O fenômeno totalitário à luz da teoria de Hannah Arendt e sua relação com a contemporaneidade
| Ano de defesa: | 2025 |
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Resumo: | presente dissertação apresenta como tema central a relação entre o fenômeno totalitário próprio da primeira metade do século XX e a contemporaneidade, possuindo como fio condutor a obra desenvolvida pela filósofa Hannah Arendt. A problematização ocorre na medida em que se questiona se há elementos totalitários na política contemporânea e como eles se manifestam, objetivando, nesse sentido, traçar um paralelo não apenas entre épocas distintas, mas entre as diferentes formas assumidas pela ideologia totalitária para se adaptar a contextos diversos e as maneiras pelas quais ela se relaciona com as massas. E, em que pese as diferenças determinadas pelo lapso temporal entre as sociedades sob análise, busca-se pontos de intersecção entre os sintomas apresentados por ambas, tal qual a tendência de negação da política, o solapamento da esfera pública, a banalização da tragédia, o isolamento, a alienação e a atomização dos indivíduos. Tendo em vista o falecimento de Arendt em 1975, faz-se necessário, evidentemente, o apoio bibliográfico de autores que se debruçaram perante a sociedade contemporânea. Denota-se, com o presente estudo, que as condições para efervescência do totalitarismo permanecem presentes, ainda que em estado latente, graças à adaptabilidade de sua ideologia, ajustada às demandas da pós-modernidade e à era da hiperglobalização e da instantaneidade. A pesquisa é bibliográfica e alicerçada na leitura de algumas obras centrais, responsáveis por balizar os argumentos da pesquisa, como Origens do totalitarismo e Eichmann em Jerusalém, ambas de Hannah Arendt; Sociedade do cansaço e Não-coisas: reviravoltas do mundo da vida, de Buyng-Chul Han; Sobre o político e Por um populismo de esquerda, de Chantal Mouffe; Os engenheiros do caos, de Giuliano da Empoli; O ovo da serpente, de Consuelo Dieguez. Por fim, a conclusão obtida aponta à necessidade de retomada da esfera pública como espaço político, onde as demandas dos sujeitos são postas e debatidas, gerando representatividade e pertencimento, visto que o totalitarismo se alimenta precisamente da ausência de tais sensações, conquistando o indivíduo através da ideologia e do terror. Assim, o principal resultado alcançado reside no discernimento de que o fenômeno totalitário, muito longe de se tratar de um fato histórico pertencente ao passado, remanesce como potencialidade de futuro, sobretudo em uma era marcada pela desinformação e antagonismos morais na política, que, por sua vez, é hodiernamente atacada, razão pela qual a luta por sua valorização há de ser constante, permanecendo vigilantes contra as propensões de normalização e incorporação de discursos violentos, segregacionistas, autoritários e populistas na vida política. |
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E, em que pese as diferenças determinadas pelo lapso temporal entre as sociedades sob análise, busca-se pontos de intersecção entre os sintomas apresentados por ambas, tal qual a tendência de negação da política, o solapamento da esfera pública, a banalização da tragédia, o isolamento, a alienação e a atomização dos indivíduos. Tendo em vista o falecimento de Arendt em 1975, faz-se necessário, evidentemente, o apoio bibliográfico de autores que se debruçaram perante a sociedade contemporânea. Denota-se, com o presente estudo, que as condições para efervescência do totalitarismo permanecem presentes, ainda que em estado latente, graças à adaptabilidade de sua ideologia, ajustada às demandas da pós-modernidade e à era da hiperglobalização e da instantaneidade. A pesquisa é bibliográfica e alicerçada na leitura de algumas obras centrais, responsáveis por balizar os argumentos da pesquisa, como Origens do totalitarismo e Eichmann em Jerusalém, ambas de Hannah Arendt; Sociedade do cansaço e Não-coisas: reviravoltas do mundo da vida, de Buyng-Chul Han; Sobre o político e Por um populismo de esquerda, de Chantal Mouffe; Os engenheiros do caos, de Giuliano da Empoli; O ovo da serpente, de Consuelo Dieguez. Por fim, a conclusão obtida aponta à necessidade de retomada da esfera pública como espaço político, onde as demandas dos sujeitos são postas e debatidas, gerando representatividade e pertencimento, visto que o totalitarismo se alimenta precisamente da ausência de tais sensações, conquistando o indivíduo através da ideologia e do terror. Assim, o principal resultado alcançado reside no discernimento de que o fenômeno totalitário, muito longe de se tratar de um fato histórico pertencente ao passado, remanesce como potencialidade de futuro, sobretudo em uma era marcada pela desinformação e antagonismos morais na política, que, por sua vez, é hodiernamente atacada, razão pela qual a luta por sua valorização há de ser constante, permanecendo vigilantes contra as propensões de normalização e incorporação de discursos violentos, segregacionistas, autoritários e populistas na vida política.The main theme of this paper is the connection between the totalitarian phenomenon of the first half of the 20th century and the contemporary world, guided by the work of philosopher Hannah Arendt. The problematization occurs insofar as it questions whether there are totalitarian elements in contemporary politics and how they manifest themselves, aiming, in this sense, to draw a parallel not only between different periods but also among the diverse forms taken by totalitarian ideology to adapt to different contexts and the manners it relates to the masses. And, despite the differences determined by the time lapse between the societies under analysis, it seeks points of intersection within the symptoms presented by both, such as the tendency to deny politics, the undermining of the public sphere, the trivialization of tragedy, isolation, alienation and the atomization of individuals. In view of Arendt's death in 1975, it is necessary, of course, to have bibliographical support from authors who have looked at contemporary society. This study shows that the conditions for the effervescence of totalitarianism are still present, albeit in a latent state, thanks to the adaptability of its ideology, adjusted to the demands of post-modernity and the era of hyper-globalization and instantaneity. The research is bibliographical and based on the reading o f some central works, responsible for shaping the arguments of the study, such as Origins of Totalitarianism and Eichmann in Jerusalem, both by Hannah Arendt; The Burnout Society and Non-things: Upheaval in the Lifeworld, by Buyng-Chul Han; On the Political and For a Left Populism, by Chantal Mouffe; The Engineers of Chaos, by Giuliano da Empoli; The Serpent's Egg, by Consuelo Dieguez. Finally, the conclusion reached points to the need to reclaim the public sphere as a political space, where the demands of the individuals are put forward and debated, generating representativeness and belonging, given that totalitarianism feeds precisely on the absence of such sensations, conquering the individual through ideology and terror. Thus, the main result achieved lies in the insight that the totalitarian phenomenon, far from being a historical fact belonging to the past, remains as a potential future, especially in an era marked by disinformation and moral antagonism in politics, which, in turn, is currently threatened, reason why the struggle for its valorization must be constant, remaining vigilant against the propensities of normalization and incorporation of violent, segregationist, authoritarian and populist discourses in political life.porCiências Humanas - FilosofiaCiências Humanas - FilosofiaTotalitarianismHannah ArendtContemporaneityTotalitarismoHannah Arendt, 1906-1975ContemporaneidadeAspectos psicológicosO fenômeno totalitário à luz da teoria de Hannah Arendt e sua relação com a contemporaneidadeThe totalitarian phenomenon according to Hannah Arendt's theory and its relationship with contemporaneityinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCLCH - Departamento de FilosofiaPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Letras e Ciências HumanasORIGINALCH_FIL_Me_2025_Santos_Rafael_M.pdfCH_FIL_Me_2025_Santos_Rafael_M.pdfTexto completo. 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