Latifúndio (im)produtivo e impasses à recriação camponesa no sudeste paranaense
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Resumo: A tese versa sobre a permanência do latifúndio no estado do Paraná acompanhada de seu par contraditório, a agricultura camponesa Verticalizamos a análise em três municípios do Sudeste paranaense, General Carneiro, Bituruna e Paula Freitas, tendo por objetivo compreender os impactos da silvicultura e do descumprimento da função social da terra que lhe é inerente, partindo das repercussões territoriais que tal uso da terra provoca Para tanto, valemo-nos de trabalhos de campo e de entrevistas junto a camponesas/camponeses, assentadas/assentados e acampadas/acampados da reforma agrária Destacamos a centralidade do monopólio da terra no decorrer do processo de formação territorial do estado do Paraná e, a partir do recorte da região Sudeste do estado, debruçamo-nos sobre o latifúndio (im)produtivo, aqui entendido como grande propriedade cuja atividade econômica está longe de atender aos quatro parâmetros estabelecidos constitucionalmente para designar a função social e o direito de manutenção da propriedade, ainda que, contraditoriamente, cumpra os índices de produtividade estabelecidos pela lei Isso posto, a tese faz um contraponto ao termo agronegócio, pois compreendemo-lo como parte de uma cadeia produtiva que também engloba a agricultura camponesa Constatamos que a grande propriedade no Brasil e no Paraná não cumpre a função social da terra, por isso, utilizamo-nos do conceito de latifúndio silvicultor para analisar a agricultura capitalista e suas repercussões territoriais que nos municípios estudados decorrem, em grande medida, da monocultura do pinus, tais como: concentração de terra, renda e poder, geração de pobreza, impactos ambientais e superexploração do trabalho Contraditoriamente existem frações do território que foram conquistadas por camponeses e camponesas, tornando-se assentamentos da reforma agrária, além da existência de dois acampamentos de luta pela terra que buscam romper com as cercas do latifúndio A luta empreendida para entrar e permanecer na terra configura-se enquanto estratégia para a recriação camponesa e para a superação do bloqueio/interdição do acesso à terra colocado a um conjunto de sujeitos Ocupamo-nos em desvendar como se dá a reprodução do seu modo de vida, entendendo que a luta pela terra está alicerçada na inseparabilidade entre família, terra e trabalho A tese demostra que a questão agrária no Brasil está longe de ser solucionada e que, ainda hoje, convivemos com a presença do latifúndio, seja ele improdutivo ou produtivo Assim, a busca por uma sociedade mais justa passa, indiscutivelmente, pela necessidade de um processo de redistribuição da terra |
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Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Exatas, Programa de Pós-Graduação em GeografiaAbstract: The thesis is about the large estate permanence in the state of Paraná accompanied of its contradictory pair, the peasant agriculture It is verticalized the analysis in three counties of southeast of Paraná, General Carneiro, Bituruna and Paula Freitas, having as main aim to understand the impacts of forestry and the non-compliance of social function of land that is inherent, starting from the territorial repercussions that this use of land provokes For that, it is taken into consideration the field work and interviews with the peasants, seated ones, and camped ones from the land reform It is highlighted the monopoly centrality of land along the process of territorial formation in the state of Paraná and from the excerpt of Southeast region of the state, we look at the (un)productive large estate, here understood as the big properties whose economic activity is far from understanding the four parameters established constitutionally to designate the social function and the maintenance property right, even if it contradicts the productivity levels established by the law It was noticed that the great property in Brazil and Paraná does not comply with the land social function, this way it is used the concept of forestry large estate to analyse the capitalist agriculture and their territorial repercussions that in the studied counties take place, from the pine monoculture, like: land concentration, income and power, poverty generation, environmental impacts and labor overexploitation Contradictorily there are territory fractions which were conquered by peasants becoming land reform settlements, besides the existence of two camps of struggle and land seeking to break with the large estate fences The struggle understaken to enter and to maintain in the land configures while strategy to the peasant re-creation and to the block/interdiction overrun of landing access set to a group of people We were occupied to unravel how the reproduction takes place in its way of life, understanding that the struggle by the land is sustained by the inseparability among family, land and work The thesis shows that the land reform issue in Brazil is far from a possible solution, that still searches for a fairer society passes through unquestionably the necessity of a process of land redistributionporGeografiaLatifúndioCamponesesParanáFlorestasGeographyLatifundioParanáForests and forestryPeasantsLatifúndio (im)produtivo e impasses à recriação camponesa no sudeste paranaenseinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisDoutoradoGeografiaCentro de Ciências ExatasPrograma de Pós-Graduação em Geografia-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess104168vtls000230881SIMvtls000230881http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00023088164.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002308817153.pdf123456789/4601 - 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Resumo: A tese versa sobre a permanência do latifúndio no estado do Paraná acompanhada de seu par contraditório, a agricultura camponesa Verticalizamos a análise em três municípios do Sudeste paranaense, General Carneiro, Bituruna e Paula Freitas, tendo por objetivo compreender os impactos da silvicultura e do descumprimento da função social da terra que lhe é inerente, partindo das repercussões territoriais que tal uso da terra provoca Para tanto, valemo-nos de trabalhos de campo e de entrevistas junto a camponesas/camponeses, assentadas/assentados e acampadas/acampados da reforma agrária Destacamos a centralidade do monopólio da terra no decorrer do processo de formação territorial do estado do Paraná e, a partir do recorte da região Sudeste do estado, debruçamo-nos sobre o latifúndio (im)produtivo, aqui entendido como grande propriedade cuja atividade econômica está longe de atender aos quatro parâmetros estabelecidos constitucionalmente para designar a função social e o direito de manutenção da propriedade, ainda que, contraditoriamente, cumpra os índices de produtividade estabelecidos pela lei Isso posto, a tese faz um contraponto ao termo agronegócio, pois compreendemo-lo como parte de uma cadeia produtiva que também engloba a agricultura camponesa Constatamos que a grande propriedade no Brasil e no Paraná não cumpre a função social da terra, por isso, utilizamo-nos do conceito de latifúndio silvicultor para analisar a agricultura capitalista e suas repercussões territoriais que nos municípios estudados decorrem, em grande medida, da monocultura do pinus, tais como: concentração de terra, renda e poder, geração de pobreza, impactos ambientais e superexploração do trabalho Contraditoriamente existem frações do território que foram conquistadas por camponeses e camponesas, tornando-se assentamentos da reforma agrária, além da existência de dois acampamentos de luta pela terra que buscam romper com as cercas do latifúndio A luta empreendida para entrar e permanecer na terra configura-se enquanto estratégia para a recriação camponesa e para a superação do bloqueio/interdição do acesso à terra colocado a um conjunto de sujeitos Ocupamo-nos em desvendar como se dá a reprodução do seu modo de vida, entendendo que a luta pela terra está alicerçada na inseparabilidade entre família, terra e trabalho A tese demostra que a questão agrária no Brasil está longe de ser solucionada e que, ainda hoje, convivemos com a presença do latifúndio, seja ele improdutivo ou produtivo Assim, a busca por uma sociedade mais justa passa, indiscutivelmente, pela necessidade de um processo de redistribuição da terra |
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