O paradoxo de Mênon e a noção platônica de conhecimento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Barbosa, Rodolfo Izaias
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Maringá
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Maringá, PR
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
184
Link de acesso: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/8087
Resumo: Orientador: Prof. Dr. Mateus Ricardo Fernandes Ferreira.
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spelling O paradoxo de Mênon e a noção platônica de conhecimentoPlatão, 427?-347? a.C.Filosofia antigaEpistemologia184Ciências HumanasFilosofiaOrientador: Prof. Dr. Mateus Ricardo Fernandes Ferreira.Dissertação (mestrado em Filosofia) - Universidade Estadual de Maringá, 2022O presente estudo visa discutir as condições, interpretações e desdobramentos do paradoxo apresentado pelo personagem Mênon, em diálogo homônimo de Platão, que, grosso modo, levanta o problema de "como procurar aquilo que não se conhece?' (cf. 80d5-e). Sob um claro ataque à sua admissão de ignorância, constante nos chamados diálogos socráticos, o personagem Sócrates reformula três questões colocadas por Mênon, propondo um dilema construtivo, e apresenta a Teoria da Rememoração como resposta a esse dilema. Sócrates demonstra essa teoria, a pedido de Mênon, por meio de uma conversa com um escravo leigo a fim de fazê-lo rememorar conhecimentos geométricos. As interpretações variam, sobretudo, acerca da problemática colocada por Mênon, a saber, se ele pressupõe um estado cognitivo de vazio mental ao fazer suas questões, se ele duvida da possibilidade de uma resposta suficiente à pergunta "o que é?" ou mesmo se ele atenta para tipos possíveis de definições, requeridas pela pergunta "o que é?". Longe de tomar o argumento "erístico" de Mênon como uma mera "trapaça verbal?, a longa resposta de Platão, baseada na Teoria da Rememoração, mostra que do impasse originado pelo paradoxo surgem importantes questões sobre a natureza da investigação, do conhecimento e do aprendizado. Nesse sentido, além de justificar o seu método caracteristicamente refutativo e sua frequente admissão da própria ignorância, sobretudo por meio do exame realizado com o escravo sobre um problema geométrico e a posterior menção às crenças verdadeiras, Sócrates avança com afirmações epistemológicas fortes, garantindo um horizonte metafísico para o seu método investigativo, em que algum tipo de inatismo é postulado precisamente para responder à integralidade da problemática colocada pelo paradoxo.The present study aims to discuss the conditions, the interpretations and the outcomes of the paradox which the character Meno introduces in the homonymous Plato's dialogue. Roughly speaking, Meno raises the puzzle of "how to search for what is not known? (cf.80d5-e). The character Socrates, after a clear attack on his admission of ignorance, reformulates the puzzle into a constructive dilemma and introduces the recollection theory as an answer to the puzzle. At Meno?s request, Socrates demonstrates that theory with a conversation with a untutored slave to make him recollect geometrical knowledge. There are many interpretations about what is really involved in Meno?s puzzle, namely whether he presupposes a cognitive state of mental blankness, whether he doubts the possibility of reaching a satisfactory answer to the "what is it?" question, or even whether he attempts to distinguish possible kinds of definitions that answer the "what is it?" question. Far from deeming Meno?s "eristic" puzzle a "verbal trickery?, Plato develops a long answer to it on the basis of the recollection theory, so that important questions about the nature of inquiry, knowledge and learning originate from the puzzle. In short, besides justifying his characteristically refuting method and his usual admission of ignorance, Socrates advances strong epistemological statements along the exam carried out with the slave on a geometric problem and ensures, above all, a metaphysical horizon for his investigative method: some kind of innateness is postulated in order to solve Meno?s puzzle.132 f.Universidade Estadual de MaringáPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaMaringá, PRCentro de Ciências Humanas, Letras e ArtesFerreira, Mateus Ricardo FernandesSantos, Vladimir Chaves dosBorges, AndersonBarbosa, Rodolfo Izaias2024-11-25T17:59:28Z2024-11-25T17:59:28Z2022info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfBARBOSA, Rodolfo Izaias. O paradoxo de Mênon e a noção platônica de conhecimento. 2022. 132 f Dissertação (mestrado em Filosofia) - Universidade Estadual de Maringá, 2022, Maringá, PR.http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/8087info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Estadual de Maringá (RI-UEM)instname:Universidade Estadual de Maringá (UEM)instacron:UEM2024-11-27T12:17:58Zoai:localhost:1/8087Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.uem.br:8080/oai/requestrepositorio@uem.bropendoar:2024-11-27T12:17:58Repositório Institucional da Universidade Estadual de Maringá (RI-UEM) - Universidade Estadual de Maringá (UEM)false
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