Ventilação voluntária máxima e sua relação com desfechos clínicos em pacientes com DPOC
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Resumo: OBJETIVOS: Investigar a relação entre a Ventilação Voluntária Máxima (VVM) e desfechos clínicos na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e adicionalmente, verificar se a VVM é melhor preditora destes desfechos do que o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) MÉTODOS: Estudo transversal com dados de indivíduos diagnosticados com DPOC e avaliados antes da entrada em um programa de reabilitação pulmonar Eles foram submetidos às avaliações da função pulmonar completa pela espirometria, pressões respiratórias máximas (PRM), capacidade funcional de exercício pelo teste de caminhada de seis minutos (TC6min), dispneia pela versão modificada da escala Medical Research Council (mMRC), estado funcional pelo Pulmonary Functional Status and Dyspnea Questionnaire – modified version (PFSDQ-m) e qualidade de vida (QV) pelo COPD Assessment Test (CAT) As correlações foram avaliadas pelo coeficiente de Spearman e foram usados modelos de regressão linear múltipla por etapas para verificar os preditores dos desfechos clínicos levando em consideração a VVM, VEF1 e variáveis antropométricas RESULTADOS: Foram incluídos 157 indivíduos (82 homens) com mediana (intervalo interquartílico) de idade de 66 (61-73) anos e que apresentavam IMC de 27 (22-31), VEF1 de 46 (33-57) % do predito, TC6min de 86 (76-96)% do predito, bom estado funcional com um escore total do PFSDQ-m de 34 (14-57) e impacto moderado na QV com um escore total no CAT de 13 (7-19) Foram encontradas correlações moderadas e estatisticamente significantes da VVM com a pressão inspiratória máxima (PImax) (r=,4), TC6min (r=,5) e mMRC (r=-,56) (P<,1 para todas), assim como com as pontuações totais do PFSDQ-m (r=-,4) e do CAT (r=-,54) As correlações destes desfechos clínicos foram de forma geral mais fortes com a VVM do que com o VEF1 Nos modelos de regressão, ao contrário do VEF1, a VVM aparece como preditora de quase todos os desfechos clínicos, com exceção de alguns domínios do CAT CONCLUSÃO: Conclui-se que a VVM se correlaciona moderadamente com vários desfechos clínicos utilizados na avaliação dos indivíduos com DPOC A VVM mostrou-se também como melhor preditora da força muscular respiratória, capacidade de exercício, dispneia, estado funcional e QV na DPOC do que o VEF1 Assim, recomenda-se que esse teste não deixe de integrar as avaliações na prática clínica e na pesquisa |
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Andrello, Ana Carolina dos ReisReche, Gianna Kelren Waldrich Biscadd2d5e15-bc28-46fa-b9c4-52a4e5f01ffe-1Castro, Larissa Araújo de6ab51419-dbbe-44f4-960b-0f3670838fc0-10a9fcffe-bbbd-42a8-b562-ea34bdd1ad1a6f75e8db-c9e4-4dcb-9886-e1baf9a9c620Pitta, Fábio de Oliveira [Orientador]Londrina2024-05-01T11:33:28Z2024-05-01T11:33:28Z2019.0028.02.2019https://repositorio.uel.br/handle/123456789/8403Resumo: OBJETIVOS: Investigar a relação entre a Ventilação Voluntária Máxima (VVM) e desfechos clínicos na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e adicionalmente, verificar se a VVM é melhor preditora destes desfechos do que o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) MÉTODOS: Estudo transversal com dados de indivíduos diagnosticados com DPOC e avaliados antes da entrada em um programa de reabilitação pulmonar Eles foram submetidos às avaliações da função pulmonar completa pela espirometria, pressões respiratórias máximas (PRM), capacidade funcional de exercício pelo teste de caminhada de seis minutos (TC6min), dispneia pela versão modificada da escala Medical Research Council (mMRC), estado funcional pelo Pulmonary Functional Status and Dyspnea Questionnaire – modified version (PFSDQ-m) e qualidade de vida (QV) pelo COPD Assessment Test (CAT) As correlações foram avaliadas pelo coeficiente de Spearman e foram usados modelos de regressão linear múltipla por etapas para verificar os preditores dos desfechos clínicos levando em consideração a VVM, VEF1 e variáveis antropométricas RESULTADOS: Foram incluídos 157 indivíduos (82 homens) com mediana (intervalo interquartílico) de idade de 66 (61-73) anos e que apresentavam IMC de 27 (22-31), VEF1 de 46 (33-57) % do predito, TC6min de 86 (76-96)% do predito, bom estado funcional com um escore total do PFSDQ-m de 34 (14-57) e impacto moderado na QV com um escore total no CAT de 13 (7-19) Foram encontradas correlações moderadas e estatisticamente significantes da VVM com a pressão inspiratória máxima (PImax) (r=,4), TC6min (r=,5) e mMRC (r=-,56) (P<,1 para todas), assim como com as pontuações totais do PFSDQ-m (r=-,4) e do CAT (r=-,54) As correlações destes desfechos clínicos foram de forma geral mais fortes com a VVM do que com o VEF1 Nos modelos de regressão, ao contrário do VEF1, a VVM aparece como preditora de quase todos os desfechos clínicos, com exceção de alguns domínios do CAT CONCLUSÃO: Conclui-se que a VVM se correlaciona moderadamente com vários desfechos clínicos utilizados na avaliação dos indivíduos com DPOC A VVM mostrou-se também como melhor preditora da força muscular respiratória, capacidade de exercício, dispneia, estado funcional e QV na DPOC do que o VEF1 Assim, recomenda-se que esse teste não deixe de integrar as avaliações na prática clínica e na pesquisaDissertação (Mestrado em Ciências da Reabilitação) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoAbstract: AIMS: To investigate the relationship between Maximum Voluntary Ventilation (MVV) and clinical outcomes in patients with chronic obstructive pulmonary disease (COPD), and to verify if MVV is a better predictor of these outcomes than the forced expiratory volume in the first second (FEV1) METHODS: This was a cross-sectional study with data from individuals diagnosed with COPD assessed pryor to enrollment in a pulmonary rehabilitation program They underwent assessments regarding lung function by spirometry, maximal respiratory pressures (MRP), functional exercise capacity by the six-minute walk test (6MWT), dyspnea by the modified version of the Medical Research Council scale (mMRC), functional status by the Pulmonary Functional Status and Dyspnea Questionnaire-modified version (PFSDQ-m) and quality of life (QoL) by the COPD Assessment Test (CAT) Correlations were verified by the Spearman’s coefficient and stepwise multiple linear regression models were used to verify the independent associations of MVV and FEV1 with clinical outcomes RESULTS: Data from 157 individuals (82 males) were analyzed , with a median age of 66 (61-73) years,a BMI of 27 (22-31), FEV1 of 46 (33-57)% predicted, and a 6MWT with a median of 86 (76-96)% predicted, good functional status with a PFSDQ-m total score of 34 (14-57) and moderate impact on QoL, with a CAT total score of 13 (7-19) Moderate and statistically significant correlations of MVV were found with MIP (r=4), 6MWT (r=5) and mMRC (r=-56) (P<1 for all), as well as with total score of PFSDQ-m (r=-4) and CAT (r=-54) Most of the clinical outcomes presented a correlation with MVV higher than with FEV1 As for the regression models, differently than the FEV1, MVV appears as a predictor of almost all clinical outcomes, except for some CAT domains CONCLUSION: It is concluded that MVV correlates moderately with most of the clinical outcomes used in the evaluation of individuals with COPD MVV also proved to be a better predictor of respiratory muscle strength, exercise capacity, dyspnea, functional status and QoL in COPD than FEV1 Therefore, this test is highly recommended as part of the comprehensive assessment of COPD in clinical practice and researchporPulmõesDoenças obstrutivasPulmõesVentilaçãoExercícios terapêuticosObstructiva lung diseasesLungsVentilationVentilação voluntária máxima e sua relação com desfechos clínicos em pacientes com DPOCinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoCiências da ReabilitaçãoCentro de Ciências da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess92009vtls000226825SIMvtls000226825http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00022682564.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002268257420.pdf123456789/8402 - 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Resumo: OBJETIVOS: Investigar a relação entre a Ventilação Voluntária Máxima (VVM) e desfechos clínicos na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e adicionalmente, verificar se a VVM é melhor preditora destes desfechos do que o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) MÉTODOS: Estudo transversal com dados de indivíduos diagnosticados com DPOC e avaliados antes da entrada em um programa de reabilitação pulmonar Eles foram submetidos às avaliações da função pulmonar completa pela espirometria, pressões respiratórias máximas (PRM), capacidade funcional de exercício pelo teste de caminhada de seis minutos (TC6min), dispneia pela versão modificada da escala Medical Research Council (mMRC), estado funcional pelo Pulmonary Functional Status and Dyspnea Questionnaire – modified version (PFSDQ-m) e qualidade de vida (QV) pelo COPD Assessment Test (CAT) As correlações foram avaliadas pelo coeficiente de Spearman e foram usados modelos de regressão linear múltipla por etapas para verificar os preditores dos desfechos clínicos levando em consideração a VVM, VEF1 e variáveis antropométricas RESULTADOS: Foram incluídos 157 indivíduos (82 homens) com mediana (intervalo interquartílico) de idade de 66 (61-73) anos e que apresentavam IMC de 27 (22-31), VEF1 de 46 (33-57) % do predito, TC6min de 86 (76-96)% do predito, bom estado funcional com um escore total do PFSDQ-m de 34 (14-57) e impacto moderado na QV com um escore total no CAT de 13 (7-19) Foram encontradas correlações moderadas e estatisticamente significantes da VVM com a pressão inspiratória máxima (PImax) (r=,4), TC6min (r=,5) e mMRC (r=-,56) (P<,1 para todas), assim como com as pontuações totais do PFSDQ-m (r=-,4) e do CAT (r=-,54) As correlações destes desfechos clínicos foram de forma geral mais fortes com a VVM do que com o VEF1 Nos modelos de regressão, ao contrário do VEF1, a VVM aparece como preditora de quase todos os desfechos clínicos, com exceção de alguns domínios do CAT CONCLUSÃO: Conclui-se que a VVM se correlaciona moderadamente com vários desfechos clínicos utilizados na avaliação dos indivíduos com DPOC A VVM mostrou-se também como melhor preditora da força muscular respiratória, capacidade de exercício, dispneia, estado funcional e QV na DPOC do que o VEF1 Assim, recomenda-se que esse teste não deixe de integrar as avaliações na prática clínica e na pesquisa |
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