Valores de referência de variáveis isocinéticas de flexores e extensores de tronco e relação com testes físicos de mulheres assintomáticas entre 20 e 49 anos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Bela, Laís Faganello Dela
Orientador(a): Cardoso, Jefferson Rosa [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/16902
Resumo: Resumo: A dinamometria isocinética é considerada padrão ouro para avaliação de desempenho muscular, no entanto, envolve um alto custo e complexidade em sua aplicação Esse estudo teve como objetivo estabelecer valores de referência para variáveis isocinéticas de flexores e extensores de tronco e relacioná-las com testes físicos de mulheres assintomáticas entre 2 e 49 anos Foram avaliadas 143 mulheres, divididas em 3 grupos etários (G2-29, G3-39 e G4-49), utilizando o dinamômetro isocinético (módulo: seated compressed) com uma amplitude total de 6 o (4 o de flexão e 2 o de extensão) nas velocidades de 6, 9 e 12 o/s Ainda, foram realizados a eletromiografia de superfície nos músculos reto abdominal, oblíquos externos e eretores espinhais e testes físicos Sorensen e abdominais por minuto As análises foram realizadas considerando as fases da contração isocinética (fase de aceleração, fase de isocinetismo e fase de desaceleração, normalizadas pela amplitude de movimento) Para as variáveis isocinéticas, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos, assim uma média geral foi proposta para o pico de torque em extensão (PT_EXTENSÃO) (6 o/s: 18,13 Nm (DP = 53,15); 9 o/s: 175,11 (5,62) e 12 o/s: 173,29 (51,1)), pico de toque em flexão (PT_FLEXÃO) (6 o/s: 111,68 (31,77); 9 o/s: 15,67 (3,78) e 12 o/s: 98,69 (28,7)), pico de torque em flexão normalizado pela massa corporal (PT_FLEXÃO_NORM) (6 o/s: 1,84 (,56); 9 o/s: 1,73 (,53) e 12 o/s: 1,62 (,5)), pico de torque em extensão normalizado pela massa corporal (PT_EXTENSÃO_NORM) (6 o/s: 2,95 (,85); 9 o/s: 2,87 (,84) e 12 o/s: 2,82 (,81)) e relação agonista/antagonista (RELAÇÃO AGO/ANT) para 6 o/s: ,71 (,45); 9 o/s: ,69 (,43) e 12 o/s: ,58 (,41) Para a comparação entre as velocidades dentro do mesmo grupo foram encontradas diferenças para o PT_FLEXÃO no G2-29 (todas as velocidades), G3-39 (6-12 o/s e 9-12 o/s) e G4-49 (6-12 o/s) PT_FLEXÃO_NORM no G3_39 entre as velocidades de 6-12 o/s (P = ,1) e RELAÇÃO AGO/ANT no G2-29 (6-12 o/s) Para a porcentagem de ativação muscular, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os músculos do lado direito e esquerdo do tronco Assim, foram apresentados apenas os resultados das diferenças na flexão para o oblíquo externo direito (OED) no grupo G2-29, G3-39 e G4-49 entre as velocidades 6-12 o/s (P = ,1) e 12-9 o/s (P = ,1) Para o reto abdominal direito (RAD), no G2-29 entre as velocidades 6-9 o/s (P = ,31) e G4-49 entre as velocidades 12-9 o/s (P = ,1), para eretor espinhal direito (EED), foram encontradas diferenças entre todas as velocidades (P < ,5) Quando realizada a comparação durante a extensão, foram encontradas diferenças para o OED entre todas as velocidades no G2-29 (P < ,5), no G3-39 e G4-49 (P < ,5) nas velocidades 6-9 o/s (P = ,1) e 6-12 o/s (P = ,1) Para o RAD, no G2-29 entre as velocidades 6-9 o/s (P = ,1), 6-12 o/s (P = ,1), no G3-39 nas velocidades 6-12 o/s (P = ,1) e 12-9 o/s (P = ,1) e no G4-49 apenas para 6-12 o/s (P = ,1) Para o EED, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre as velocidades Foram encontradas correlações com significância entre os testes de abdominais por minuto e o trabalho total na velocidade de 9 o/s: (r = ,18) e 12 o/s (r = ,25) e potência em 12 o/s (r = ,25), ambos durante o movimento de flexão Assim, considerando a interação dessas variáveis com o IMC e a idade foram elaboradas equações específicas Dessa maneira, esse estudo apresentou valores de referência para variáveis isocinéticas e elaborou equações para predizer variáveis da avaliação isocinética (trabalho total e potência) por meio do teste de abdominais por minuto que envolve um baixo custo e complexidade de execução
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9 o/s: 175,11 (5,62) e 12 o/s: 173,29 (51,1)), pico de toque em flexão (PT_FLEXÃO) (6 o/s: 111,68 (31,77); 9 o/s: 15,67 (3,78) e 12 o/s: 98,69 (28,7)), pico de torque em flexão normalizado pela massa corporal (PT_FLEXÃO_NORM) (6 o/s: 1,84 (,56); 9 o/s: 1,73 (,53) e 12 o/s: 1,62 (,5)), pico de torque em extensão normalizado pela massa corporal (PT_EXTENSÃO_NORM) (6 o/s: 2,95 (,85); 9 o/s: 2,87 (,84) e 12 o/s: 2,82 (,81)) e relação agonista/antagonista (RELAÇÃO AGO/ANT) para 6 o/s: ,71 (,45); 9 o/s: ,69 (,43) e 12 o/s: ,58 (,41) Para a comparação entre as velocidades dentro do mesmo grupo foram encontradas diferenças para o PT_FLEXÃO no G2-29 (todas as velocidades), G3-39 (6-12 o/s e 9-12 o/s) e G4-49 (6-12 o/s) PT_FLEXÃO_NORM no G3_39 entre as velocidades de 6-12 o/s (P = ,1) e RELAÇÃO AGO/ANT no G2-29 (6-12 o/s) Para a porcentagem de ativação muscular, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os músculos do lado direito e esquerdo do tronco Assim, foram apresentados apenas os resultados das diferenças na flexão para o oblíquo externo direito (OED) no grupo G2-29, G3-39 e G4-49 entre as velocidades 6-12 o/s (P = ,1) e 12-9 o/s (P = ,1) Para o reto abdominal direito (RAD), no G2-29 entre as velocidades 6-9 o/s (P = ,31) e G4-49 entre as velocidades 12-9 o/s (P = ,1), para eretor espinhal direito (EED), foram encontradas diferenças entre todas as velocidades (P < ,5) Quando realizada a comparação durante a extensão, foram encontradas diferenças para o OED entre todas as velocidades no G2-29 (P < ,5), no G3-39 e G4-49 (P < ,5) nas velocidades 6-9 o/s (P = ,1) e 6-12 o/s (P = ,1) Para o RAD, no G2-29 entre as velocidades 6-9 o/s (P = ,1), 6-12 o/s (P = ,1), no G3-39 nas velocidades 6-12 o/s (P = ,1) e 12-9 o/s (P = ,1) e no G4-49 apenas para 6-12 o/s (P = ,1) Para o EED, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre as velocidades Foram encontradas correlações com significância entre os testes de abdominais por minuto e o trabalho total na velocidade de 9 o/s: (r = ,18) e 12 o/s (r = ,25) e potência em 12 o/s (r = ,25), ambos durante o movimento de flexão Assim, considerando a interação dessas variáveis com o IMC e a idade foram elaboradas equações específicas Dessa maneira, esse estudo apresentou valores de referência para variáveis isocinéticas e elaborou equações para predizer variáveis da avaliação isocinética (trabalho total e potência) por meio do teste de abdominais por minuto que envolve um baixo custo e complexidade de execuçãoTese (Doutorado em Educação Física) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Educação Física e Esportes, Programa de Pós-Graduação em Educação FísicaAbstract: Isokinetic dynamometry is considered the gold standard for assessing muscle strength; however it is high cost and complex to apply The aim of this study was to establish reference values for isokinetic variables of trunk flexors and extensors and their relationship with physical tests of asymptomatic women aged between 2 and 49 years A total of 143 women performed the isokinetic evaluation (module: seated compressed) with a range of motion (ROM) of 6 o (4 o flexion and 2 o extension) at velocities of 6, 9, and 12 o/s In addition, electromyography was performed on the rectus abdominis, external oblique, and erector spinal and the physical Sorensen and abdominal tests per minute were evaluated The analysis was performed considering the phases of isokinetic contraction (acceleration, load range, and deceleration) For the isokinetic variable, no statistically significant differences were found between groups, so a general mean was proposed for peak of torque extension (PT_EXTENSION) (6 o/s: 1813 Nm (SD = 5315), 9 o/s: 17511 (562), and 12 o/s: 17329 (511)), peak of torque flexion (PT_FLEXION) (6 o/s: 11168 (3177), 9 o/s: 1567 (378), and 12 o/s: 9869 (287)), peak of torque flexion normalized for body mass (PT_FLEXION_NORM) (6 o/s: 1,84(,56); 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description Resumo: A dinamometria isocinética é considerada padrão ouro para avaliação de desempenho muscular, no entanto, envolve um alto custo e complexidade em sua aplicação Esse estudo teve como objetivo estabelecer valores de referência para variáveis isocinéticas de flexores e extensores de tronco e relacioná-las com testes físicos de mulheres assintomáticas entre 2 e 49 anos Foram avaliadas 143 mulheres, divididas em 3 grupos etários (G2-29, G3-39 e G4-49), utilizando o dinamômetro isocinético (módulo: seated compressed) com uma amplitude total de 6 o (4 o de flexão e 2 o de extensão) nas velocidades de 6, 9 e 12 o/s Ainda, foram realizados a eletromiografia de superfície nos músculos reto abdominal, oblíquos externos e eretores espinhais e testes físicos Sorensen e abdominais por minuto As análises foram realizadas considerando as fases da contração isocinética (fase de aceleração, fase de isocinetismo e fase de desaceleração, normalizadas pela amplitude de movimento) Para as variáveis isocinéticas, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos, assim uma média geral foi proposta para o pico de torque em extensão (PT_EXTENSÃO) (6 o/s: 18,13 Nm (DP = 53,15); 9 o/s: 175,11 (5,62) e 12 o/s: 173,29 (51,1)), pico de toque em flexão (PT_FLEXÃO) (6 o/s: 111,68 (31,77); 9 o/s: 15,67 (3,78) e 12 o/s: 98,69 (28,7)), pico de torque em flexão normalizado pela massa corporal (PT_FLEXÃO_NORM) (6 o/s: 1,84 (,56); 9 o/s: 1,73 (,53) e 12 o/s: 1,62 (,5)), pico de torque em extensão normalizado pela massa corporal (PT_EXTENSÃO_NORM) (6 o/s: 2,95 (,85); 9 o/s: 2,87 (,84) e 12 o/s: 2,82 (,81)) e relação agonista/antagonista (RELAÇÃO AGO/ANT) para 6 o/s: ,71 (,45); 9 o/s: ,69 (,43) e 12 o/s: ,58 (,41) Para a comparação entre as velocidades dentro do mesmo grupo foram encontradas diferenças para o PT_FLEXÃO no G2-29 (todas as velocidades), G3-39 (6-12 o/s e 9-12 o/s) e G4-49 (6-12 o/s) PT_FLEXÃO_NORM no G3_39 entre as velocidades de 6-12 o/s (P = ,1) e RELAÇÃO AGO/ANT no G2-29 (6-12 o/s) Para a porcentagem de ativação muscular, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os músculos do lado direito e esquerdo do tronco Assim, foram apresentados apenas os resultados das diferenças na flexão para o oblíquo externo direito (OED) no grupo G2-29, G3-39 e G4-49 entre as velocidades 6-12 o/s (P = ,1) e 12-9 o/s (P = ,1) Para o reto abdominal direito (RAD), no G2-29 entre as velocidades 6-9 o/s (P = ,31) e G4-49 entre as velocidades 12-9 o/s (P = ,1), para eretor espinhal direito (EED), foram encontradas diferenças entre todas as velocidades (P < ,5) Quando realizada a comparação durante a extensão, foram encontradas diferenças para o OED entre todas as velocidades no G2-29 (P < ,5), no G3-39 e G4-49 (P < ,5) nas velocidades 6-9 o/s (P = ,1) e 6-12 o/s (P = ,1) Para o RAD, no G2-29 entre as velocidades 6-9 o/s (P = ,1), 6-12 o/s (P = ,1), no G3-39 nas velocidades 6-12 o/s (P = ,1) e 12-9 o/s (P = ,1) e no G4-49 apenas para 6-12 o/s (P = ,1) Para o EED, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre as velocidades Foram encontradas correlações com significância entre os testes de abdominais por minuto e o trabalho total na velocidade de 9 o/s: (r = ,18) e 12 o/s (r = ,25) e potência em 12 o/s (r = ,25), ambos durante o movimento de flexão Assim, considerando a interação dessas variáveis com o IMC e a idade foram elaboradas equações específicas Dessa maneira, esse estudo apresentou valores de referência para variáveis isocinéticas e elaborou equações para predizer variáveis da avaliação isocinética (trabalho total e potência) por meio do teste de abdominais por minuto que envolve um baixo custo e complexidade de execução
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