A noção de juventude no jovem Nietzsche

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Carvalho, Cassiano Lucas Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Maringá
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Maringá, PR
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
193
Link de acesso: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/8051
Resumo: Orientador Prof. Dr. Wilson Antonio Frezzatti Jr.
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spelling A noção de juventude no jovem NietzscheFilosofiaJovem - FormaçãoGênioNietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900193Ciências HumanasFilosofiaOrientador Prof. Dr. Wilson Antonio Frezzatti Jr.Dissertação (mestrado em Filosofia) - Universidade Estadual de Maringá, 2021Nós entendemos que as características elevadas da noção nietzschiana de jovem constroem uma personagem que se antagoniza ao filisteu da formação (Bildungsphilister). Nesse sentido, o fio condutor de nossa pesquisa consiste em investigar qual seria o papel do jovem nas críticas do jovem Nietzsche à cultura alemã nas Considerações Extemporâneas. No primeiro capítulo, investigamos sob o viés da formação (Bildung) de que maneira o jovem pode contribuir para a cultura e, em consequência, descobrimos que o jovem possui uma dupla relação com o gênio, a qual o jovem, na condição de subordinado, pode servir à cultura ao passo que realiza a manutenção dos legados do gênio, e o gênio, por sua vez, depende do jovem para que seu legado não seja perdido. Nesse sentido, é importante dizer que o jovem não se limita ao papel de subordinado do gênio, uma vez que ele também, por meio de suas virtudes, pode se tornar um gênio. Quais seriam as virtudes do jovem? Elas não estão relacionadas com a idade, pois se tratam de uma disposição do espírito corajosa e ativa do ponto de vista da criação. No segundo capítulo, examinamos de que maneira o jovem pode se tornar gênio, e apontamos que esse processo apresenta uma relação intrínseca com a Historie, de modo que, para cada tipo de Historie, haverá uma vantagem e também uma desvantagem para o jovem que anseia por se tornar gênio. No terceiro capítulo, propomos que o jovem pode ser contraposto ao filisteu da formação (Bildungsphilister), já que o filisteu da formação carrega consigo as influências hegelianas no que tange a Historie, bem como o otimismo na razão, pois, do mesmo modo que Hegel, o filisteu da formação utiliza a razão como meio de subjugar e tratar a vida como um fenômeno racional. É nesse contexto que estabelecemos um paralelo entre a Alemanha de Nietzsche e a Grécia trágica, pois, do mesmo modo que o jovem alemão se encontra ameaçado pela influência hegeliana, o jovem grego também foi ameaçado pela influência de Sócrates. O jovem grego trágico, quando confrontado com a sabedoria de Sileno, superou os horrores da existência com uma sereno-jovialidade (Heiterkeit) amparada na arte da tragédia clássica, e, ao tratar a existência como um fenômeno estético, entendeu a vida como um processo a ser fruído, e não mais temido. Em suma, a proposta de Nietzsche para o jovem alemão é a de que ele deve combater a educação utilitária e erudita, o historicismo hegeliano e o filisteísmo da formação e da cultura por meio do pathos da Heiterkeit, o qual trata a vida, que em si mesma é destituída de sentido, como um fenômeno estético, ou seja, produzindo infinitas possibilidades de significado.We understand that the elevated characteristics of the Nietzschean notion of young people build a character that antagonizes the cultural philistine (Bildungsphilister). This way, the guiding wire of our research is to investigate the role of the young in the criticism of the young Nietzsche to the German culture in Untimely Meditations. In the first chapter, we investigated from the perspective of education (Bildung) how young people can contribute to culture and, as a result, we discovered that young people have a double relationship with genius, to which the young person, as a subordinate, it can serve culture while maintaining the legacy of the genius, and the genius, in turn, depends on the young person for his legacy not to be lost. Thus, it is important to say that the young person is not limited to the subordinate role of the genius, since he too, through his virtues, can become a genius. What would be the young man's virtues? They are not related to age, as they are a courageous and active disposition of the spirit from the point of view of creation. In the second chapter, we examine how young people can become genius, and we point out that this process has an intrinsic relationship with Historie, so that, for each type of Historie, there will be an advantage and also a disadvantage for the young person who yearns for becoming a genius. In the third chapter, we propose that the young man can be opposed to the cultural philistine (Bildungsphilister), since the cultural philistine carries with him the Hegelian influences with regard to Historie, as well as the optimism in reason, because, in the same way as Hegel, the cultural philistine uses reason as a means of subjugating and treating life as a rational phenomenon. It is in this context that we draw a parallel between Nietzsche's Germany and tragic Greece, for in the same way that the young German is threatened by the Hegelian influence, the young Greek was also threatened by the influence of Socrates. The tragic young Greek, when confronted with Sileno's wisdom, overcame the horrors of existence with a Heiterkeit supported by the art of classical tragedy, and, in treating existence as an aesthetic phenomenon, understood life as a process to be enjoyed, and no longer feared. In conclusion, Nietzsche's proposal for the young German is that he must combat utilitarian and erudite education, Hegelian historicism and the philistineism of culture through the Heiterkeit as pathos, which deals with life, which in itself is devoid of meaning, as an aesthetic phenomenon, that is, producing infinite possibilities of meaning.113, [3] f.Universidade Estadual de MaringáPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaMaringá, PRCentro de Ciências Humanas, Letras e ArtesFrezzatti Júnior, Wilson AntonioOliveira, Jelson Roberto deGonçalves, AlexanderCarvalho, Cassiano Lucas Silva2024-11-22T18:50:09Z2024-11-22T18:50:09Z2021info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCARVALHO, Cassiano Lucas Silva. A noção de juventude no jovem Nietzsche. 2021. 113, [3] f Dissertação (mestrado em Filosofia) - Universidade Estadual de Maringá, 2021, Maringá, PR.http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/8051info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Estadual de Maringá (RI-UEM)instname:Universidade Estadual de Maringá (UEM)instacron:UEM2024-11-27T11:17:47Zoai:localhost:1/8051Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.uem.br:8080/oai/requestrepositorio@uem.bropendoar:2024-11-27T11:17:47Repositório Institucional da Universidade Estadual de Maringá (RI-UEM) - Universidade Estadual de Maringá (UEM)false
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