A função crítica do ócio: a educação no período intermediário de Nietzsche

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Mazamboni, Gabriel
Orientador(a): Weber, José Fernandes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/17254
Resumo: Ao abandonar os ideais de Schopenhauer e Wagner, sobretudo por identificar neles a reproducao de aspectos nocivos da Modernidade, Nietzsche escreve Humano, Demasiado Humano e inaugura uma nova fase em sua filosofia, que pode se caracterizar como uma reconciliacao com a ciencia a fim de combater a influencia moral, religiosa e metafisica para a construcao de uma cultura superior que toma a Grecia Antiga como aspiracao. Em um aforismo intitulado Em favor dos ociosos, Nietzsche expoe a decadencia dos eruditos e dos chamados “homens ativos” e a incapacidade destes de fruir uma vida contemplativa. A partir da valorizacao que o filosofo concebe ao ocio e a contemplacao, intende-se mapear suas concepcoes de modo a inseri-las no problema da educacao oriunda da Modernidade, questionar sua relevancia no Cultivo de Si, discutir a figura do espirito livre neste ambito, e identificar a ambiguidade da ciencia no periodo intermediario de sua producao tomando o perspectivismo como parametro.
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A partir da valorizacao que o filosofo concebe ao ocio e a contemplacao, intende-se mapear suas concepcoes de modo a inseri-las no problema da educacao oriunda da Modernidade, questionar sua relevancia no Cultivo de Si, discutir a figura do espirito livre neste ambito, e identificar a ambiguidade da ciencia no periodo intermediario de sua producao tomando o perspectivismo como parametro.By abandoning the ideals of Schopenhauer and Wagner, mainly because he identified in them the reproduction of harmful aspects of modernity, Nietzsche writes Human, All Too Human and inaugurates a new phase in his philosophy, which can be characterized as a reconciliation with science in order to combat the moral, religious and metaphysical influence for the construction of a superior culture that takes Ancient Greece as an aspiration. In an aphorism entitled In favor of the idle, Nietzsche exposes the decadence of scholars and “active men” for their inability to enjoy a contemplative life. Based on the valuation that the philosopher conceives of idleness and contemplation, it is intended to map his conceptions in order to insert them in the problem of education arising from modernity, to question its relevance in Self- Cultivation, to discuss the figure of the free spirit in this context, and to identify the ambiguity of science in the middle period of his production, taking perspectivism as a parameter.porCiências Humanas - FilosofiaNietzscheIdlenessEducationSelf-CultivationFree spirit.NietzscheÓcioEducaçãoCultivo de SiEspírito livre.A função crítica do ócio: a educação no período intermediário de NietzscheThe critical function of idleness: education in the middle period of Nietzscheinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCLCH - Departamento de FilosofiaPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Letras e Ciências HumanasORIGINALCH_FIL_Me_2023_Mazamboni_Gabriel.pdfCH_FIL_Me_2023_Mazamboni_Gabriel.pdfTexto completo. 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