Aflições da lida do ser no tempo: sutilezas e transmutação em abril despedaçado, de Ismail Kadaré e Walter Salles

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Soares , Deivanira Vasconcelos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Maranhão
Brasil
Campus São Luis Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais – CECEN
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - PPGLetras
UEMA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/5281
Resumo: No caminhar do literário, campo da palavra, para o cinema, âmbito audiovisual, deparase com necessárias reflexões sobre uma gama de demandas, essencialmente no que se refere às veredas da adaptação. Nesse sentido, esta proposta de estudo desenvolveu uma análise de Abril despedaçado (2001), filme dirigido por Walter Salles baseado no romance albanês, homônimo, de Ismail Kadaré (1978), com o objetivo de se perscrutar o processo de transmutação de elementos narrativos, essencialmente do tempo, do espaço entrelaçado ao tempo, do literário para a produção fílmica. Dessa forma, fez-se uma análise da produção literária e, em seguida, verificou-se que escolhas do campo imagético foram usadas para se estabelecer a narrativa cinematográfica, em um diálogo singular com o romance. Além dessa interrogante, buscou-se nessa dissertação verificar que eventos da história (texto narrativo/ texto literário) foram eliminados, ou modificados na adaptação, e mais importante, por quê? E ainda, de que forma os personagens Gjorg/ Tonho se comportam com relação ao tempo/espaço do texto literário e do texto fílmico, em sua inadequação com o contexto nos quais vivem, com suas necessidades de viver e seguir com as regras do Kanun, caminhando entre as fronteiras da vida/morte; solidão/espaço/tempo. Diante disso, a leitura teórica para fundamentar essa discussão partiu das contribuições do dialogismo intertextual de Mikhail Bakhtin (2003), Julia Kristeva (2005) e Gérard Genette (2010). Ainda foram usados para reflexão os pensamentos sobre o complexo universo da adaptação, seus caminhos e sinuosidades, especialmente, pelo sustentáculo teórico de Julio Plaza (2003), Robert Stam (2006) e Linda Hutcheon (2013). Contou-se, também, com o suporte teórico sobre o tempo no romance e, essencialmente, no audiovisual para se ter conhecimento dos entrelaços desse elemento narrativo esculpido no cinema, a fim de se poder analisar os tópicos marcadores que formam uma mensagem na narração imagética, a partir das teorias do tempo de Jean Pouillon (1974), Benedito Nunes (2013), Deleuze (2005), Andrei Tarkoviski (1998). Finalmente, foram analisados recortes do romance e cenas do filme no empenho de se assinalar as construções e marcadores que definem a narração das histórias, bem como os significados sugeridos, analisando-se a linguagem cinematográfica como plural. O percurso metodológico que se fez em um transitar pelo corpus da pesquisa em sua estrutura literária, estabelecendo o diálogo necessário para a verificação de elementos adaptados do romance Abril despedaçado, de Ismail Kadaré, para o filme homônimo de Walter Salles, foi primordial para que se observasse, no filme, não só a ligação com a temática, vendeta e alguns personagens do romance, como também para que se percebesse a apresentação de uma nova e independente obra, cinematográfica, adaptada, porém, outra em originalidade e dizeres que ao passo que dialogam com o romance em que se baseia, cria outras versões do sofrimento humano, outros personagens, outros espaços e tempos.
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Dessa forma, fez-se uma análise da produção literária e, em seguida, verificou-se que escolhas do campo imagético foram usadas para se estabelecer a narrativa cinematográfica, em um diálogo singular com o romance. Além dessa interrogante, buscou-se nessa dissertação verificar que eventos da história (texto narrativo/ texto literário) foram eliminados, ou modificados na adaptação, e mais importante, por quê? E ainda, de que forma os personagens Gjorg/ Tonho se comportam com relação ao tempo/espaço do texto literário e do texto fílmico, em sua inadequação com o contexto nos quais vivem, com suas necessidades de viver e seguir com as regras do Kanun, caminhando entre as fronteiras da vida/morte; solidão/espaço/tempo. Diante disso, a leitura teórica para fundamentar essa discussão partiu das contribuições do dialogismo intertextual de Mikhail Bakhtin (2003), Julia Kristeva (2005) e Gérard Genette (2010). 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Nesse sentido, esta proposta de estudo desenvolveu uma análise de Abril despedaçado (2001), filme dirigido por Walter Salles baseado no romance albanês, homônimo, de Ismail Kadaré (1978), com o objetivo de se perscrutar o processo de transmutação de elementos narrativos, essencialmente do tempo, do espaço entrelaçado ao tempo, do literário para a produção fílmica. Dessa forma, fez-se uma análise da produção literária e, em seguida, verificou-se que escolhas do campo imagético foram usadas para se estabelecer a narrativa cinematográfica, em um diálogo singular com o romance. Além dessa interrogante, buscou-se nessa dissertação verificar que eventos da história (texto narrativo/ texto literário) foram eliminados, ou modificados na adaptação, e mais importante, por quê? E ainda, de que forma os personagens Gjorg/ Tonho se comportam com relação ao tempo/espaço do texto literário e do texto fílmico, em sua inadequação com o contexto nos quais vivem, com suas necessidades de viver e seguir com as regras do Kanun, caminhando entre as fronteiras da vida/morte; solidão/ espaço/tempo. Diante disso, a leitura teórica para fundamentar essa discussão partiu das contribuições do dialogismo intertextual de Mikhail Bakhtin (2003), Julia Kristeva (2005) e Gérard Genette (2010). Ainda foram usados para reflexão os pensamentos sobre o complexo universo da adaptação, seus caminhos e sinuosidades, especialmente, pelo sustentáculo teórico de Julio Plaza (2003), Robert Stam (2006) e Linda Hutcheon (2013). 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