As armas da Cisnormatividade contra a linguagem não binária no Brasil: colonialidade, conservadorismo e ação legislativa (2020-2024)
| Ano de defesa: | 2025 |
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Resumo: | Esta dissertação analisa como a cisnormatividade estrutura dinâmicas de exclusão e controle por meio de ações conservadoras na política legislativa brasileira, focando nas agendas e projetos de lei que buscam proibir a linguagem não binária no Brasil, de 2020 a 2024. A pesquisa, ancorada em perspectivas transfeministas e decoloniais, explora as conexões entre gênero, linguagem e poder, destacando a relação de mútuo benefício entre conservadorismo e cisnormatividade. A partir de uma metodologia qualitativa que combina análise documental, de conteúdo e bibliográfica, o trabalho demonstra como iniciativas legislativas – nas câmaras legislativas estaduais e na Câmara de Vereadores de Londrina – refletem colonialidades historicamente construídas, reforçando desigualdades estruturais enquanto contestam avanços em termos de diversidade e emancipação de corpos cisdissidentes. Como expoentes das agendas de proibição da linguagem neutra, são analisadas comunicações de atores conservadores em transmissão ao vivo e entrevista, além da própria redação dos projetos de lei contra estas formas de linguagem. O trabalho evidencia como resultado que a linguagem não binária emerge como um campo de disputa simbólica e de resistência, capaz de mobilizar ações que legitimam e/ou confrontam normas cis-hegemônicas. Além disso, demonstra como a pauta da linguagem não binária vem sendo apropriada por agentes conservadores, em processos que corrompem mecanismos legislativos legítimos. Com isso, contribui para os debates sociológicos sobre diversidade de gênero, formas de expressão não normativas, conservadorismo, política legislativa brasileira, cisnormatividade, entre outros |
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A partir de uma metodologia qualitativa que combina análise documental, de conteúdo e bibliográfica, o trabalho demonstra como iniciativas legislativas – nas câmaras legislativas estaduais e na Câmara de Vereadores de Londrina – refletem colonialidades historicamente construídas, reforçando desigualdades estruturais enquanto contestam avanços em termos de diversidade e emancipação de corpos cisdissidentes. Como expoentes das agendas de proibição da linguagem neutra, são analisadas comunicações de atores conservadores em transmissão ao vivo e entrevista, além da própria redação dos projetos de lei contra estas formas de linguagem. O trabalho evidencia como resultado que a linguagem não binária emerge como um campo de disputa simbólica e de resistência, capaz de mobilizar ações que legitimam e/ou confrontam normas cis-hegemônicas. Além disso, demonstra como a pauta da linguagem não binária vem sendo apropriada por agentes conservadores, em processos que corrompem mecanismos legislativos legítimos. Com isso, contribui para os debates sociológicos sobre diversidade de gênero, formas de expressão não normativas, conservadorismo, política legislativa brasileira, cisnormatividade, entre outrosThis dissertation analyzes how cisnormativity structures dynamics of exclusion and control through conservative actions in Brazilian legislative politics, focusing on agendas and bills aimed at banning non-binary language in Brazil from 2020 to 2024. Anchored in transfeminist and decolonial perspectives, the research explores the intersections between gender, language, and power, highlighting the mutually reinforcing relationship between conservatism and cisnormativity. Using a qualitative methodology that combines document analysis, content analysis, and bibliographic research, this study demonstrates how legislative initiatives—within state legislative chambers and the Londrina City Council—reflect historically constructed forms of coloniality, reinforcing structural inequalities while contesting progress in terms of diversity and the emancipation of cis-dissident bodies. As key elements of the prohibition agendas against neutral language, this research examines conservative actors’ public statements in live broadcasts and interviews, as well as the wording of the bills targeting these forms of language. The findings reveal that non-binary language emerges as a symbolic battlefield and a site of resistance, capable of mobilizing actions that either legitimize or challenge cis-hegemonic norms. Furthermore, the study demonstrates how the issue of non-binary language has been appropriated by conservative agents in processes that distort legitimate legislative mechanisms. In doing so, this research contributes to sociological debates on gender diversity, non-normative forms of expression, conservatism, Brazilian legislative politics, and cisnormativity, among othersporCiências Humanas - SociologiaCiências Humanas - SociologiaTransfeminismInclusive languageField of disputeGender diversityCisgenerismSociologyLanguageConservatism - Londrina – PRCommunications in organizationsTransfeminismoLinguagem neutraCampo de disputaDiversidade de gêneroCisgeneridadeSociologiaLinguagemConservadorismo - Londrina - PrComunicações nas organizaçõesAs armas da Cisnormatividade contra a linguagem não binária no Brasil: colonialidade, conservadorismo e ação legislativa (2020-2024)The weapons of Cisnormativity against non-binary language in Brazil: coloniality, conservatism, and legislative action (2020-2024)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCLCH - Departamento de Ciências SociaisPrograma de Pós-Graduação em SociologiaUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Letras e Ciências HumanasORIGINALCH_SOC_Me_2025_Brevilheri_Ursula_BL.pdfCH_SOC_Me_2025_Brevilheri_Ursula_BL.pdfTexto completo. 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