Sobre tatos metafóricos na obra de B. F. Skinner

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Quintão, Poliane Oliveira
Orientador(a): Melo, Camila Muchon de [Orientador]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/15178
Resumo: Resumo: A teoria do comportamento verbal de B F Skinner, apresentada em 1957, no livro Verbal Behavior, foi a proposta desse autor para que esse tipo de comportamento passasse a ser compreendido sob um ponto de vista funcional Ou seja, Skinner buscou dissociar o entendimento da linguagem pela via do inato/biológico ou pela aquisição das estruturas gramaticais e fonéticas, que eram as explicações predominantes para o comportamento verbal Skinner abordou em seu livro muitos temas importantes relacionados ao comportamento verbal, como por exemplo, o papel do falante, do ouvinte, a questão crucial do significado, e ainda, falou sobre tatos metafóricos O objetivo deste estudo foi apresentar a perspectiva de Skinner acerca das metáforas; e a relação das metáforas com as emoções e com a linguagem científica Por meio de uma análise teórico-conceitual que teve como base capítulos do livro Verbal Behavior acrescido de outros textos de Skinner, textos esse que foram selecionados por leituras realizadas pela autora, onde os temas do presente estudo eram pertinentes para a discussão Em um primeiro momento, realizou-se uma busca sobre como o autor conceitua tatos metafóricos e como é a explicação skinneriana acerca da metáfora sob o ponto de vista funcional Em seguida, foram apresentados os resultados do estudo, divididos em dois tópicos: a relação metáforas e emoções, bem como, o uso de metáforas na linguagem científica Uma seção de resultados que abordasse metáforas e emoções mostrou-se praticamente indispensável, posto que Skinner, em Verbal Behavior, traz a relação entre esses dois temas Nos resultados sobre o segundo tema foi tratada a afirmação de Skinner de que metáforas não devem ser usadas na ciência, entretanto, um paradoxo se faz presente quando o próprio autor utilizou metáforas que sustentam sua teoria Sendo, por isso, acusado do uso de metáforas em sua teoria por alguns autores, principalmente linguistas que legitimam o emprego de metáforas na ciência O uso das metáforas para explicação de estados emocionais (em que parte desses podem ser privados) é validado pelo autor, porque essa seria uma das maneiras em que o próprio falante poderia falar sobre seus eventos privados e a comunidade verbal teria conhecimento desses eventos e poderia reforçar adequadamente o falante Por outro lado, Skinner é contra o uso de metáforas na linguagem científica, porque ele sugere que um dos compromissos do fazer científico é a coesão e a objetividade Sendo assim, as metáforas em Skinner se destacam em dois aspectos: o primeiro, como sendo algo necessário e útil para a narração de estados emocionais; o segundo, como uma prática depreciativa para o campo da ciência As idéias de Skinner sobre esses aspectos alinham-se à base empírica desses fatos Ou seja, comumente os indivíduos narram seus estados emocionais por meio de metáforas, e existe de modo geral, certo rigor no comportamento verbal científico que busca se distanciar do emprego de metáforas em suas formulações e descrições
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o segundo, como uma prática depreciativa para o campo da ciência As idéias de Skinner sobre esses aspectos alinham-se à base empírica desses fatos Ou seja, comumente os indivíduos narram seus estados emocionais por meio de metáforas, e existe de modo geral, certo rigor no comportamento verbal científico que busca se distanciar do emprego de metáforas em suas formulações e descriçõesDissertação (Mestrado em Análise do Comportamento) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Análise do ComportamentoAbstract: B F Skinner’s theory of the verbal behavior, presented in 1957 in his book Verbal Behavior, was proposed by the referred author in order to create a new understanding of such behavior from a functional point of view In other words, Skinner meant to dissociate language understanding from innate/biological terms and from the acquisition of grammatical and phonetic structures, which were the predominant explanations for verbal behavior Skinner addressed in his book many important issues related to verbal behavior, such as the role of the speaker, of the listener; the crucial question of meaning Also, he also talked about metaphors, or, such as described in book: metaphorical tacts The aim of this study was to present Skinner’s theory on verbal metaphors, and the relation they hold with emotions and with the scientific language, since Skinner connects these two topics to the subject of metaphors in many of his writings Through a theoretical-conceptual analysis, based on chapters of the book Verbal Behavior and other of Skinner´s texts, the present thesis developed a research on how the author conceptualizes metaphorical feels and on finding which is his explanation of metaphors from a functional point of view The following step involved establishing the link between metaphors and emotions, as well as the use of metaphors in scientific language The authors of this thesis judged of the highest importance to include a section which could demonstrate the results involving the link between metaphors and emotions, since Skinner himself, in Verbal Behavior, brings up this connection as to the second of the themes suggested above, this thesis presented the topic brought up by Skinner’s assertion that metaphors should not be used in science However, this is controversial because the author himself used metaphors that support his theory Hence, he was accused of having used metaphors in his theorization by other authors, mainly of the linguists area, which tend to legitimize the use of metaphors in science The use of metaphors for explaining emotional states (some of which can be private) is valid according to Skinner because that would be one of the ways through which the speaker himself could talk about their private events Moreover, if the verbal community were aware of these events, this could adequately reinforce the speaker Finally, this thesis shows how Skinner’s theory is not prone to the use of metaphors in scientific language, because he says one of the aims of science making is to be as cohesive and objective as possible in the postulation and transmission of its laws That being the reason why Skinner’s metaphors demonstrate two aspects: the first relates to how they are necessary and useful for the narration of emotional states, and the second, which shows the maleficent reaction it operates in science Skinner’s ideas on this aspects align with the empirical base of facts That is to say that commonly individuals narrate their emotional states by the use of metaphors, and there is, generally, a certain rigour in scientific verbal behavior, which searches to create distance between the use of metaphors in its formulations and descriptionsporComportamento verbalMetáforaEmoçõesLinguagem científicaBehavioral analysisVerbal behaviorMetaphorSobre tatos metafóricos na obra de B. F. Skinnerinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoAnálise do ComportamentoCentro de Ciências BiológicasPrograma de Pós-Graduação em Análise do Comportamento-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess173357vtls000199460SIMvtls000199460http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00019946064.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0001994604610.pdf123456789/2102 - Mestrado - Análise do ComportamentoORIGINAL4610.pdfapplication/pdf1632768https://repositorio.uel.br/bitstreams/9cfc2da6-2861-4f73-98e1-580f41839db7/download5301a7b3aa3dfed723a269cffcd34056MD51LICENCElicence.txttext/plain263https://repositorio.uel.br/bitstreams/34aa3dd6-a437-4be3-8300-8b5d18a90f00/download753f376dfdbc064b559839be95ac5523MD52TEXT4610.pdf.txt4610.pdf.txtExtracted texttext/plain122385https://repositorio.uel.br/bitstreams/9242caf6-ae1b-43cb-8b7e-67b81f9dfa32/download06f145fff0fc1e3141a123329d45d65bMD53THUMBNAIL4610.pdf.jpg4610.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3531https://repositorio.uel.br/bitstreams/8053e5b1-819a-48b1-a6aa-8d387831dbba/download3e2a6fa467e9e0c799b34f7be45eaccaMD54123456789/151782024-07-12 01:19:50.403open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/15178https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:19:50Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false
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