Acúmulo de biomassa em sítios de restauração de floresta estacional semidecidual no norte do Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Lemos, Giovanna Gulaeff
Orientador(a): Torezan, José Marcelo Domingues
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18520
Resumo: A restauração florestal permite a retomada da estocagem do carbono atmosférico (C), afetada com a degradação ambiental e fragmentação de florestas nativas, podendo ser quantificada a partir da biomassa aérea seca (BAS). A partir do monitoramento a longo prazo do acúmulo de BAS, bem como de outros parâmetros, é possível estimar o progresso da restauração. Considerando isso, objetivamos com este estudo realizar um novo censo em seis reflorestamentos de Floresta Estacional Semidecidual, previamente amostrados em 2010 e 2017, a fim de investigar o acúmulo de BAS e a recuperação das áreas ao longo do tempo. Foram amostrados e identificados todos os indivíduos lenhosos com diâmetro do caule na altura do peito (DAP) maior que 1,9 cm, enquanto a BAS e o estoque de C foram calculados para os indivíduos com DAP > 5 cm. As variáveis densidade de indivíduos, BAS, área basal e densidade média da madeira foram comparados entre os três censos, bem como a riqueza de espécies. Também foram calculadas as taxas de incremento de BAS e mortalidade referente ao último censo. Para o censo de 2022, das 70 espécies registradas, 43 apresentaram indivíduos com DAP mínimo para participarem do cálculo de BAS, que teve média de 80 ? 6 Mg/ha (40 ? 3 Mg C/ha). Entre os anos de 2017 e 2022, foi observada manutenção dos valores das variáveis BAS e densidade média da madeira, ocorrendo aumento da densidade de indivíduos e área basal de 2010 para 2022. Analisando individualmente as áreas, foi possível constatar, inclusive, queda da BAS para o censo atual. Também foi encontrado redução das taxas de incremento, sugerindo que os reflorestamentos não estão acumulando carbono no mesmo ritmo, bem como taxas de mortalidade elevadas para as áreas onde a redução da BAS foi significativa. Considerando que mais de 70% da BAS está concentrada nos indivíduos adultos plantados, e muitos apresentam sinais de senescência, a mortalidade desses não parece estar sendo compensada pelo ingresso de novos indivíduos, sugerindo estagnação do estoque de BAS, tendo em vista a ausência de relação entre este e a densidade de indivíduos. Além disso, a maior parte das espécies encontradas são as que foram utilizadas no plantio inicial de mudas, apontando para um baixo ingresso de espécies não pioneiras, longevas e com alta densidade específica da madeira, que permitiriam o aumento da capacidade armazenamento do carbono e por longos períodos. Dessa forma, o acúmulo e o estoque de BAS acabam sendo limitados, ficando abaixo dos padrões de referência regionais. Ainda não é possível afirmar se o acúmulo de biomassa será retomado nos próximos anos, representando esse um momento de oscilação, porém, devido a pouca idade dos reflorestamentos, era esperado que ainda apresentassem um aumento dos estoques de BAS, não os padrões encontrados. Considerando isso, a manutenção do monitoramento a longo prazo auxiliará na compreensão dos padrões de acúmulo de BAS, além de elucidar as causas dos fenômenos encontrados, permitindo um melhor manejo dessas áreas em restauração
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Considerando isso, objetivamos com este estudo realizar um novo censo em seis reflorestamentos de Floresta Estacional Semidecidual, previamente amostrados em 2010 e 2017, a fim de investigar o acúmulo de BAS e a recuperação das áreas ao longo do tempo. Foram amostrados e identificados todos os indivíduos lenhosos com diâmetro do caule na altura do peito (DAP) maior que 1,9 cm, enquanto a BAS e o estoque de C foram calculados para os indivíduos com DAP > 5 cm. As variáveis densidade de indivíduos, BAS, área basal e densidade média da madeira foram comparados entre os três censos, bem como a riqueza de espécies. Também foram calculadas as taxas de incremento de BAS e mortalidade referente ao último censo. Para o censo de 2022, das 70 espécies registradas, 43 apresentaram indivíduos com DAP mínimo para participarem do cálculo de BAS, que teve média de 80 ? 6 Mg/ha (40 ? 3 Mg C/ha). Entre os anos de 2017 e 2022, foi observada manutenção dos valores das variáveis BAS e densidade média da madeira, ocorrendo aumento da densidade de indivíduos e área basal de 2010 para 2022. Analisando individualmente as áreas, foi possível constatar, inclusive, queda da BAS para o censo atual. Também foi encontrado redução das taxas de incremento, sugerindo que os reflorestamentos não estão acumulando carbono no mesmo ritmo, bem como taxas de mortalidade elevadas para as áreas onde a redução da BAS foi significativa. Considerando que mais de 70% da BAS está concentrada nos indivíduos adultos plantados, e muitos apresentam sinais de senescência, a mortalidade desses não parece estar sendo compensada pelo ingresso de novos indivíduos, sugerindo estagnação do estoque de BAS, tendo em vista a ausência de relação entre este e a densidade de indivíduos. Além disso, a maior parte das espécies encontradas são as que foram utilizadas no plantio inicial de mudas, apontando para um baixo ingresso de espécies não pioneiras, longevas e com alta densidade específica da madeira, que permitiriam o aumento da capacidade armazenamento do carbono e por longos períodos. Dessa forma, o acúmulo e o estoque de BAS acabam sendo limitados, ficando abaixo dos padrões de referência regionais. Ainda não é possível afirmar se o acúmulo de biomassa será retomado nos próximos anos, representando esse um momento de oscilação, porém, devido a pouca idade dos reflorestamentos, era esperado que ainda apresentassem um aumento dos estoques de BAS, não os padrões encontrados. Considerando isso, a manutenção do monitoramento a longo prazo auxiliará na compreensão dos padrões de acúmulo de BAS, além de elucidar as causas dos fenômenos encontrados, permitindo um melhor manejo dessas áreas em restauraçãoForest restoration allows the resumption of atmospheric carbon (C) storage, affected by environmental degradation and fragmentation of native forests, which can be quantified based on aboveground biomass (AGB). From long-term monitoring of AGB accumulation, as well as other parameters, it is possible to estimate restoration progress. Considering that, we aimed with this study to carry out a new census in six reforestations sites of Semideciduous Seasonal Forest, previously sampled in 2010 and 2017, in order to investigate the BAS accumulation and the recovery of the areas over time. All woody individuals with stem diameter at breast height (DBH) greater than 1.9 cm were sampled and identified, while BAS and C stocks were calculated for individuals with DBH > 5 cm. Individual density, AGB, basal area and average wood density were compared between the three censuses, as well as species richness. AGB increment and mortality rates referring to the last census were also calculated. For the 2022 census, of the 70 recorded species, 43 had individuals with the minimum DBH to participate in the AGB calculation, which averaged 80 ? 6 Mg/ha (40 ? 3 Mg C/ha). Between 2017 and 2022, the values of the variables AGB and average wood density were maintained, with an increase in the density of individuals and basal area from 2010 to 2022. Analyzing the areas individually, it was possible to observe a decrease in AGB for the current census. A reduction in increment rates was also found, suggesting that reforestations are not accumulating carbon at the same pace, as well as high mortality rates for areas where the reduction in AGB was significant. Considering that more than 70% of AGB is concentrated in planted adult individuals, and many show signs of senescence, their mortality does not seem to be offset by the entry of new individuals, suggesting stagnation of the AGB stock, given the lack of relationship between this and the density of individuals. In addition, most of the species found are those that were used in the initial planting of seedlings, pointing to a low entry of non-pioneer species, long-lived and with high specific wood density, which would allow an increase in the storage capacity of carbon and therefore long periods. In this way, the accumulation and stock of AGB end up being limited, falling below the regional reference standards. It is still not possible to say whether the accumulation of biomass will resume in the coming years, representing this a moment of oscillation, however, due to the young age of the reforestations, it was expected that they would still present an increase in AGB stocks, not the patterns found. Considering this, the maintenance of long-term monitoring will help in understanding the patterns of AGB accumulation, in addition to elucidating the causes of the phenomena found, allowing a better management of these areas under restorationporCiências Biológicas - Biologia GeralCiências Biológicas - Biologia GeralReforestationCarbonAboveground biomassAtlantic forestBiological sciencesReflorestamentoCarbonoBiomassa acima do soloMata AtlânticaCiências biológicasAcúmulo de biomassa em sítios de restauração de floresta estacional semidecidual no norte do ParanáBiomass acumulation in semidecidual seasonal forests restoration areas in northern Paranáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCCB - Departamento de Biologia GeralPrograma de Pós-Graduação em Ciências BiológicasUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Ciências BiológicasORIGINALCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G.pdfCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G.pdfTexto completo ID. 190257application/pdf3790427https://repositorio.uel.br/bitstreams/974fe827-b243-467e-bf7d-03e99f92e1f4/download40c6ebd25b47f9541681c3277989b4b9MD51CB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G_TERMO.pdfCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G_TERMO.pdfTermo de autorizaçãoapplication/pdf89336https://repositorio.uel.br/bitstreams/a394ae46-6113-4df0-9ceb-72f1c9e95890/downloadfd0489d99a68416f4d4fddcbbf81767aMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8555https://repositorio.uel.br/bitstreams/ad7e307b-9b0a-4b05-8013-ed18012baccb/downloadb0875caec81dd1122312ab77c11250f1MD53TEXTCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G.pdf.txtCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G.pdf.txtExtracted texttext/plain145601https://repositorio.uel.br/bitstreams/bb21f158-eb78-4ecc-84e6-2a46e23941f5/downloadf38a2bbbdfd831f744640b60c99d61dfMD54CB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G_TERMO.pdf.txtCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G_TERMO.pdf.txtExtracted texttext/plain2693https://repositorio.uel.br/bitstreams/ee868cda-12bc-4077-be34-f3285c5db6b0/downloadb852fa86d11d0ca0f29162374b4752feMD56THUMBNAILCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G.pdf.jpgCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3693https://repositorio.uel.br/bitstreams/47a6a5cd-8a07-48ee-8a3e-be5f6ebb849c/download868e625f9c79e672e70b1b8ca29b2b05MD55CB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G_TERMO.pdf.jpgCB_BIO_Me_2023_Lemos_Giovanna_G_TERMO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg4722https://repositorio.uel.br/bitstreams/0712a103-d311-41eb-8709-eff6da48c5c5/download33eafd8bcacd4d6ae8e865bbffca09aaMD57123456789/185202025-05-05 14:30:56.568open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/18520https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2025-05-05T17:30:56Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLiBEZWNsYXJvLCB0YW1iw6ltLCBxdWUgbWUgcmVzcG9uc2FiaWxpem8gcGVsbyBjb250ZcO6ZG8gZGEgb2JyYSBvYmpldG8gZGVzdGEgYXV0b3JpemHDp8Ojbywgc2VuZG8gZGUgbWluaGEgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBxdWFpc3F1ZXIgbWVkaWRhcyBqdWRpY2lhaXMgb3UgZXh0cmFqdWRpY2lhaXMgY29uY2VybmVudGVzIGFvIGNvbnRlw7pkby4K
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