A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Beretta, Laysa Louise Silva
Orientador(a): Alves, Regina Célia dos Santos [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/14746
Resumo: Resumo: O presente trabalho nasceu a partir da seguinte inquietação: estaria mesmo a literatura brasileira contemporânea contaminada pelo zeigeist da crise das ideologias, do fim das metanarrativas, enfim, de um mundo pós-utópico? Afinal, Jameson, em A Política da Utopia, observa, não sem pesar, que “a pós-modernidade está paradoxalmente entrelaçada à perda daquele lugar além de toda história (ou depois do seu final) que chamamos de utopia” (26, p16) Nesse sentido, a pesquisa volta-se para Estorvo (1991), o primeiro romance de Chico Buarque, com a pretensão de observar de que forma a utopia está empenhada na composição da narrativa, relativizando assim a afirmação de Jameson Para tanto, reputamos os conceitos de Karl Mannheim, Herbert Marcuse e Ernst Bloch enquanto trajeto para perseguir o componente utópico no romance A Dissertação foi dividida em três partes Primeiramente, buscamos articular as noções de utopia enquanto “espírito incongruente” (Karl Mannheim, 1976), enquanto “resistência” (MARCUSE, 1969) e “imaginação projectiva” (Ernst Bloch, 25) ao texto com a intenção de demarcar um caminho analítico viável com relação à construção utópica Em seguida, a partir de alguns textos que se concentram na literatura brasileira contemporânea, procuramos compreender o lugar devotado à utopia na produção literária recente, além de refletir sobre algumas assertivas feitas pela crítica especializada Por fim e sem deixar de lado as discussões anteriores, voltamo-nos para a análise do romance com a pretensão de elencar ao menos uma exceção ao que se convenciona dissertar com relação à utopia na literatura brasileira atual
id UEL_be7ebcba459af0b79032691d8da12009
oai_identifier_str oai:repositorio.uel.br:123456789/14746
network_acronym_str UEL
network_name_str Repositório Institucional da UEL
repository_id_str
spelling Beretta, Laysa Louise SilvaBellini, Neriney Meira Carneiro535561b6-2246-46b1-bc8e-66cc76987bb3-1Fernandes, Frederico Augusto Garcia076cb21f-9f0d-4174-a4b7-0bf2012bf0d4-15f1e90ce-6fa7-491b-8986-132f2d039d55a37ed4fa-7d6c-42ce-9a8c-91d253c52eb8Alves, Regina Célia dos Santos [Orientador]Londrina2024-05-01T14:36:05Z2024-05-01T14:36:05Z2016.0012.04.2016https://repositorio.uel.br/handle/123456789/14746Resumo: O presente trabalho nasceu a partir da seguinte inquietação: estaria mesmo a literatura brasileira contemporânea contaminada pelo zeigeist da crise das ideologias, do fim das metanarrativas, enfim, de um mundo pós-utópico? Afinal, Jameson, em A Política da Utopia, observa, não sem pesar, que “a pós-modernidade está paradoxalmente entrelaçada à perda daquele lugar além de toda história (ou depois do seu final) que chamamos de utopia” (26, p16) Nesse sentido, a pesquisa volta-se para Estorvo (1991), o primeiro romance de Chico Buarque, com a pretensão de observar de que forma a utopia está empenhada na composição da narrativa, relativizando assim a afirmação de Jameson Para tanto, reputamos os conceitos de Karl Mannheim, Herbert Marcuse e Ernst Bloch enquanto trajeto para perseguir o componente utópico no romance A Dissertação foi dividida em três partes Primeiramente, buscamos articular as noções de utopia enquanto “espírito incongruente” (Karl Mannheim, 1976), enquanto “resistência” (MARCUSE, 1969) e “imaginação projectiva” (Ernst Bloch, 25) ao texto com a intenção de demarcar um caminho analítico viável com relação à construção utópica Em seguida, a partir de alguns textos que se concentram na literatura brasileira contemporânea, procuramos compreender o lugar devotado à utopia na produção literária recente, além de refletir sobre algumas assertivas feitas pela crítica especializada Por fim e sem deixar de lado as discussões anteriores, voltamo-nos para a análise do romance com a pretensão de elencar ao menos uma exceção ao que se convenciona dissertar com relação à utopia na literatura brasileira atualDissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Letras e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em LetrasAbstract: This study was born from the following inquiry: would the contemporary Brazilian literature really be contaminated by the zeigeist of the crisis of ideologies, of the end of the metanarrative, anyway, of a post-utopian world? After all, Jameson, in The Politics of Utopia, observes, not without regret, that postmodernity is, in a paradoxical way, intertwined with the loss of that place beyond history (or after its end) which is called utopia Thus, the research is centred on Estorvo (1991), the first novel written by Chico Buarque, with the intention of observing how utopia is used in the composition of the narrative, relativizing, then, Jameson’s statement To do so, we considered the concepts by Karl Mannheim, Herbert Marcuse and Ernst Bloch as path to pursue the utopian component in the novel The dissertation was divided into three parts First, we attempted to link the notions of utopia as “incongruous spirit” (Karl Mannheim, 1976), as “resistance” (Marcuse, 1969) and as “projective imagination” (Ernst Bloch, 25) to the text with the aim of demarcating a feasible analytical way concerning the utopian construction After that, from some texts which focus on contemporary Brazilian literature, we sought to understand the place devoted to utopia in recent literary production, and also to reflect on some assertions made by the critique Eventually, and without forgetting the previous discussions, we analysed the novel intending to discuss at least one exception to what is usually said regarding the current Brazilian literatureporFicção brasileiraUtopias na literaturaBrazilian fictionHistory and criticismUtopies in literatureA utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarqueinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoLetrasCentro de Letras e Ciências HumanasPrograma de Pós-graduação em Letras-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess168333vtls000205568SIMvtls000205568http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00020556864.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002055684300.pdf123456789/18102 - Mestrado - LetrasORIGINAL4300.pdfapplication/pdf359392https://repositorio.uel.br/bitstreams/468712a8-c5e5-49c9-9f72-e9ba2cff059d/download6f3dd8c1f694934fd1f06a3906cee293MD51LICENCElicence.txttext/plain263https://repositorio.uel.br/bitstreams/a7623fc5-cb49-4c51-88f4-0d6b5846e49a/download753f376dfdbc064b559839be95ac5523MD52TEXT4300.pdf.txt4300.pdf.txtExtracted texttext/plain247830https://repositorio.uel.br/bitstreams/cef9fefd-bd71-42ad-b473-b648b0fcf55d/download330356ae7efca4bb8b8f67dbfde54c98MD53THUMBNAIL4300.pdf.jpg4300.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3534https://repositorio.uel.br/bitstreams/3394141a-af2b-4301-b168-3abb56b090bd/download8074dc5d2cf8d5be0ccb5be4e7af0758MD54123456789/147462024-07-12 01:19:38.952open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/14746https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:19:38Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
title A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
spellingShingle A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
Beretta, Laysa Louise Silva
Ficção brasileira
Utopias na literatura
Brazilian fiction
History and criticism
Utopies in literature
title_short A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
title_full A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
title_fullStr A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
title_full_unstemmed A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
title_sort A utopia nossa de cada dia : a construção utópica em Estorvo, de Chico Buarque
author Beretta, Laysa Louise Silva
author_facet Beretta, Laysa Louise Silva
author_role author
dc.contributor.banca.pt_BR.fl_str_mv Bellini, Neriney Meira Carneiro
Fernandes, Frederico Augusto Garcia
dc.contributor.author.fl_str_mv Beretta, Laysa Louise Silva
dc.contributor.authorID.fl_str_mv 5f1e90ce-6fa7-491b-8986-132f2d039d55
dc.contributor.advisor1ID.fl_str_mv a37ed4fa-7d6c-42ce-9a8c-91d253c52eb8
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Alves, Regina Célia dos Santos [Orientador]
contributor_str_mv Alves, Regina Célia dos Santos [Orientador]
dc.subject.por.fl_str_mv Ficção brasileira
Utopias na literatura
Brazilian fiction
History and criticism
Utopies in literature
topic Ficção brasileira
Utopias na literatura
Brazilian fiction
History and criticism
Utopies in literature
description Resumo: O presente trabalho nasceu a partir da seguinte inquietação: estaria mesmo a literatura brasileira contemporânea contaminada pelo zeigeist da crise das ideologias, do fim das metanarrativas, enfim, de um mundo pós-utópico? Afinal, Jameson, em A Política da Utopia, observa, não sem pesar, que “a pós-modernidade está paradoxalmente entrelaçada à perda daquele lugar além de toda história (ou depois do seu final) que chamamos de utopia” (26, p16) Nesse sentido, a pesquisa volta-se para Estorvo (1991), o primeiro romance de Chico Buarque, com a pretensão de observar de que forma a utopia está empenhada na composição da narrativa, relativizando assim a afirmação de Jameson Para tanto, reputamos os conceitos de Karl Mannheim, Herbert Marcuse e Ernst Bloch enquanto trajeto para perseguir o componente utópico no romance A Dissertação foi dividida em três partes Primeiramente, buscamos articular as noções de utopia enquanto “espírito incongruente” (Karl Mannheim, 1976), enquanto “resistência” (MARCUSE, 1969) e “imaginação projectiva” (Ernst Bloch, 25) ao texto com a intenção de demarcar um caminho analítico viável com relação à construção utópica Em seguida, a partir de alguns textos que se concentram na literatura brasileira contemporânea, procuramos compreender o lugar devotado à utopia na produção literária recente, além de refletir sobre algumas assertivas feitas pela crítica especializada Por fim e sem deixar de lado as discussões anteriores, voltamo-nos para a análise do romance com a pretensão de elencar ao menos uma exceção ao que se convenciona dissertar com relação à utopia na literatura brasileira atual
publishDate 2024
dc.date.defesa.pt_BR.fl_str_mv 12.04.2016
dc.date.created.fl_str_mv 2016.00
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-05-01T14:36:05Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-05-01T14:36:05Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.uel.br/handle/123456789/14746
url https://repositorio.uel.br/handle/123456789/14746
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.confidence.fl_str_mv -1
-1
dc.relation.coursedegree.pt_BR.fl_str_mv Mestrado
dc.relation.coursename.pt_BR.fl_str_mv Letras
dc.relation.departament.pt_BR.fl_str_mv Centro de Letras e Ciências Humanas
dc.relation.ppgname.pt_BR.fl_str_mv Programa de Pós-graduação em Letras
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.coverage.spatial.pt_BR.fl_str_mv Londrina
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UEL
instname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)
instacron:UEL
instname_str Universidade Estadual de Londrina (UEL)
instacron_str UEL
institution UEL
reponame_str Repositório Institucional da UEL
collection Repositório Institucional da UEL
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.uel.br/bitstreams/468712a8-c5e5-49c9-9f72-e9ba2cff059d/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/a7623fc5-cb49-4c51-88f4-0d6b5846e49a/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/cef9fefd-bd71-42ad-b473-b648b0fcf55d/download
https://repositorio.uel.br/bitstreams/3394141a-af2b-4301-b168-3abb56b090bd/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 6f3dd8c1f694934fd1f06a3906cee293
753f376dfdbc064b559839be95ac5523
330356ae7efca4bb8b8f67dbfde54c98
8074dc5d2cf8d5be0ccb5be4e7af0758
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)
repository.mail.fl_str_mv bcuel@uel.br||
_version_ 1865915156149567488