Níveis séricos de prata encontrados em pacientes queimados e avaliação de sua toxicidade em cultura de leucócitos de indivíduos saudáveis
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Resumo: A sulfadiazina de prata 1% (SSD) é utilizada no tratamento dos pacientes queimados há aproximadamente 5 anos A absorção sistêmica ocorre nas primeiras horas após a utilização da SSD Trabalhos descrevem a toxidade da SSD em culturas de células, utilizando valores arbitrários de concentração de prata Objetivos: 1) Determinar os níveis séricos de prata (Ag1+) em pacientes queimados tratados com sulfadiazina de prata; 2) avaliar a produção de espécies reativas de oxigênio e citocinas em cultura de células (monócitos e polimorfonucleares) expostos a concentrações de prata semelhantes às encontradas nos pacientes queimados Materiais e Métodos: Fase I (dosagem de prata sérica): coletadas amostras de sangue dos pacientes no momento de sua admissão no Centro de Tratamento de Queimados e posteriormente, nos dias 3, 5, 1 e 3 respectivamente A quantificação de prata (Ag1+) foi realizada utilizando espectrometria de massas Fase II : avaliação da toxicidade da prata em cultura de células mononucleares e polimorfonucleares Valores de prata adicionados à cultura de células foram estimados baseados nos níveis séricos encontrados nos pacientes queimados,: zero - controle; 1,3 µg L-1; 8,5 µg L-1; 19,5 µg L1; 39 µg L-1; 78 µg L-1; 195 µg L-1 e 26 µg L-1 Viabilidade, apoptose celular e produção de espécies reativas de oxigênio foram avaliadas por citometria de fluxo Quantificação de interleucinas foi determinada pelo método Cytometric Bead Array Resultados: Foram avaliados 2 pacientes (19 do sexo masculino e 1 paciente do sexo feminino), com idade média de 33 anos e média de superfície corporal queimada de 27,68% Houve uma correlação entre os níveis de prata atingidos no terceiro dia e a superfície corporal queimada (r = ,5457 e p = ,128) A média dos valores séricos da prata aumentou 3,4 vezes entre o terceiro e o primeiro dia, e 5,5 vezes entre o quinto e o primeiro dia Foi realizada comparação entre os valores séricos de Ag1+ dos pacientes em relação à média dos valores encontrados em indivíduos não expostos, chegando a 1 a 13 vezes no D3, quase 3 vezes no D5 e 5 vezes no D1 A presença de íons Ag1+ nos meios de cultura não alterou a viabilidade nem a apoptose das células, não havendo diferença estatisticamente significativa (p = ,4813 e ,4179 respectivamente) A produção de espécies reativas de oxigênio pelos polimorfonucleares diminuiu, à medida que a concentração de prata aumentou nos meios de cultura (r = - ,9846 e p = ,46) Houve correlação positiva entre a produção de IL6 e IL1 e o aumento na concentração de prata (p = ,72 e r = ,881, e p = ,2 e r = ,8571 respectivamente) Conclusão: Esses achados sugerem os íons de prata possam contribuir para a manutenção de um estado pró-inflamatório deletério, diminuindo um mecanismo de defesa primária (burst respiratório) e favorecendo a manutenção de IL-1 e IL-6 elevadas, podendo contribuir para os desfechos negativos decorrentes da queimadura |
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Mimura, Erika Cristiane MayumiYabe, Maria Josefa Santos79e9e693-74e2-4c2b-8ba6-338612e94df8-1Ferreira Filho, Olavo Franco88d7b171-0a14-4661-ac1b-28a09f0169f4-1Delfino, Vinícius Daher Alvares30c8ad47-b4a1-42cc-a817-e6f0a0d8874f-1Peixe, Tiago Severo81de3f29-8f4c-4dcf-b019-4cdaf454a3f4-1070a6542-534b-40f5-956d-80c47830dae351f537f2-7c3c-490a-bb43-376d7553d3b5Carrilho, Alexandre José Faria [Orientador]Londrina2024-05-01T12:40:38Z2024-05-01T12:40:38Z2016.0010.05.2016https://repositorio.uel.br/handle/123456789/10234Resumo: A sulfadiazina de prata 1% (SSD) é utilizada no tratamento dos pacientes queimados há aproximadamente 5 anos A absorção sistêmica ocorre nas primeiras horas após a utilização da SSD Trabalhos descrevem a toxidade da SSD em culturas de células, utilizando valores arbitrários de concentração de prata Objetivos: 1) Determinar os níveis séricos de prata (Ag1+) em pacientes queimados tratados com sulfadiazina de prata; 2) avaliar a produção de espécies reativas de oxigênio e citocinas em cultura de células (monócitos e polimorfonucleares) expostos a concentrações de prata semelhantes às encontradas nos pacientes queimados Materiais e Métodos: Fase I (dosagem de prata sérica): coletadas amostras de sangue dos pacientes no momento de sua admissão no Centro de Tratamento de Queimados e posteriormente, nos dias 3, 5, 1 e 3 respectivamente A quantificação de prata (Ag1+) foi realizada utilizando espectrometria de massas Fase II : avaliação da toxicidade da prata em cultura de células mononucleares e polimorfonucleares Valores de prata adicionados à cultura de células foram estimados baseados nos níveis séricos encontrados nos pacientes queimados,: zero - controle; 1,3 µg L-1; 8,5 µg L-1; 19,5 µg L1; 39 µg L-1; 78 µg L-1; 195 µg L-1 e 26 µg L-1 Viabilidade, apoptose celular e produção de espécies reativas de oxigênio foram avaliadas por citometria de fluxo Quantificação de interleucinas foi determinada pelo método Cytometric Bead Array Resultados: Foram avaliados 2 pacientes (19 do sexo masculino e 1 paciente do sexo feminino), com idade média de 33 anos e média de superfície corporal queimada de 27,68% Houve uma correlação entre os níveis de prata atingidos no terceiro dia e a superfície corporal queimada (r = ,5457 e p = ,128) A média dos valores séricos da prata aumentou 3,4 vezes entre o terceiro e o primeiro dia, e 5,5 vezes entre o quinto e o primeiro dia Foi realizada comparação entre os valores séricos de Ag1+ dos pacientes em relação à média dos valores encontrados em indivíduos não expostos, chegando a 1 a 13 vezes no D3, quase 3 vezes no D5 e 5 vezes no D1 A presença de íons Ag1+ nos meios de cultura não alterou a viabilidade nem a apoptose das células, não havendo diferença estatisticamente significativa (p = ,4813 e ,4179 respectivamente) A produção de espécies reativas de oxigênio pelos polimorfonucleares diminuiu, à medida que a concentração de prata aumentou nos meios de cultura (r = - ,9846 e p = ,46) Houve correlação positiva entre a produção de IL6 e IL1 e o aumento na concentração de prata (p = ,72 e r = ,881, e p = ,2 e r = ,8571 respectivamente) Conclusão: Esses achados sugerem os íons de prata possam contribuir para a manutenção de um estado pró-inflamatório deletério, diminuindo um mecanismo de defesa primária (burst respiratório) e favorecendo a manutenção de IL-1 e IL-6 elevadas, podendo contribuir para os desfechos negativos decorrentes da queimaduraTese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da SaúdeAbstract: One percent silver sulfadiazine (SSD) is used in the treatment of burn patients over the last 5 years Systemic absorption occurs within hours following the use of SSD Studies describe SSD toxicity in cell cultures, using arbitrary values of silver concentration Objectives: 1) Quantitation of silver serum levels in burned patients treated with SSD; 2) to evaluate the production of reactive oxygen species (ROS) and cytokines in cell culture (monocytes and polymorphonuclear cells) exposed to silver concentrations similar to those found in burn patients Materials and Methods: Phase I (serum silver dosage): patient blood samples were collected at the time of admission to the Burn Treatment Center and then, on days 3, 5, 1 and 3 (D1, D3, D5, D1 and D3 respectively) The quantitation of silver (Ag1+) was carried out using mass spectrometry Phase II: Evaluation of silver toxicity in cell culture (mononuclears and polymorphonuclear) Silver added to the cell culture was estimated based on silver serum levels found in burn patients: zero (control) ; 13 ug L-1; 85 ug L-1; 195 ug L-1; 39 ug L-1; 78 ug L-1; 195 ug L-1 26 ug L-1 Viability, cell apoptosis and ROS production were evaluated by flow cytometry Interleukins quantitation were determined by Cytometric Bead Array method Results: twenty patients (19 males and 1 female patient) were eligible with a mean age of 33 years and mean burn body surface area of 2768% There was a correlation between silver levels achieved on the third day and the burned body surface area (r = 5457 and p = 128) Mean silver serum levels increased by 34 times between the first and the third day and 55 times between the first and fifth day Patients’ Ag1+ serum levels were compared to the mean values found in unexposed individuals, reaching 1 to 13 times in D3, almost 3 times in the D5 and 5 times in the D1 The presence of Ag1+ ions in the culture media did not affect the viability nor apoptosis of cells, with no statistically significant difference (p = 4813 and 4179 respectively) Polymorphonuclears production of ROS decreased, as silver concentration raised in the culture media (r = - 9846 and p = 46) There was a positive correlation between IL1 and IL6 production and silver concentration (p = 72 and r = 881, and p = 2 and r = 8571 respectively) Conclusion: These findings suggest that silver ions could contribute to the maintenance of a deleterious pro-inflammatory state, decreasing one primary defense mechanism (respiratory burst) and favoring the maintenance of IL-1 and IL-6 at high levels, contributing to the negative outcomes after burnsporQueimadurasUnidade de tratamento de queimadosCélulasCultura e meios de culturaScaldsBurn care unitsCulture of cellsNíveis séricos de prata encontrados em pacientes queimados e avaliação de sua toxicidade em cultura de leucócitos de indivíduos saudáveisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisDoutoradoCiências da SaúdeCentro de Ciências da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess101828vtls000206490SIMvtls000206490http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00020649064.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002064907242.pdf123456789/8001 - Doutorado - Ciências da SaúdeORIGINAL7242.pdfapplication/pdf982417https://repositorio.uel.br/bitstreams/2b2c43df-d180-4134-aa2b-8e14d0065ae9/download40dca220dfc070f763de7489d82541e8MD51LICENCElicence.txttext/plain263https://repositorio.uel.br/bitstreams/0de64f2c-0ab2-4638-9c41-3db5e1f691a9/download753f376dfdbc064b559839be95ac5523MD52TEXT7242.pdf.txt7242.pdf.txtExtracted texttext/plain136073https://repositorio.uel.br/bitstreams/560ff0cd-b4f2-4324-98c4-3ad5c78030de/downloaded9c7e604d540e29c7b52d84f1220255MD53THUMBNAIL7242.pdf.jpg7242.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3932https://repositorio.uel.br/bitstreams/7c2ef89a-ac88-41aa-954c-f1ca97ccbec3/download7bbefe030f74b62d792b6ca1d79103b1MD54123456789/102342024-07-12 01:19:55.008open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/10234https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:19:55Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false |
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Resumo: A sulfadiazina de prata 1% (SSD) é utilizada no tratamento dos pacientes queimados há aproximadamente 5 anos A absorção sistêmica ocorre nas primeiras horas após a utilização da SSD Trabalhos descrevem a toxidade da SSD em culturas de células, utilizando valores arbitrários de concentração de prata Objetivos: 1) Determinar os níveis séricos de prata (Ag1+) em pacientes queimados tratados com sulfadiazina de prata; 2) avaliar a produção de espécies reativas de oxigênio e citocinas em cultura de células (monócitos e polimorfonucleares) expostos a concentrações de prata semelhantes às encontradas nos pacientes queimados Materiais e Métodos: Fase I (dosagem de prata sérica): coletadas amostras de sangue dos pacientes no momento de sua admissão no Centro de Tratamento de Queimados e posteriormente, nos dias 3, 5, 1 e 3 respectivamente A quantificação de prata (Ag1+) foi realizada utilizando espectrometria de massas Fase II : avaliação da toxicidade da prata em cultura de células mononucleares e polimorfonucleares Valores de prata adicionados à cultura de células foram estimados baseados nos níveis séricos encontrados nos pacientes queimados,: zero - controle; 1,3 µg L-1; 8,5 µg L-1; 19,5 µg L1; 39 µg L-1; 78 µg L-1; 195 µg L-1 e 26 µg L-1 Viabilidade, apoptose celular e produção de espécies reativas de oxigênio foram avaliadas por citometria de fluxo Quantificação de interleucinas foi determinada pelo método Cytometric Bead Array Resultados: Foram avaliados 2 pacientes (19 do sexo masculino e 1 paciente do sexo feminino), com idade média de 33 anos e média de superfície corporal queimada de 27,68% Houve uma correlação entre os níveis de prata atingidos no terceiro dia e a superfície corporal queimada (r = ,5457 e p = ,128) A média dos valores séricos da prata aumentou 3,4 vezes entre o terceiro e o primeiro dia, e 5,5 vezes entre o quinto e o primeiro dia Foi realizada comparação entre os valores séricos de Ag1+ dos pacientes em relação à média dos valores encontrados em indivíduos não expostos, chegando a 1 a 13 vezes no D3, quase 3 vezes no D5 e 5 vezes no D1 A presença de íons Ag1+ nos meios de cultura não alterou a viabilidade nem a apoptose das células, não havendo diferença estatisticamente significativa (p = ,4813 e ,4179 respectivamente) A produção de espécies reativas de oxigênio pelos polimorfonucleares diminuiu, à medida que a concentração de prata aumentou nos meios de cultura (r = - ,9846 e p = ,46) Houve correlação positiva entre a produção de IL6 e IL1 e o aumento na concentração de prata (p = ,72 e r = ,881, e p = ,2 e r = ,8571 respectivamente) Conclusão: Esses achados sugerem os íons de prata possam contribuir para a manutenção de um estado pró-inflamatório deletério, diminuindo um mecanismo de defesa primária (burst respiratório) e favorecendo a manutenção de IL-1 e IL-6 elevadas, podendo contribuir para os desfechos negativos decorrentes da queimadura |
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