), e a mortalidade foi registrada após três meses do AVEI A IRA foi definida pelo aumento = ,3 mg/dL da creatinina sérica em relação ao valor basal na admissão ou aumento de 1,5 vezes ou mais no valor de creatinina sérica em até 72 h após admissão Dados demográficos, epidemiológicos e clínicos basais e amostras de sangue foram obtidos até 24 h da admissão Os biomarcadores avaliados na admissão foram contagem de leucócitos totais, proteína C reativa com método de alta sensibilidade (usPCR), níveis plasmáticos de interleucina (IL)-1ß, IL-2, IL-4, IL-6, IL-1, IL-12, interferon gama (IFN-?), fator de necrose tumoral alfa (TNF-a), fator de transformação do crescimento beta 1 (TGF-ß1), glicose, albumina, 25 hidroxivitamina D [25(OH)D], insulina, ferritina, adiponectina, homocisteína e das formas solúveis da molécula de adesão intercelular (sICAM)-1, molécula de adesão vascular celular (sVCAM-1), molécula de adesão de plaqueta/endotélio (sPECAM)-1, E-selectina (sE-selectina) e P-selectina (sP-selectina) Níveis séricos de creatinina foram determinados na admissão (creatinina 1), em até 72 h após admissão (creatinina 2) e sua variação (? creatinina) Em uma amostra de 21 pacientes com AVEI, procedeu-se a dosagem de uNGAL na admissão (uNGAL1), em até 48 h após a admissão (uNGAL2) e a sua variação (?uNGAL) Resultados: Dos 156 pacientes inicialmente inseridos, 95 atenderam aos critérios de inclusão Destes, 15 (15,7%) apresentaram IRA A gravidade do AVEI e a incapacidade foram maiores nos pacientes com IRA comparados aos sem IRA (p = ,54 e p = ,29, respectivamente) A proporção de pacientes com AVEI com deficiência de vitamina D [25(OH)D < 2 ng/mL] e níveis elevados de sVCAM-1 foi maior entre os que desenvolveram IRA do que os sem IRA (p = ,11 e p = ,23, respectivamente) Os níveis de sVCAM-1 foram independentemente associados ao diagnóstico de IRA após AVEI [odds ratio (OR): 5,665, intervalo de confiança (IC) de 95%: 1,337-23,99, p=,19] A mortalidade foi maior entre os pacientes com IRA em comparação com os sem IRA (p = ,9) A IRA foi independentemente associada à mortalidade e apresentou melhor valor de predição do que a gravidade do AVEI Os valores da uNGAL1 mostraram tendência para predição de IRA (p=,99) e foram mais elevados em pacientes do sexo feminino do que nos do sexo masculino (p=,47) No entanto, os valores de uNGAL1, uNGAL2 e ?uNGAL não mostraram associação com a gravidade do AVEI, incapacidade e mortalidade após três meses do evento isquêmico Conclusões: O estudo demonstrou a IRA como complicação frequente após AVEI e sua associação com mortalidade após três meses do evento isquêmico Além disso, sVCAM-1 foi associada de forma independente à IRA, o que sugere um papel plausível nos mecanismos fisiopatológicos da IRA após AVEI, bem como um potencial biomarcador para predizer IRA nestes pacientes Por último, os valores de uNGAL na admissão mostrou tendência em predizer o surgimento de IRA, achado que poderia se mostrar estatisticamente significativo caso a amostra de pacientes fosse maior
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creatinine) In a sample of 21 IS patients, uNGAL was measured at admission (uNGAL 1), 48 h later (uNGAL2), and its variation (?uNGAL) Results: Of the 156 patients included in the study, 95 were analyzed Of them, 15 (157%) had diagnosis of AKI The baseline severity and disability were higher among the patients with AKI than those without AKI (p = 54 and p = 29, respectively) The proportion of IS patients with vitamin D deficiency status [25(OH)D < 2 ng/mL] and elevated levels of sVCAM-1 was higher among those with AKI than those without AKI (p = 11 and p = 23, respectively) sVCAM-1 levels were independently associated with the diagnosis of AKI after IS [odds ratio (OR): 5665, 95% confidence interval (CI): 1337-2399, p=18] and mortality was higher among those with AKI than those without AKI (p=9) AKI was independently associated with mortality and had a better predictive value than IS severity The pilot study evaluated urine samples of 21 patients; of them, 4 (19%) with AKI diagnosis The uNGAL1 values showed a trend towards to predict AKI (p=99) and was higher in female patients than in male patients (p=47) However, uNGAL1, uNGAL2, and ?uNGAL showed no association with the IS severity, disability, and mortality Conclusions: The study demonstrated AKI as a common complication after IS and its association with mortality after three months of the ischemic event Furthermore, sVCAM-1 levels were independently associated with AKI, which suggests a plausible role in the pathophysiological mechanisms of AKI after IS, as well as a potential biomarker to predict AKI in these patients Finally, the values of uNGAL1 showed a trend towards to predict the onset of AKI, a finding that could be statistically significant if the sample of IS patients were larger than the present cohort 4xporAcidente vascular encefálico (AVE)Acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI)NeurologiaInjúria renal agudaNeurologyInteração cérebro-rim : o papel da inflamação na injúria renal aguda associada ao acidente vascular encefálico isquêmicoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisDoutoradoCiências da SaúdeCentro de Ciências da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess79523vtls000237508SIMvtls000237508http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00023750864.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002375089033.pdf123456789/8001 - Doutorado - Ciências da SaúdeORIGINAL9033.pdfapplication/pdf2714485https://repositorio.uel.br/bitstreams/1377676a-11ec-4cf0-b84a-d64df707636b/download2fc7e55c7448ca7ab5c469a0a55b1006MD51LICENCElicence.txttext/plain263https://repositorio.uel.br/bitstreams/e31ce970-2c95-4df6-9ad2-ba443b75f32c/download753f376dfdbc064b559839be95ac5523MD52TEXT9033.pdf.txt9033.pdf.txtExtracted texttext/plain236410https://repositorio.uel.br/bitstreams/f9a6935d-257f-493e-8121-53699d008a8c/download7b1aabdbb90821ee7502a2e83f5d893fMD53THUMBNAIL9033.pdf.jpg9033.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3698https://repositorio.uel.br/bitstreams/6cdbcf9b-4103-4d17-9053-5f426c22d6ed/downloadf699b914bc5a4502e8ca8e48e9b85debMD54123456789/90742024-07-12 01:20:22.135open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/9074https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:20:22Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false
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description Resumo: Introdução: O acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI) é uma das principais causas de mortalidade e seu prognóstico depende da gravidade do evento isquêmico, de comorbidades prévias e complicações intra-hospitalares Evidências têm mostrado associação entre AVEI e o surgimento de injúria renal aguda (IRA), a qual, por sua vez, está associada ao pior prognóstico nesses pacientes Os objetivos da presente tese foram avaliar a frequência de IRA após AVEI e o valor prognóstico de um painel de biomarcadores demográficos, clínicos e laboratoriais, entre eles a dosagem de lipocalina associada a gelatinase de neutrófilos na urina (uNGAL) na predição de IRA e mortalidade em curto prazo após o AVEI Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo e longitudinal com 156 pacientes adultos, de ambos os sexos, com suspeita de AVEI agudo, recrutados consecutivamente de março de 217 a março de 219 no Pronto-Socorro do Hospital Universitário, Londrina, Paraná O AVEI foi diagnosticado pela presença de sinais ou sintomas neurológicos focais e confirmado por tomografia computadorizada cerebral sem contraste A gravidade do AVEI foi avaliada pela National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) A incapacidade foi avaliada após três meses de acompanhamento usando a Escala de Rankin modificada (mRS), e a mortalidade foi registrada após três meses do AVEI A IRA foi definida pelo aumento = ,3 mg/dL da creatinina sérica em relação ao valor basal na admissão ou aumento de 1,5 vezes ou mais no valor de creatinina sérica em até 72 h após admissão Dados demográficos, epidemiológicos e clínicos basais e amostras de sangue foram obtidos até 24 h da admissão Os biomarcadores avaliados na admissão foram contagem de leucócitos totais, proteína C reativa com método de alta sensibilidade (usPCR), níveis plasmáticos de interleucina (IL)-1ß, IL-2, IL-4, IL-6, IL-1, IL-12, interferon gama (IFN-?), fator de necrose tumoral alfa (TNF-a), fator de transformação do crescimento beta 1 (TGF-ß1), glicose, albumina, 25 hidroxivitamina D [25(OH)D], insulina, ferritina, adiponectina, homocisteína e das formas solúveis da molécula de adesão intercelular (sICAM)-1, molécula de adesão vascular celular (sVCAM-1), molécula de adesão de plaqueta/endotélio (sPECAM)-1, E-selectina (sE-selectina) e P-selectina (sP-selectina) Níveis séricos de creatinina foram determinados na admissão (creatinina 1), em até 72 h após admissão (creatinina 2) e sua variação (? creatinina) Em uma amostra de 21 pacientes com AVEI, procedeu-se a dosagem de uNGAL na admissão (uNGAL1), em até 48 h após a admissão (uNGAL2) e a sua variação (?uNGAL) Resultados: Dos 156 pacientes inicialmente inseridos, 95 atenderam aos critérios de inclusão Destes, 15 (15,7%) apresentaram IRA A gravidade do AVEI e a incapacidade foram maiores nos pacientes com IRA comparados aos sem IRA (p = ,54 e p = ,29, respectivamente) A proporção de pacientes com AVEI com deficiência de vitamina D [25(OH)D < 2 ng/mL] e níveis elevados de sVCAM-1 foi maior entre os que desenvolveram IRA do que os sem IRA (p = ,11 e p = ,23, respectivamente) Os níveis de sVCAM-1 foram independentemente associados ao diagnóstico de IRA após AVEI [odds ratio (OR): 5,665, intervalo de confiança (IC) de 95%: 1,337-23,99, p=,19] A mortalidade foi maior entre os pacientes com IRA em comparação com os sem IRA (p = ,9) A IRA foi independentemente associada à mortalidade e apresentou melhor valor de predição do que a gravidade do AVEI Os valores da uNGAL1 mostraram tendência para predição de IRA (p=,99) e foram mais elevados em pacientes do sexo feminino do que nos do sexo masculino (p=,47) No entanto, os valores de uNGAL1, uNGAL2 e ?uNGAL não mostraram associação com a gravidade do AVEI, incapacidade e mortalidade após três meses do evento isquêmico Conclusões: O estudo demonstrou a IRA como complicação frequente após AVEI e sua associação com mortalidade após três meses do evento isquêmico Além disso, sVCAM-1 foi associada de forma independente à IRA, o que sugere um papel plausível nos mecanismos fisiopatológicos da IRA após AVEI, bem como um potencial biomarcador para predizer IRA nestes pacientes Por último, os valores de uNGAL na admissão mostrou tendência em predizer o surgimento de IRA, achado que poderia se mostrar estatisticamente significativo caso a amostra de pacientes fosse maior
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