Psicologia social no contexto de vulnerabilidades sociais : uma perspectiva crítica e do cotidiano
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Resumo: A desigualdade social no Brasil impõe modos de vida bastante precários a uma grande parcela da população no país, enquanto uma pequena parte desfruta de condições privilegiadas As vulnerabilidades sociais presentes em nosso meio e que são sentidas pela população mais pobre, apresentam várias formas de restrições, violências e opressões como a precariedade das condições de moradia, a miséria, o desemprego, a baixa qualidade de ensino público, o aumento da criminalidade, a dificuldade ou ausência de acesso aos serviços básicos como saúde, saneamento básico, transporte público, entre outros, assinalam cada vez mais a relevância de refletir criticamente o modelo de sociedade contemporânea em que estamos inseridos, assim como também (re)pensar as relações de poder que atravessam as diferentes formas de sociabilidades e suas implicações nas dimensões intersubjetivas, em diversos cotidianos e realidades no país A desigualdade, que não se limita apenas às questões de ordem econômicas, apresenta, ao longo de sua construção, conflitos políticos, sociais e culturais, como o avanço do sistema capitalista neoliberal, o processo de modernização em países periféricos do capitalismo, a naturalização da subcidadania, a manutenção da colonialidade (do poder) na produção da vida em sociedade, e o racismo que tem a escravidão como matriz histórica não devidamente superada Dessa forma, somos atravessados por biopolíticas e necropolíticas que implicam em um jogo de inclusão perversa da exclusão social de pessoas desprovidas de direitos, que se somam à grande massa descartada pelo sistema capitalista, por meio de mecanismos e dispositivos presentes nos discursos e nas práticas sociais em nosso cotidiano Sendo assim, é possível apontar a coexistência de um conjunto de forças em disputa na produção científica na Psicologia, no qual se entrecruzam racionalidades normativas, coloniais e canônicas, bem como outras perspectivas mais críticas, politizadas, descoloniais e periféricas, que buscam não apenas romper com modelos dominantes e hegemônicos ou negá-los, mas, sobretudo, criar novas formas de pensar e agir sobre a realidade Para isso, é fundamental discutir algumas questões sociais e epistemológicas acerca da produção de conhecimento da Psicologia Social, explorando as dimensões de sua práxis no que se refere à atenção às condições impostas de vulnerabilidades sociais Este estudo buscou refletir sobre as fronteiras da subcidadania, dos processos de subjetivação e da produção de subjetividades marcadas pela desigualdade social, pela exclusão social, pelo racismo, pela violência e pelas diversas formas de precarização das condições de vida, a partir da práxis e da história – mnemicamente registrada - como psicólogo social comunitário, situado em cotidianos das periferias urbanas cujas situações de subcidadania se presentificam marcadamente Histórias e memórias que se desdobram em discussões em torno de uma multiplicidade de discursos e práticas no dia a dia destes lugares periféricos da cidade nos quais interagi densamente, e procurei tecer reflexões, a partir de elementos concretos dessa realidade, para contribuir e participar do diálogo com profissionais e pesquisadores que se movem no sentido de construir uma Psicologia Social comprometida social e politicamente para a conscientização/ emancipação das subcidadanias e para desconstrução das opressões e das violências naturalizadas em nosso contexto histórico |
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Fuji, Sérgio KazuyoshiMansano, Sônia Regina Vargas08fb829d-304a-4782-b541-13980c4e7c8d-1Cedeño, Alejandra Astrid León1c35270f-4e05-4c87-b49d-1e8f29e79270-1f3d42457-1a84-4aac-aca8-3905361f8d0efc60f5ff-21a0-4980-b66b-a926a419640cLima, Alexandre Bonetti [Orientador]Londrina2024-05-01T13:47:20Z2024-05-01T13:47:20Z2021.0022.02.2021https://repositorio.uel.br/handle/123456789/12018Resumo: A desigualdade social no Brasil impõe modos de vida bastante precários a uma grande parcela da população no país, enquanto uma pequena parte desfruta de condições privilegiadas As vulnerabilidades sociais presentes em nosso meio e que são sentidas pela população mais pobre, apresentam várias formas de restrições, violências e opressões como a precariedade das condições de moradia, a miséria, o desemprego, a baixa qualidade de ensino público, o aumento da criminalidade, a dificuldade ou ausência de acesso aos serviços básicos como saúde, saneamento básico, transporte público, entre outros, assinalam cada vez mais a relevância de refletir criticamente o modelo de sociedade contemporânea em que estamos inseridos, assim como também (re)pensar as relações de poder que atravessam as diferentes formas de sociabilidades e suas implicações nas dimensões intersubjetivas, em diversos cotidianos e realidades no país A desigualdade, que não se limita apenas às questões de ordem econômicas, apresenta, ao longo de sua construção, conflitos políticos, sociais e culturais, como o avanço do sistema capitalista neoliberal, o processo de modernização em países periféricos do capitalismo, a naturalização da subcidadania, a manutenção da colonialidade (do poder) na produção da vida em sociedade, e o racismo que tem a escravidão como matriz histórica não devidamente superada Dessa forma, somos atravessados por biopolíticas e necropolíticas que implicam em um jogo de inclusão perversa da exclusão social de pessoas desprovidas de direitos, que se somam à grande massa descartada pelo sistema capitalista, por meio de mecanismos e dispositivos presentes nos discursos e nas práticas sociais em nosso cotidiano Sendo assim, é possível apontar a coexistência de um conjunto de forças em disputa na produção científica na Psicologia, no qual se entrecruzam racionalidades normativas, coloniais e canônicas, bem como outras perspectivas mais críticas, politizadas, descoloniais e periféricas, que buscam não apenas romper com modelos dominantes e hegemônicos ou negá-los, mas, sobretudo, criar novas formas de pensar e agir sobre a realidade Para isso, é fundamental discutir algumas questões sociais e epistemológicas acerca da produção de conhecimento da Psicologia Social, explorando as dimensões de sua práxis no que se refere à atenção às condições impostas de vulnerabilidades sociais Este estudo buscou refletir sobre as fronteiras da subcidadania, dos processos de subjetivação e da produção de subjetividades marcadas pela desigualdade social, pela exclusão social, pelo racismo, pela violência e pelas diversas formas de precarização das condições de vida, a partir da práxis e da história – mnemicamente registrada - como psicólogo social comunitário, situado em cotidianos das periferias urbanas cujas situações de subcidadania se presentificam marcadamente Histórias e memórias que se desdobram em discussões em torno de uma multiplicidade de discursos e práticas no dia a dia destes lugares periféricos da cidade nos quais interagi densamente, e procurei tecer reflexões, a partir de elementos concretos dessa realidade, para contribuir e participar do diálogo com profissionais e pesquisadores que se movem no sentido de construir uma Psicologia Social comprometida social e politicamente para a conscientização/ emancipação das subcidadanias e para desconstrução das opressões e das violências naturalizadas em nosso contexto históricoDissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em PsicologiaAbstract: Social inequality in Brazil imposes very precarious ways of life on a large portion of the population in the country, while a small part enjoys privileged conditions The social vulnerabilities present in our environment and which are felt by the most vulnerable population, present various forms of restrictions, violence and oppression such as precarious housing conditions, misery, unemployment, low quality of public education, increased crime , the difficulty or lack of access to basic services such as health, basic sanitation, public transport, among others, increasingly point to the relevance of critically reflecting the model of contemporary society in which we operate, as well as (re) thinking about the relationships of power that go through the different forms of sociability and their implications in the intersubjective dimensions, in different daily lives and realities in the country Inequality, which is not limited only to economic issues, presents, throughout its construction, political, social and cultural conflicts, such as the advance of the neoliberal capitalist system, the modernization process in capitalist peripheral countries, the naturalization of subcitizenship, the maintenance of coloniality (of power) in the production of life in society, and the racism that has slavery as a historical matrix not properly overcome Thus, we are crossed by biopolitics and necropolitics that imply a game of perverse inclusion of the social exclusion of people without rights, which are added to the great mass discarded by the capitalist system, through mechanisms and devices present in the discourses and social practices in our daily lives Thus, it is possible to point out the coexistence of a set of forces in dispute in scientific production in Psychology, in which normative, colonial and canonical rationalities intertwine, as well as other more critical, politicized, decolonial and peripheral perspectives, which seek not only to break with dominant and hegemonic models or deny them, but above all, create new ways of thinking and acting on reality For this, it is essential to discuss some social and epistemological questions about the production of knowledge in Social Psychology, exploring the dimensions of its praxis with regard to attention to the conditions imposed by social vulnerabilities This study sought to reflect on the boundaries of sub-citizenship, the processes of subjectivation and the production of subjectivities marked by social inequality, social exclusion, racism, violence and the various forms of precarious living conditions, based on praxis and history - mnemically registered - as a community social psychologist, located in the daily lives of urban peripheries whose situations of sub-citizenship are markedly present Stories and memories that unfold in discussions around a multiplicity of discourses and practices in the daily lives of these peripheral places in the city in which I interacted densely, and tried to weave reflections, from concrete elements of this reality, to contribute and participate in the dialogue with professionals and researchers that move towards building a Social Psychology that is socially and politically committed to raise awareness / emancipation of sub-citizens and to deconstruct oppression and violence naturalized in our historical contextporPsicologia socialIgualdadeSubcidadaniaConscientizaçãoSocial psychologyEqualitySub-citizenshipAwarenessPsicologia social no contexto de vulnerabilidades sociais : uma perspectiva crítica e do cotidianoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoPsicologiaCentro de Ciências BiológicasPrograma de Pós-Graduação em Psicologia-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess13811vtls000232744SIMvtls000232744http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00023274464.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002327448102.pdf123456789/2802 - 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