Epidemiologia das infecções hematogênicas por Candida spp. no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina e avaliação de antifúngicos e baicaleína na suscetibilidade fúngica
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Resumo: Espécies do gênero Candida são os principais patógenos fúngicos envolvidos em infecções humanas Frente a emergência de espécies de Candida não-albicans e a ocorrência de resistência intrínseca e adquirida destas leveduras, é necessário um estudo contínuo para analisar possíveis mudanças no perfil de resistência e frequência de espécies, assim como, surge a necessidade de busca de drogas antifúngicas eficazes Neste estudo os objetivos foram avaliar a frequência de espécies de Candida obtidas de hemoculturas de pacientes internados no Hospital Universitário de Londrina nos anos de 21 e 211, analisar a suscetibilidade fúngica por meio da técnica de Microdiluição em Caldo proposta pelo AFST-EUCAST (28) e avaliar a atividade antifúngica do flavonoide baicaleína frente a isolados de Candida parapsilosis sensíveis e resistentes ao fluconazol Um total de 68 episódios de candidemia ocorreu nos anos de 21 e 211 Candida tropicalis foi a espécie mais frequente (3,9%) seguida por C albicans (27,9%), C parapsilosis (22,1%) e C glabrata (1,3%) Vários fatores de risco parecem estar associados aos episódios de candidemia, destacando o uso prévio de antibióticos (96,5%), a ventilação mecânica (77,2%), e o internamento em unidade de terapia intensiva (75,4%) Os agentes antifúngicos utilizados nos testes de suscetibilidade foram: anfotericina B, fluconazol, itraconazol e voriconazol Com relação à anfotericina B, apenas um isolado de C albicans foi resistente (98%) entre todos isolados testados No geral, houve alta suscetibilidade aos azóis, sendo C glabrata e C krusei as espécies que apresentaram as maiores Concentrações Inibitória Mínima (CIM) A atividade antifúngica da baicaleína sobre 15 isolados clínicos de C parapsilosis e o isolado ATCC 2219 foi avaliada por meio da análise de suscetibilidade fúngica e por meio da avaliação da viabilidade celular A baicaleína apresentou valores de IC5 de 8µg/mL para isolados resistentes ao fluconazol e de 4-8 µg/mL para os sensíveis Já com relação ao CIM8 foi observada uma variação de 8-32 µg/mL e de 16-32 µg/mL para os isolados sensíveis e resistentes ao fluconazol, respectivamente O uso combinado de fluconazol e baicaleína resultou em sinergismo para o isolado 3571 em termos de CIM5 Já em termos de CIM8 sinergismo foi observado para 2 isolados (2621 e 3571) Houve redução de 4 vezes na concentração de ambas substâncias para o primeiro isolado e de até 32 vezes para o último Com relação ao teste de viabilidade celular, os melhores resultados foram obtidos para o isolado 3571 (resistente a fluconazol) que apresentou viabilidade celular de apenas 15,74% com relação ao controle frente a 32 µg/mL de baicaleína Os dados obtidos reforçam o aumento de Candida não-albicans no Brasil, entretanto a resistência a anfotericina B, fluconazol, itraconazol e voriconazol entre isolados sanguíneos de Candida ainda é incomum Os dados obtidos sugerem, ainda, que o flavonoide baicaleína apresenta atividade antifúngica contra isolados de C parapsilosis independente dos mesmos apresentarem resistência ao fluconazol |
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Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em MicrobiologiaAbstract: Candida species are the main fungal pathogens involved in human infections Considering the emergence of non-albicans Candida species and the occurrence of intrinsic and acquired resistance of this yeast is necessary a continuous study to analyze possible changes in resistance and frequency of species, as well as, the need arises to search for effective antifungal drugs_ In this study the objectives were to evaluate the frequency of Candida species from blood cultures obtained from patients admitted to the University Hospital of Londrina in the years 21 and 211, to evaluate the fungal susceptibility by broth microdilution technique proposed by AFST-EUCAST (28) and to evaluate the antifungal activity of the flavonoid baicalein against isolates of Candida parapsilosis susceptible and resistant to fluconazole A total of 68 episodes of candidemia occurred in the years 21 and 211 Candida tropicalis was the most frequent (39%) followed by C albicans (279%), C parapsilosis (221%) and C glabrata (13%) Several risk factors seem to be associated with episodes of candidemia, highlighting the use of antibiotics (965%), mechanical ventilation (772%), and hospitalization in the intensive care unit (754%) The antifungal agents used in these susceptibility tests were: amphotericin B, fluconazole, itraconazole and voriconazole Regarding to amphotericin B, only one isolate of C albicans was resistant (98%) among all isolates tested Overall, there was a high susceptibility to azoles C glabrata and C krusei exhibited the highest minimal inhibitory concentrations (MIC) The antifungal activity of baicalein was evaluated by the employment of fungal susceptibility tests and by cell viability over 15 clinical isolates of C parapsilosis and ATCC 2219 The baicalein showed IC5 values of 8µg/mL for fluconazole resistant strains and of 4-8µg/mL for susceptible strains With regard to CIM8 it varied between 8-32 µg/mL and 16-32 µg/mL for fluconazole susceptible and resistant strains, respectively The combined use of fluconazole and baicalein resulted in synergism for strain 3571 in terms of MIC5 In terms of CIM8 synergism was observed for two strains (2621 and 3571) There was a reduction of 4 times the concentration of both substances to the former strain and up to 32 times to the latter strain Regarding cell viability, the best results were obtained for the strain 3571 (fluconazole resistant) that exhibited cell viability of only 1574% compared to the control when exposed to 32 µg/mL baicalein The obtained data reinforce the increase of non-albicans Candida species in Brazil, however, resistance to amphotericin B, fluconazole, itraconazole and voriconazole among blood strains of Candida is still rare The data also suggest that the flavonoid baicalein has antifungal activity against isolates of C parapsilosis independent of their resistance to fluconazoleporCandidaEpidemiologiaFungos patogênicosAgentes antiinfecciososFlavonóidesCandidaPathogenic fungiFlavonoidsMedical microbiologyEpidemiologyEpidemiologia das infecções hematogênicas por Candida spp. no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina e avaliação de antifúngicos e baicaleína na suscetibilidade fúngicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoMicrobiologiaCentro de Ciências BiológicasPrograma de Pós-Graduação em Microbiologia-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess162490vtls000186969SIMvtls000186969http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00018696964.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0001869693097.pdf123456789/2502 - 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Resumo: Espécies do gênero Candida são os principais patógenos fúngicos envolvidos em infecções humanas Frente a emergência de espécies de Candida não-albicans e a ocorrência de resistência intrínseca e adquirida destas leveduras, é necessário um estudo contínuo para analisar possíveis mudanças no perfil de resistência e frequência de espécies, assim como, surge a necessidade de busca de drogas antifúngicas eficazes Neste estudo os objetivos foram avaliar a frequência de espécies de Candida obtidas de hemoculturas de pacientes internados no Hospital Universitário de Londrina nos anos de 21 e 211, analisar a suscetibilidade fúngica por meio da técnica de Microdiluição em Caldo proposta pelo AFST-EUCAST (28) e avaliar a atividade antifúngica do flavonoide baicaleína frente a isolados de Candida parapsilosis sensíveis e resistentes ao fluconazol Um total de 68 episódios de candidemia ocorreu nos anos de 21 e 211 Candida tropicalis foi a espécie mais frequente (3,9%) seguida por C albicans (27,9%), C parapsilosis (22,1%) e C glabrata (1,3%) Vários fatores de risco parecem estar associados aos episódios de candidemia, destacando o uso prévio de antibióticos (96,5%), a ventilação mecânica (77,2%), e o internamento em unidade de terapia intensiva (75,4%) Os agentes antifúngicos utilizados nos testes de suscetibilidade foram: anfotericina B, fluconazol, itraconazol e voriconazol Com relação à anfotericina B, apenas um isolado de C albicans foi resistente (98%) entre todos isolados testados No geral, houve alta suscetibilidade aos azóis, sendo C glabrata e C krusei as espécies que apresentaram as maiores Concentrações Inibitória Mínima (CIM) A atividade antifúngica da baicaleína sobre 15 isolados clínicos de C parapsilosis e o isolado ATCC 2219 foi avaliada por meio da análise de suscetibilidade fúngica e por meio da avaliação da viabilidade celular A baicaleína apresentou valores de IC5 de 8µg/mL para isolados resistentes ao fluconazol e de 4-8 µg/mL para os sensíveis Já com relação ao CIM8 foi observada uma variação de 8-32 µg/mL e de 16-32 µg/mL para os isolados sensíveis e resistentes ao fluconazol, respectivamente O uso combinado de fluconazol e baicaleína resultou em sinergismo para o isolado 3571 em termos de CIM5 Já em termos de CIM8 sinergismo foi observado para 2 isolados (2621 e 3571) Houve redução de 4 vezes na concentração de ambas substâncias para o primeiro isolado e de até 32 vezes para o último Com relação ao teste de viabilidade celular, os melhores resultados foram obtidos para o isolado 3571 (resistente a fluconazol) que apresentou viabilidade celular de apenas 15,74% com relação ao controle frente a 32 µg/mL de baicaleína Os dados obtidos reforçam o aumento de Candida não-albicans no Brasil, entretanto a resistência a anfotericina B, fluconazol, itraconazol e voriconazol entre isolados sanguíneos de Candida ainda é incomum Os dados obtidos sugerem, ainda, que o flavonoide baicaleína apresenta atividade antifúngica contra isolados de C parapsilosis independente dos mesmos apresentarem resistência ao fluconazol |
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