Cultivo de aveia ou milheto com Aphelenchoides besseyi e a síndrome da haste verde na soja em sucessão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gouveia, Arthur Cortez
Orientador(a): Machado, Andressa Cristina Zamboni
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18288
Resumo: O nematoide Aphelenchoides besseyi, causador da síndroma síndrome da haste verde e retenção foliar (SHV), vem sendo considerado um dos patógenos de maior relevância para a agricultura brasileira, pois, em locais de clima subtropical, a presença deste nematoide pode atingir níveis de perdas de até 60 % da produção. Com isso, uma das alternativas no controle desse nematoide é o uso de rotação de culturas com espécies não hospedeiras, resultando na diminuição da população. Porém, o parasitismo de A. besseyi em diferentes culturas que fazem parte do sistema produtivo da soja necessita melhor entendimento. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o impacto do cultivo de milheto e aveia, ambos inoculados com A. besseyi na parte aérea, no solo ou nas sementes, deixando-se ou retirando-se a palhada remanescente dessas plantas, na sobrevivência e multiplicação do nematoide para o cultivo subsequente de soja e no aparecimento da SHV nas plantas de soja. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação com sistema de irrigação por aspersão, utilizando-se as cultivares IPR Afrodite de aveia branca, ADR300 de milheto e Fibra IPRO de soja. As plantas de milheto e aveia foram inoculadas com o nematoide na semente (previamente à semeadura), nas folhas e no solo. Parte das plantas foi avaliada 62 dias após a semeadura (DAS), ou 46 dias após a inoculação (DAI), através da extração dos nematoides presentes no solo, raiz e parte aérea. Os vasos remanescentes foram mantidos para o cultivo da soja, com e sem palhada de milheto e aveia, sendo semeadas duas sementes de soja por vaso, sem re-inoculação do nematoide. As plantas de soja foram avaliadas 39 DAS para presença de nematoides no solo, raiz e parte aérea. Durante a condução do experimento foi documentado o desenvolvimento dos sintomas em todas as culturas. As avaliações efetuadas no milheto e na aveia permitiram observar que houve multiplicação ou manutenção da população do nematoide para a cultura seguinte e o inóculo do nematoide que permaneceu em casa vaso causou o desenvolvimento da SHV em soja. Assim, demonstrou-se que a aveia e o milheto são hospedeiros de A. besseyi e podem contribuir para o aumento e manutenção da população desse nematoide para a cultura subsequente.
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Porém, o parasitismo de A. besseyi em diferentes culturas que fazem parte do sistema produtivo da soja necessita melhor entendimento. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o impacto do cultivo de milheto e aveia, ambos inoculados com A. besseyi na parte aérea, no solo ou nas sementes, deixando-se ou retirando-se a palhada remanescente dessas plantas, na sobrevivência e multiplicação do nematoide para o cultivo subsequente de soja e no aparecimento da SHV nas plantas de soja. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação com sistema de irrigação por aspersão, utilizando-se as cultivares IPR Afrodite de aveia branca, ADR300 de milheto e Fibra IPRO de soja. As plantas de milheto e aveia foram inoculadas com o nematoide na semente (previamente à semeadura), nas folhas e no solo. Parte das plantas foi avaliada 62 dias após a semeadura (DAS), ou 46 dias após a inoculação (DAI), através da extração dos nematoides presentes no solo, raiz e parte aérea. Os vasos remanescentes foram mantidos para o cultivo da soja, com e sem palhada de milheto e aveia, sendo semeadas duas sementes de soja por vaso, sem re-inoculação do nematoide. As plantas de soja foram avaliadas 39 DAS para presença de nematoides no solo, raiz e parte aérea. Durante a condução do experimento foi documentado o desenvolvimento dos sintomas em todas as culturas. As avaliações efetuadas no milheto e na aveia permitiram observar que houve multiplicação ou manutenção da população do nematoide para a cultura seguinte e o inóculo do nematoide que permaneceu em casa vaso causou o desenvolvimento da SHV em soja. Assim, demonstrou-se que a aveia e o milheto são hospedeiros de A. besseyi e podem contribuir para o aumento e manutenção da população desse nematoide para a cultura subsequente.The nematode Aphelenchoides besseyi, which causes the green stem syndrome and leaf retention syndrome (SHV), has been considered one of the most relevant pathogens for Brazilian agriculture, as in places with a subtropical climate, the presence of this nematode can reach levels of crop loss. up to 60% of production. Therefore, one of the alternatives for controlling these nematodes is the use of crop rotation with non-host species, resulting in a decrease in the population. However, the parasitism of A. besseyi in different crops that are part of the soybean production system requires better understanding. The present work aims to evaluate the impact of cultivating millet and oats, both inoculated with A. besseyi in the aerial part, in the soil or in the seeds, leaving or removing the remaining straw from these plants, on the survival and multiplication of the nematode for subsequent soybean cultivation and the appearance of green stem syndrome in soybean plants. The experiments were carried out in a greenhouse with a sprinkler irrigation system, using the cultivars IPR Afrodite for white oat, ADR300 for millet and Fibra IPRO for soybean. Millet and oat plants were inoculated with the nematode in the seed (prior to sowing), in the leaves and in the soil. Part of the plants were evaluated 62 days after sowing (DAS), or 46 days after inoculation (DAI), through the extraction of nematodes present in the soil, roots and shoots. The remaining pots were maintained for soybean cultivation, with and without millet and oat straw, with two soybean seeds being sown per pot, without reinoculation of the nematode. Soybean plants were evaluated 39 DAS for the presence of nematodes in the soil, roots and shoots. During the experiment, the development of symptoms in all cultures was documented. The evaluations carried out on millet and oats allowed us to observe that there was multiplication or maintenance of the nematode population for the next crop, and the nematode inoculum that remained in each pot caused the development of green stem syndrome in soybeans. Thus, it was demonstrated that oats and millet are hosts of A. besseyi and can contribute to the increase and maintenance of the population of this nematode for subsequent cultivation.porporCiências Agrárias - AgronomiaCiências Agrárias - AgronomiaAvena sativaPennisetum glaucumGlycine maxFoliar nematodeOats - CultivationSoybean - CultivationGreen stem nematodeAvena sativaPennissetum glaucumGlycine maxNematoide foliarAveia - CultivoMilheto - CultivoSoja - CultivoNematoide da haste verdeAphelenchoides besseyi (Nematóide foliar)Cultivo de aveia ou milheto com Aphelenchoides besseyi e a síndrome da haste verde na soja em sucessãoCultivation of oats or millet with Aphelenchoides besseyi and green stem syndrome in soybeans in successioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCCA - Departamento de AgronomiaPrograma de Pós-Graduação em AgronomiaUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessDoutoradoCentro de Ciências AgráriasORIGINALCA_AGR_Dr_2024_Gouveia_Arthur_C.pdfCA_AGR_Dr_2024_Gouveia_Arthur_C.pdfTexto completo. 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