Dor musculoesquelética crônica em usuários da atenção primária à saúde de seis municípios de pequeno porte do estado do Paraná : caracterização, fatores associados e tratamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Tsuzuki, Letícia Taynara
Orientador(a): Loch, Mathias Roberto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18207
Resumo: A dor musculoesquelética crônica é caracterizada como uma dor persistente que afeta diretamente o(s) osso(s), articulação(ões), músculo(s) ou tecido(s) mole(s) relacionado(s). O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de dor musculoesquelética crônica em usuários da Atenção Primária à Saúde (APS) em municípios de pequeno porte do estado do Paraná e seus fatores associados. Foi realizado um estudo transversal, de amostragem intencional, no qual foram realizadas 1878 entrevistas com usuários com 18 anos, da APS de seis municípios com menos de 20 mil habitantes no Paraná. Para identificar os usuários com dor musculoesquelética crônica, foi realizada a pergunta: “Você sente algum tipo de dor muscular há seis meses ou mais?”, caso a resposta fosse positiva, havia questões para caracterização da dor. Variáveis sociodemográficas e de saúde foram consideradas variáveis independentes. Para a análise descritiva, usou-se a frequência absoluta e relativa, razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas foram obtidas mediante regressão de Poisson com variância robusta. A prevalência de dor musculoesquelética crônica foi de 55,8%. Considerando as análises ajustadas, observou-se maior prevalência entre as mulheres (RP=1,30; IC=1,17-1,43), entre os sujeitos com 25 a 39 anos (RP=1,25; IC=1,01-1,55), com 40 a 59 anos (RP=1,80; IC=1,46-2,21) e com mais de 60 anos (RP=2,12; IC=1,69-2,66) em comparação aos de 18 e 24 anos, em usuários com ensino superior e especialização (RP=0,72; IC=0,61-0,84) a razão de prevalência foi menor, em comparação aos usuários com até o nível fundamental incompleto. Ademais, observou-se associação com autopercepção negativa de saúde (RP=1,51; IC=1,38-1,64), diagnóstico de hipertensão (RP=1,16; IC=1,06-1,26), diabetes (RP=1,19; IC=1,08-1,30), hipercolesterolemia (RP=1,10; IC=1,01-1,21), doenças reumáticas (RP=1,41; IC=1,31-1,53) e depressão (RP=1,28; IC=1,18-1,39). Apresentam alta prevalência de dor moderada ou intensa (84,9%) e a dor interferia de maneira moderada ou extrema nas atividades diárias de 72,7%. A região lombar foi a apontada como sendo o local mais frequente de dor com maior prevalência (22,5%). Os resultados indicam alta prevalência de dor crônica nos usuários da APS dos municípios de pequeno porte investigados, portanto, é necessário a promoção de ações e políticas públicas voltadas as especificidades desses municípios.
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Foi realizado um estudo transversal, de amostragem intencional, no qual foram realizadas 1878 entrevistas com usuários com 18 anos, da APS de seis municípios com menos de 20 mil habitantes no Paraná. Para identificar os usuários com dor musculoesquelética crônica, foi realizada a pergunta: “Você sente algum tipo de dor muscular há seis meses ou mais?”, caso a resposta fosse positiva, havia questões para caracterização da dor. Variáveis sociodemográficas e de saúde foram consideradas variáveis independentes. Para a análise descritiva, usou-se a frequência absoluta e relativa, razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas foram obtidas mediante regressão de Poisson com variância robusta. A prevalência de dor musculoesquelética crônica foi de 55,8%. Considerando as análises ajustadas, observou-se maior prevalência entre as mulheres (RP=1,30; IC=1,17-1,43), entre os sujeitos com 25 a 39 anos (RP=1,25; IC=1,01-1,55), com 40 a 59 anos (RP=1,80; IC=1,46-2,21) e com mais de 60 anos (RP=2,12; IC=1,69-2,66) em comparação aos de 18 e 24 anos, em usuários com ensino superior e especialização (RP=0,72; IC=0,61-0,84) a razão de prevalência foi menor, em comparação aos usuários com até o nível fundamental incompleto. Ademais, observou-se associação com autopercepção negativa de saúde (RP=1,51; IC=1,38-1,64), diagnóstico de hipertensão (RP=1,16; IC=1,06-1,26), diabetes (RP=1,19; IC=1,08-1,30), hipercolesterolemia (RP=1,10; IC=1,01-1,21), doenças reumáticas (RP=1,41; IC=1,31-1,53) e depressão (RP=1,28; IC=1,18-1,39). Apresentam alta prevalência de dor moderada ou intensa (84,9%) e a dor interferia de maneira moderada ou extrema nas atividades diárias de 72,7%. A região lombar foi a apontada como sendo o local mais frequente de dor com maior prevalência (22,5%). Os resultados indicam alta prevalência de dor crônica nos usuários da APS dos municípios de pequeno porte investigados, portanto, é necessário a promoção de ações e políticas públicas voltadas as especificidades desses municípios.Chronic musculoskeletal pain is characterized as persistent pain that directly affects the bone(s), joint(s), muscle(s) or related soft tissue(s). The aim of this study was to verify the presence of chronic musculoskeletal pain in Primary Health Care (PHC) users in six small cities in the state of Paraná and their associated factors. A cross-sectional, purposive sampling study was carried out, in which 1878 interviews were conducted with Primary Health Care users aged = 18 years in six cities with less than 20,000 inhabitants in the state of Paraná. To identify users with chronic musculoskeletal pain, this question was made: "Have you had any kind of muscle pain for six months or more?" If the answer was positive, other questions to characterize pain were applied. Sociodemographic and health variables were considered independent variables. To descriptive analysis absolute and relative frequencies were used, as well as crude and adjusted prevalence ratios, which were obtained using Poisson regression with robust variance. The prevalence of muscular pain was 55.8%. Considering the adjusted analyses, there was a higher prevalence among women (PR=1.30; CI=1.17-1.43), among subjects aged 25 to 39 (PR=1.25; CI=1.01-1.55), aged 40 to 59 (PR=1.80; CI=1.46-2.21) and over 60 years old (PR=2.12; CI=1.69-2.66) compared to those aged between 18 and 24, users with higher education and specialization (PR=0.72; CI=0.61-0.84) the prevalence ratio was smaller compared to users with incomplete primary education. There was also an association with negative self-perception of health (PR=1.51; CI=1.38-1.64), diagnosis of hypertension (PR=1.16; CI=1.06-1.26), diabetes (PR=1.19; CI=1.08-1.30), hypercholesterolemia (PR=1.10; CI=1.01-1.21), rheumatoid arthritis (PR=1.41; CI=1.31-1.53) and depression (PR=1.28; CI=1.18-1.39). High prevalence of moderate or severe pain (84.9%) and pain interfered moderately or extremely with daily activities in 72.7%. The lumbar region was indicated as the most frequent site of pain with the highest prevalence (22.5%). The results indicate a high prevalence of chronic pain among Primary Health Care users in the small municipalities investigated, so it is necessary to promote actions and public policies aimed at the specificities of these municipalities.porCiências da Saúde - Saúde ColetivaCiências da Saúde - Saúde ColetivaMusculoskeletal painChronic painPrimary health careSmall citiesDor musculoesqueléticaDor crônicaAtenção primária à saúdeCidades pequenasDor musculoesquelética crônica em usuários da atenção primária à saúde de seis municípios de pequeno porte do estado do Paraná : caracterização, fatores associados e tratamentoChronic musculoskeletal pain in primary health care users in six small cities in the state of Paraná : characterization, associated factors and treatmentinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCCS - Departamento de Saúde ColetivaPrograma de Pós-Graduação em Saúde ColetivaUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Ciências da SaúdeORIGINALCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T.pdfCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T.pdfTexto completo. id 192189application/pdf1496990https://repositorio.uel.br/bitstreams/f94d8c00-687d-427a-9a07-d29ed9e038df/download5c4cfa748a93c49c4901b801c3832e2aMD51CS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T_TERMO.pdfCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T_TERMO.pdfTermo de autorizaçãoapplication/pdf5061472https://repositorio.uel.br/bitstreams/85f79dbc-2402-4c49-9fcb-f4762f5a0e02/download315a3474e2c02ff58cc4303d7d64bce4MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8555https://repositorio.uel.br/bitstreams/2b809499-f4ab-49b3-b024-8d0f8ae01851/downloadb0875caec81dd1122312ab77c11250f1MD53TEXTCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T.pdf.txtCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T.pdf.txtExtracted texttext/plain198278https://repositorio.uel.br/bitstreams/4628a620-8b01-4b03-9c0f-c82f632929d5/download5c166a8a214e512e3f177d0ac9e5316bMD54CS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T_TERMO.pdf.txtCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T_TERMO.pdf.txtExtracted texttext/plain2https://repositorio.uel.br/bitstreams/6082c3d0-9618-47cd-b676-074f11d8e8b7/downloade1c06d85ae7b8b032bef47e42e4c08f9MD56THUMBNAILCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T.pdf.jpgCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3968https://repositorio.uel.br/bitstreams/320728c6-2416-4758-a2aa-f35d3ef8fc9f/downloadd8c09f9994dd74ecb72672698c8c4d7bMD55CS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T_TERMO.pdf.jpgCS_SAU_Me_2024_Tsuzuki_Letícia_T_TERMO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg5105https://repositorio.uel.br/bitstreams/937c5643-16af-4689-96ea-4cc5cb40bb77/download370a6b21ec9eee0574ccb2c3e3af8a26MD57123456789/182072024-10-24 03:06:13.954open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/18207https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-10-24T06:06:13Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLiBEZWNsYXJvLCB0YW1iw6ltLCBxdWUgbWUgcmVzcG9uc2FiaWxpem8gcGVsbyBjb250ZcO6ZG8gZGEgb2JyYSBvYmpldG8gZGVzdGEgYXV0b3JpemHDp8Ojbywgc2VuZG8gZGUgbWluaGEgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBxdWFpc3F1ZXIgbWVkaWRhcyBqdWRpY2lhaXMgb3UgZXh0cmFqdWRpY2lhaXMgY29uY2VybmVudGVzIGFvIGNvbnRlw7pkby4K
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